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Especialistas discutem o estado da arte da imunoterapia

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/08/2018 - Data de atualização: 17/08/2018


Workshop realizado pelo Instituto Vencer o Câncer reuniu jornalistas e associações de pacientes no Masp em torno dos avanços do tratamento que estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas

Considerada um dos maiores avanços da oncologia contemporânea, a imunoterapia não é tão jovem e, apesar da ascensão na última década, evoluiu lentamente desde que o médico norte-americano William B. Coley injetou bactérias em pacientes com câncer num hospital em Nova York, na virada do século XX. A ideia era estimular o sistema imunológico e fazê-lo atacar as células cancerígenas. As raízes mais antigas do tratamento hoje revolucionário e seu atual estado da arte foram apresentados a jornalistas e associações de pacientes em um lugar que também converge o tradicional e o moderno: o Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde foi realizado, no dia 16 de agosto, o Workshop Imunoterapia de A a Z.

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Um dos fundadores do Instituto Vencer o Câncer (Ivoc), organização não-governamental responsável pelo evento, o oncologista Antonio Buzaid destacou que “a imunoterapia é o tratamento que mais influencia a evolução de pacientes de diversos tipos de câncer”. Isso porque alguns cânceres são capazes de driblar o sistema imunológico usando uma “camuflagem” ou “desligando” os mecanismos responsáveis por identificar que há algo errado com a célula – “o mesmo que a placenta faz para que o bebê não seja expulso do corpo, já que se trata de um elemento estranho naquele ambiente”, comparou Buzaid, membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e diretor médico geral do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O tratamento, então, oferece ferramentas para que o sistema imunológico enxergue as células cancerígenas e as combata mais fortemente. Entre os tipos de câncer que mais se beneficiam da imunoterapia estão o melanoma e o câncer de células de Merkel, tumores da pele mais agressivos, além do câncer de rim e do de pulmão.

Apesar de recente, o uso da terapia no combate a esses tipos de câncer tem levado a resultados animadores, comemorou Buzaid. “A imunoterapia tem possibilitado um importante aumento de sobrevida e até cura em alguns casos, mesmo na doença avançada. Infelizmente ainda não estamos falando da maioia, mas claramente teremos um futuro melhor – especialmente se vencermos as barreiras de acesso na rede pública e na saúde suplementar.”

Enquanto o acesso ainda é restrito, as pesquisas clínicas são uma alternativa para que mais pacientes se beneficiem da imunoterapia. O pesquisador Rafael Laurino, coordenador de Gestão Estratégica da Aliança Pesquisa Clínica Brasil, falou na ocasião da realidade dos estudos clínicos no mundo e da situação brasileira em comparação com Estados Unidos e Europa. “Precisamos trazer mais pesquisa para o Brasil. Além de dar oportunidade de tratamento para pacientes que não teriam acesso, é importante do ponto de vista científico ter brasileiros nas pesquisas, para trazer recursos e conhecimento ao país.”

A evolução da precisão

Além da imunoterapia, todas as frentes de controle do câncer têm passado por importantes transformações, destacou o oncologista Fernando Maluf, diretor associado do Centro de Oncologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo. “Há meio século, os pacientes com diagnóstico de câncer eram tratados com as poucas armas disponíveis: cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Agora, novos arsenais estão chegando e mesmo os tratamentos mais tradicionais têm passado por importantes revoluções”, disse no workshop.

Para ele, todos os caminhos levam ao mesmo destino: a precisão. Isso porque já se sabe que pacientes com o mesmo tipo de câncer apresentam alterações moleculares e mecanismos de crescimento celular distintos, entre outras especificidades que demandam tratamentos individualizados e mais precisos. “Já se foi a época em que o mesmo tratamento servia para todos – na verdade, nunca serviu. Somente alguns pacientes se beneficiavam verdadeiramente das terapias tradicionais”, contou.

“Obviamente não está apenas na imunoterapia a panaceia para todos os desafios do câncer. Ainda é importante a quimioterapia, a radioterapia, a cirurgia e todos os avanços que cada uma dessas áreas tem conquistado. O que nós precisamos fazer é aprender cada vez mais a integrar essas várias modalidades de tratamento para chegarmos à melhor abordagem para o paciente, à mais adequada”, defendeu Buzaid.

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