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Estudo da Defensoria Pública do RJ indica queda de 25% em cirurgias e tratamentos de câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/08/2021 - Data de atualização: 16/08/2021


As cirurgias oncológicas no Estado do Rio tiveram uma redução de 25% desde que a pandemia começou. É o que indica um estudo da Coordenadoria de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública estadual em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Da mesma forma, a pesquisa aponta que tratamentos de câncer – com exceção de radioterapia, quimioterapia e cirurgia – também caíram 24,8%. E as consultas ambulatoriais para esses pacientes tiveram queda de 21,9% no primeiro trimestre da pandemia, comparado com o trimestre anterior.

"A redução na oferta de ações assistenciais voltadas ao combate do câncer em patamar semelhante de 20% revela como, mesmo diante da determinação de manutenção desse tratamento durante a pandemia pelas autoridades sanitárias, a Covid-19 impactou na garantia de atendimento às demais necessidades de saúde", afirmou Thaisa Guerreiro, coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria.

Batizado de "Assistência Oncológica do Estado do Rio de Janeiro durante a pandemia de Covid-19", o estudo verificou também:

  • O afastamento de profissionais de saúde durante o primeiro trimestre;
  • Redução de encaminhamentos às unidades de saúde;
  • Aumento de ausência de pacientes nas sessões de quimioterapia e necessidade de mudança de protocolo devido à falta de medicamentos.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores fizeram um questionário online, enviado via ofício às unidades que compõem a rede de alta complexidade em oncologia do SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado do Rio de Janeiro.

Os dados requeridos no questionário se referiram ao trimestre anterior à pandemia e ao primeiro trimestre de pandemia – nos meses março, abril e maio de 2020.

Afastamento de profissionais

Outra constatação do estudo diz respeito ao afastamento de 14,6% de médicos, 15,5% de enfermeiros, 22,7% de técnicos de enfermagem, 12,5% de auxiliares de enfermagem e 26,5% de outros profissionais no período.

No total de todas as categorias pesquisadas, foi identificado um afastamento de 20,4% dos profissionais que trabalham em unidades especializadas em oncologia dentre março e maio de 2020.

Para os pesquisadores, isso pode ter gerado um déficit no quadro de profissionais das unidades, levando a diversas mudanças na organização dos serviços, o que pode, também, ter reduzido a oferta de serviços oncológicos.

Desabastecimento

Também constam respostas que tratam do desabastecimento de Docetaxel, droga utilizada para o tratamento do câncer de mama, por quatro unidades de saúde (26,6% das unidades).

Também analgésicos (6,7%) e anestésicos (6,7%), mencionados por apenas uma unidade cada um.

Das 15 unidades que responderam ao questionário, 80% afirmaram ter um "plano de contingência" criado para o enfrentamento do novo coronavírus na unidade, enquanto 20% dos representantes de unidades não souberam responder.

Foi solicitado, ainda, o envio dos planos para a Defensoria, mas foram recebidos apenas oito (66,6%) das 12 unidades que afirmaram possuir até o momento da elaboração do relatório.

Deficiências

O estudo também mostra as deficiências na oferta de tratamento adequado para pessoas com câncer antes da pandemia.

Em vistorias feitas pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Cremerj, entre 2016 e 2019, consolidadas no levantamento, ficou constatado que os leitos de cuidados paliativos não existem em 88% das unidades, sendo oferecidos de acordo com a demanda.

Com relação aos leitos oncológicos, 44% das unidades afirmaram não ter nenhum leito específico para casos de oncologia, acrescentando que as ofertas são de acordo com a demanda

Outros 13 estabelecimentos afirmaram ter leitos específicos, apresentando uma média de 20 leitos por unidade de saúde, variando de seis a 77 leitos.

O que diz a Secretaria de Saúde

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a Central Estadual de Regulação (CER) "é responsável pela regulação para consulta de primeira vez no ambulatório cirúrgico de pacientes do serviços de oncologia na capital fluminense".

A pasta acrescentou: "a CER informa que vem observando a redução na oferta das consultas para os Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon)".

Procurado, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), não enviou um posicionamento sobre o estudo.

Fonte: G1 



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