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Leucemia Mieloide Aguda (LMA)

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Exames para Diagnóstico da Leucemia Mieloide Aguda (LMA)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/07/2015 - Data de atualização: 23/11/2018


Os exames de laboratório comumente utilizados para diagnosticar e/ou determinar o subtipo específico da leucemia mieloide aguda são:

Hemograma completo e sangue periférico

Estes exames avaliam os diferentes tipos de células do sangue, mudanças no número e aparência dessas células ajudam no diagnóstico da leucemia.

A maioria dos pacientes com leucemia mieloide aguda apresentam glóbulos brancos imaturos no sangue, e uma quantidade insuficiente de células vermelhas ou plaquetas. Muitas das células brancas do sangue são mieloblastos, isto é, células imaturas normalmente não encontradas na corrente sanguínea. Essas células não funcionam como glóbulos brancos maduros. Embora estes resultados possam sugerir leucemia, a doença geralmente não é diagnosticada sem um estudo das células da medula óssea.

Exames de coagulação e bioquímica sanguínea

A análise química do sangue mede as quantidades de certas substâncias químicas que circulam no sangue, mas não são utilizados para diagnosticar a leucemia. Em pacientes já diagnosticados com leucemia mieloide aguda, estes exames podem ajudar na detecção de alterações no fígado ou rins, causados por células leucêmicas ou efeitos colaterais de certos medicamentos quimioterápicos.

Exames microscópicos de rotina

Amostras de sangue, medula óssea ou do líquido cefalorraquiano são analisadas sob um microscópio pelo patologista, podendo ser revisadas pelo hematologista.

Nessas amostras são observadas, tamanho, forma e outras características das células para classificá-las em tipos específicos.

Um elemento chave é identificar se as células são maduras (como as células sanguíneas normais) ou imaturas. As células mais imaturas são denominadas mieloblastos ou blastos.

A porcentagem de blastos na medula óssea ou sangue é particularmente importante. Para o diagnóstico de leucemia mieloide aguda é necessário ter, pelo menos, 20% de blastos na medula óssea ou no sangue. Ela também pode ser diagnosticada se os blastos encontrados (utilizando outro exame) têm uma alteração cromossômica que ocorre apenas em um tipo específico de leucemia mieloide aguda, mesmo que a porcentagem de blastos não alcance 20%.

Às vezes, apenas contar e observar as células não é suficiente para um diagnóstico claro. Exames adicionais podem ser utilizados para confirmar a leucemia mieloide aguda.

Citoquímica

Citoquímica é a aplicação de corantes bioquímicos às células do sangue e medula óssea, de maneira a mostrar sua composição sem modificar apreciavelmente sua morfologia. As colorações citoquímicas auxiliam no diagnóstico de leucemias e de outras doenças hematológicas.

Citometria de fluxo e imunohistoquímica

Tanto para a citometria de fluxo como para a imunocitoquímica, as amostras das células são tratadas com anticorpos, que são proteínas que aderem apenas a determinadas proteínas nas células. Para a imunocitoquímica, as células são analisadas sob um microscópio para verificar se os anticorpos se ligam a elas (o que significa que têm essas proteínas), enquanto que para a citometria de fluxo é usada um equipamento especial.

Estes testes são usados ​​para imunofenotipagem - classificando as células leucêmicas de acordo com as substâncias (antígenos) em suas superfícies. As células leucêmicas podem ter antígenos diferentes, dependendo do tipo de célula em que elas se iniciam e estado de maturação. Essa informação é útil na classificação da leucemia mieloide aguda.

Testes cromossômicos

Citogenética. Neste exame, os cromossomos das células leucêmicas são analisados para diagnosticar qualquer anormalidade. Uma desvantagem desse exame é que geralmente demora de 2 a 3 semanas para ficar pronto. Os resultados dos testes citogenéticos são apresentados de forma abreviada para descrever as alterações cromossômicas:

  • Uma translocação significa que partes de dois cromossomos trocaram de lugar entre si. Por exemplo, se os cromossomos 8 e 21 trocaram partes, seria escrito como t (8; 21).
  • Uma inversão, escrita como inv (16), por exemplo, significa que parte do cromossomo 16 está agora em ordem reversa, mas ainda está ligada ao cromossomo.
  • Uma deleção, escrita como del (7) ou -7, por exemplo, indica que parte do cromossomo 7 foi perdida.
  • Uma adição ou duplicação, como +8, por exemplo, significa que todo ou parte do cromossomo 8 foi duplicado, e muitas cópias dele foram encontradas dentro da célula.

Hibridização fluorescente in situ (FISH). Este é outro tipo de exame que avalia os cromossomos, usando corantes fluorescentes que só se ligam a partes específicas de cromossomos específicos. FISH detecta a maioria das alterações cromossômicas (translocações), visíveis ao microscópio em exames citogenéticos, bem como alterações pequenas não visualizadas em exames de citogenética. FISH pode ser usado para detectar alterações específicas nos cromossomos, podendo ser usado nos exames de sangue ou em amostras da medula óssea.

Reação em cadeia da polimerase. Este é um exame bastante sensível, que permite encontrar algumas alterações genéticas e cromossômicas pequenas, não visíveis ao microscópio, mesmo quando poucas células leucêmicas estejam presentes na amostra.

Fonte: American Cancer Society (21/08/2018)



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