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Exames de Imagem para Diagnóstico dos Tumores Cerebrais/SNC

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2015 - Data de atualização: 20/04/2018


Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer.

Os principais exames de imagem realizados no diagnóstico dos tumores cerebrais são:

  • Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização de um tumor bem como a presença de metástases.

Alguns exames de ressonância são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.

A ressonância magnética é útil para visualizar o cérebro e a medula espinhal, sendo considerada a melhor técnica para avaliar os tumores nessas áreas. As imagens obtidas com a ressonância são geralmente mais detalhadas do que as da tomografia computadorizada. Mas, ela não fornece imagens dos ossos do crânio, assim como a tomografia computadorizada, logo com a ressonância não é possível observar os efeitos dos tumores no crânio.

Angiografia por Ressonância Magnética. A angiografia por ressonância magnética é realizada para visualizar a estrutura dos vasos sanguíneos do cérebro. Este exame é útil para ajudar o cirurgião a definir o planejamento cirúrgico.

Espectroscopia de Ressonância Magnética. A espectroscopia de ressonância magnética (ERM) é similar à ressonância magnética, exceto que as interações das ondas de rádio com átomos diferentes dentro dos tecidos são medidas. A ERM destaca algumas características dos tumores cerebrais que não são claramente vistas pela ressonância magnética. Ela geralmente produz resultados como espectros, o que pode possivelmente identificar o tipo do tumor. Mas, na maioria dos casos, para ter certeza é necessária a realização de uma biópsia. A ERM também pode ser utilizada após o tratamento para determinar se uma área anormal é o tumor remanescente ou se é tecido cicatricial.

Perfusão por Ressonância Magnética. Na perfusão por ressonância magnética, após a injeção de um contraste na veia, são obtidas imagens para visualizar a quantidade de sangue que circula pelas diferentes áreas do cérebro e do tumor. Os tumores necessitam de uma quantidade maior de sangue do que as áreas normais do cérebro. Quanto mais rápido um tumor cresce, mais sangue ele necessita. A perfusão por ressonância magnética pode fornecer aos médicos uma ideia da rapidez com que um tumor está crescendo ou o melhor lugar para realizar a biópsia. Esta técnica, também pode ser utilizada após o tratamento para determinar se uma área anormal é o tumor remanescente ou se é tecido cicatricial.

Ressonância Magnética Funcional. A ressonância magnética funcional permite a visualização de pequenas alterações químicas em uma parte ativa do cérebro. Ela pode ser usada para determinar qual parte do cérebro manipula uma função, como a fala, pensamento, sensação ou movimento. Os médicos podem usar esse recurso para determinar quais partes do cérebro devem evitar ao planejar a cirurgia ou a radioterapia. Este exame é similar a uma ressonância magnética convencional, exceto que é solicitado ao paciente para executar tarefas específicas, como responder a perguntas simples ou mover os dedos, enquanto o exame é realizado.

  • Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.

A tomografia computadorizada não é tão utilizada como a ressonância magnética, mas têm características que as tornam úteis. Ela pode ser utilizada em alguns casos em que a ressonância não é uma boa opção, como para pacientes acima do peso ou que tem claustrofobia. A tomografia também proporciona um detalhamento melhor das estruturas ósseas próximas ao tumor.

  • Angiografia por Tomografia Computadorizada

Neste procedimento, é injetado um contraste intravenoso durante a realização do exame. A digitalização cria imagens detalhadas dos vasos sanguíneos no cérebro, o que pode ajudar a planejar a cirurgia. A angiografia por tomografia pode, em alguns casos, fornecer mais detalhes dos vasos sanguíneos em torno do um tumor do que a angiografia por ressonância.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitrons (PET scan) mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O exame de PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas com um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas pela energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois da ingestão da glicose é possível fazer um mapeamento do organismo, produzindo imagens do interior do corpo.

O PET scan é útil após o tratamento, para determinar se as células tumorais foram destruídas, uma vez que células mortas não absorvem glicose. Este exame pode ajudar a determinar se uma área anormal, visualizada na ressonância, remanescente do tumor é apenas tecido cicatricial.

  • Radiografia de Tórax

Quando o diagnóstico do tumor cerebral é confirmado, o médico pode solicitar uma radiografia de tórax. Este exame é realizado, porque em adultos, a maioria dos tumores cerebrais são metástases de outros órgãos, com mais frequência do pulmão.

Fonte: American Cancer Society (06/11/2017)


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