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Exames de Imagem para Diagnóstico do Câncer de Esôfago

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/05/2015 - Data de atualização: 01/02/2018


Os principais exames utilizados para o diagnóstico ou estadiamento do câncer de esôfago são:
 
  • Esofagograma

É um exame de Raios X para avaliar o revestimento da parte superior do aparelho digestivo, especialmente o esôfago. Neste procedimento, o paciente ingere um contraste de bário, que cobrirá as paredes da garganta e do esôfago, permitindo a observação de áreas anormais.

Este exame é também utilizado para avaliar se o tumor está causando problemas de deglutição do paciente.

O exame pode ser utilizado para diagnosticar uma das complicações mais graves do câncer de esôfago, denominada fístula traqueoesofágica.

O esofagograma apenas mostra o revestimento interno do esôfago, de modo que não é possível determinar se a doença se disseminou para fora do órgão.

  • Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de Raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.

Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa do contraste é realizada quando se deseja observar mais claramente certos detalhes, tornando o diagnóstico mais preciso.

A tomografia computadorizada não é normalmente utilizada para diagnosticar o estágio inicial do câncer de esôfago, mas permite avaliar se existe alguma disseminação para outros órgãos ou linfonodos.

Muitas vezes a tomografia é usada para guiar com precisão o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de ter uma lesão cancerígena.

  • Ressonância Magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. Este exame, além de permitir uma avaliação dos órgãos internos, sem a utilização de raios X, também proporciona uma visão mais abrangente do esôfago.

Os exames de ressonância magnética são importantes para investigar o cérebro e a medula espinhal, mas não para avaliar a disseminação do câncer de esôfago.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons

A tomografia por emissão de pósitron (PET) mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada e ressonância magnética. O PET scan é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta.

Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois da administração de glicose é possível fazer um mapeamento do organismo do paciente detectando ponto a ponto a concentração do radiofármaco no corpo.

Este tipo de varredura é utilizado para procurar possíveis áreas de disseminação da doença, se nada for encontrado em outros exames de imagem.

Alguns equipamentos mais recentes são capazes de realizar tanto o PET scan como uma tomografia ao mesmo tempo, o que permite comparar áreas de maior concentração de radioatividade com a aparência mais detalhada da tomografia.

Fonte: American Cancer Society (14/06/2017)


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