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Estudo: apenas 20% das mulheres descobrem câncer de mama no início

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/05/2013 - Data de atualização: 15/05/2013


Nem todas as brasileiras têm acesso a um diagnóstico precoce do câncer de mama. Um estudo revelou que a doença aparece quase sempre associada à dificuldade de conseguir tratamento.

 
Além de demorar pra descobrir o câncer de mama, muitas brasileiras sofrem com a espera para começar o tratamento, que pode chegar a seis meses e até um ano. É uma demora muito grande para quem corre contra o tempo.

A pedagoga Mônia Evangelhista conseguiu vencer um câncer na mama diagnosticado três anos atrás, quando tinha 29 anos. Ela é uma brasileira que tem o privilégio de contar com um convênio médico particular para tratar da saúde. Mesmo assim, enfrentou problemas com o médico do convênio.

"Na época, eu confiei e acreditei no médico. Ele falou que não tinha necessidade de operar rápido, que isso demorava muito para evoluir e que não tinha perigo. Não podia ter demorado tanto. O nódulo tinha 1,5 cm na mamografia e, quando eu operei, ele já estava em 5 cm. Ele evoluiu muito rápido”, lembra a pedagoga.

O caso de Mônia certamente seria pior se ela não tivesse convênio e precisasse ser atendida pela rede pública de saúde. Na questão do câncer de mama, a literatura médica é quase uma ficção, quando se pensa no Sistema Público de Saúde (SUS).

A recomendação médica é que depois da biópsia seja feita, no máximo em três meses, a cirurgia e que, depois da cirurgia, o tratamento comece imediatamente.

"No sistema público, é muito difícil que o tratamento definitivo seja feito antes de seis meses. E você perder seis meses pode ter uma diferença enorme para a paciente, pode prejudicá-la”, aponta o oncologista Max Mano, do Instituto do Câncer de São Paulo.

Ao todo, 75% dos brasileiros dependem do SUS como única fonte de atendimento à saúde.

Um estudo feito em centros de oncologia de todo o Brasil, entre 2006 e 2009, mostrou que apenas 20% das mulheres com câncer de mama no país são diagnosticadas no estágio inicial da doença. Nos Estados Unidos, o índice é de 61%. O problema é mais grave na rede pública de saúde, onde 37% das mulheres descobrem a doença em estágio avançado.

O estudo mostrou também que, enquanto no estado de São Paulo existem 335 máquinas para radioterapia, no estado de Roraima, existem apenas duas.

"O que o Ministério da Saúde afirma é que, de 2009 a 2011, houve um aumento de mais de 267% do numero de mamografias realizadas no país. O Ministério da Saúde vem desenvolvendo, desde 2010, um processo de capacitação e aumento de profissionais, não somente profissionais médicos para o tratamento do câncer de mama, mas também profissionais técnicos para aumentar a oferta desses profissionais e aumentar o número de exames e o diagnóstico precoce para que esse paciente chegue na alta complexidade com menor tempo de estádio da doença”, declara José Eduardo Fogolin Passos, coordenador de alta e média complexidade do Mato Grosso do Sul.

Luciana Holtz é presidente do Instituto Oncoguia, que defende os direitos dos pacientes com câncer, e recebe muitas reclamações. "O que a gente sabe hoje é que a paciente com câncer de mama brasileira está sofrendo em alguns casos na fila, esperando por cirurgia, esperando para começar um tratamento de quimioterapia, esperando para fazer radioterapia. Então, isso é muito grave. A gente sabe hoje que, com o diagnóstico em mãos, isso precisa acontecer muito rápido, de forma ágil e de qualidade. Então, ela está esperando e a gente sabe que as pacientes podem inclusive, infelizmente, chegar a morrer”, declara.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento de alta complexidade do câncer de mama oferecido pelo Sistema Único de Saúde é o mesmo oferecido na rede privada. O ministério também afirma que não há falta de equipamentos. O país conta com mais de 2,5 mil mamógrafos, número acima do necessário previsto para atender a população, segundo o ministério.
 
Fonte: Bom Dia Brasil


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