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Existe uma modalidade esportiva ideal para o paciente com câncer?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/12/2016 - Data de atualização: 14/12/2016


Qual modalidade de exercício físico (corrida, musculação, natação, pilates, por exemplo) é a mais indicada para pacientes com câncer? Esta, talvez, seja uma das principais dúvidas que os profissionais da área de saúde e seus pacientes possuem na escolha de um programa de exercícios físicos. A resposta é simples, porém, para entendê-la, é necessária a análise de alguns conceitos, fatores e com que a ciência atualmente nos municia.

A atividade física pode ser definida como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos que resulte em um aumento substancial no gasto energético. O exercício físico é uma forma de atividade física que se caracteriza por ser programado e realizado em uma base repetida, durante um determinado período de tempo e com a intenção de aprimorar as capacidades físicas (força, equilíbrio, resistência, flexibilidade, coordenação, aptidão cardiorrespiratória, entre outras), resultando em melhora de desempenho físico ou de saúde. As modalidades são expressões do exercício físico que, cada uma a sua maneira, possuem este objetivo em comum. 

Recentes estudos evidenciam que as adaptações fisiológicas promovidas pela melhora das capacidades físicas - no caso do câncer, as mais estudadas são a força e a aptidão cardiorrespiratória - através de um programa de exercícios físicos contribuem positivamente no manejo dos efeitos colaterais do câncer e de seus tratamentos, melhorando a qualidade de vida do paciente e prognóstico da doença.

Uma vez entendido estes conceitos, parece não existir uma modalidade ideal. Posto que, repito, cada modalidade, a sua maneira, promove melhorias na capacidade aeróbica e de força em quem a pratica. Quem já fez uma aula de Yoga, por exemplo, sabe muito bem do que estou falando. Logo, sob o prisma dos conceitos envolvidos na escolha da modalidade, conteúdo é mais importante que a forma.

Em contrapartida, quando olhamos para os fatores (condições) que envolvem a escolha da modalidade, a forma parece ser mais relevante que o conteúdo. Principalmente no tocante à segurança e aderência do paciente a um programa de exercícios físicos. Existem limitações físicas e fisiológicas impostas pelo tratamento e localização do câncer ao paciente que podem restringir a realização de determinadas modalidades. Além disso, para que não ocorram desistências, os pacientes precisam se sentir motivados. Neste sentido, a modalidade eleita tem que ser a mais exequível e agradável a eles. Um bom exemplo são as modalidades que envolvem sessões realizadas em grupo, muitos as veem, antes de tudo, como uma oportunidade de socialização – trocar experiências e expectativas com seus semelhantes. Entretanto, muitas modalidades ainda são menosprezadas - principalmente as consideradas alternativas – reduzindo consideravelmente as opções de inserção do exercício físico nesta população.

Diante deste contexto, pesquisadores americanos do Departamento de Oncologia da Clínica Mayo, investigaram a eficácia de algumas modalidades alternativas (Qigong, Tai Chi Chuan, Yoga, Pilates e danças). Os resultados desta revisão recém-publicada não poderiam ser diferentes, eles nos mostram que o Qigong e o Tai Chi Chuan são capazes de promover melhoras na qualidade de vida, fadiga, sistema imunológico e dos níveis de cortisol nos pacientes que as pratica. A Yoga, além destes benefícios, também reduz distúrbios relacionados ao sono (insônia), diminuindo o uso de medicamentos específicos. Por falta de estudos mais aprofundados envolvendo o Pilates, não há conclusão de sua ação em desfechos relacionados ao câncer ou ao seu tratamento. Por fim, as danças contribuem, principalmente, para melhoras psicológicas (via imagem corporal e no medo de recorrências), da função física e da qualidade de vida. Os autores concluem que as modalidades alternativas possuem grande potencial terapêutico e que a sua prática deve ser incentivada pelos profissionais da área de saúde que atendem os pacientes com câncer.

Portanto, a fim de responder a pergunta inicial, qualquer modalidade, sendo tradicional ou alternativa, pode contribuir na melhora física e na qualidade de vida do paciente. Desde que realizada de forma regular, em local apropriado, respeitando a condição física e emocional do paciente e prescrita ou acompanhada por um profissional capacitado.

Não importa a modalidade, o que importa é evitar o sedentarismo!

Quer saber mais sobre o artigo citado:

  • Ruddy, Kathryn J., et al. "Alternative Exercise Traditions in Cancer Rehabilitation." Physical Medicine and Rehabilitation Clinics of North America28.1 (2017): 181-192.

Até a próxima...
Rodrigo Ferraz


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