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Entendendo o Laudo de Patologia: Câncer de Próstata

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/11/2016 - Data de atualização: 21/11/2016


Quando a próstata é biopsiada, as amostras coletadas são analisadas sob um microscópio por um patologista. Ao finalizar a análise o patologista emite um laudo com o diagnóstico final da amostra. As informações contidas neste laudo serão usadas para ajudar a gerenciar seu diagnóstico e tratamento. As perguntas e respostas que se seguem destinam-se a ajudá-lo a entender a linguagem médica, que você pode encontrar no laudo de patologia.

O que significa se no laudo da biópsia menciona a palavra core?  

O tipo mais comum de biópsia de próstata é a core biopsy realizada com uma agulha de calibre maior para coletar amostras do tumor. Para este procedimento, o médico insere uma agulha oca na próstata. Quando a agulha é retirada, se remove um pequeno cilindro de tecido da próstata, denominado core ou núcleo. São coletadas várias amostras de diferentes áreas do tumor. No laudo se descreverá cada uma das amostras separadamente identificando-as por um número (ou letra), com cada amostra de biópsia  tendo o seu próprio diagnóstico. Se for encontrado câncer ou algum outro problema, pode ser em algumas amostras e não em todas por isso a importância de coletar várias amostras de vários locais.

O que é adenocarcinoma?

Adenocarcinoma é o tipo de câncer que se desenvolve nas células glandulares. É o tipo mais comum de câncer encontrado na próstata.

O que é escala ou pontuação de Gleason? O que significam, por exemplo, os números 3 + 4 = 7 ou 3 + 3 = 6?  

Os patologistas classificam o câncer de próstata usando números de 1 a 5 baseados em quanto as células cancerígenas se parecem com o tecido prostático normal sob o microscópio. Isto é denominado pontuação de Gleason. Os graus 1 e 2 não são frequentemente utilizados para biópsias, a maioria das amostras de biópsia são grau 3 ou superior.
  • Se o tecido cancerígeno se parece muito com o tecido prostático normal, é atribuído o grau 1.
  • Se as células cancerígenas e seus padrões de crescimento parecem muito anormais, é atribuída o grau 5. 
  • Os graus de 2 a 4 têm características entre esses extremos.  

O câncer de próstata, muitas vezes, tem áreas com diferentes graus, um grau é atribuído para as duas áreas que compõem a maior parte do câncer. Estes 2 graus são somados para produzir a pontuação de Gleason. O primeiro número atribuído é o grau que é mais comum no tumor. Por exemplo, se a pontuação de Gleason é 3 + 4 = 7, significa que a maior parte do tumor é grau 3 e a menor grau 4 e a somatória tem como resultado 7. O mais alto grau para a pontuação de Gleason é 10.  

O que significa ter uma pontuação de Gleason de 6 ou 7 ou 8-10?  

A menor pontuação de Gleason encontrada em uma biópsia de próstata é 6. Estes tipos de câncer podem ser chamados de bem diferenciados ou de baixo grau e tendem a ser menos agressivos – tendem a crescer e se disseminar lentamente.  

Cânceres com pontuação de Gleason de 8 a 10 podem ser denominados mal diferenciados ou de alto grau. Estes cânceres tendem a ser agressivos, ou seja, são propensos a crescer e se disseminarem mais rapidamente.  

Cânceres com pontuação de Gleason 7 podem ser denominados moderadamente diferenciados ou de grau intermediário. A taxa em que crescem e se disseminam se situa entre os outros extremos.

O que significa quando existem diferentes amostras com diferentes pontuações de Gleason?

Varias amostras podem ser de diferentes áreas do mesmo tumor ou de diferentes tumores na próstata. Em função disso a pontuação pode variar dentro do tumor ou entre diferentes tumores, amostras diferentes retiradas da próstata podem ter diferentes pontuações de Gleason. Normalmente, a maior pontuação de Gleason será usada pelo médico para definir o prognóstico e decidir o tratamento.

A pontuação de Gleason da biópsia pode realmente definir o grau do câncer em toda a próstata?

Como as biópsias da próstata amostras de tecido de diferentes áreas da próstata, a pontuação de Gleason na biópsia normalmente reflete o grau verdadeiro da doença. No entanto, em cerca de 20% dos casos o grau da biópsia é menor do que o grau verdadeiro porque a biópsia perde o maior grau (mais agressivo) do câncer. Entretanto, pode funcionar também ao contrário, quando o verdadeiro grau do tumor é menor do que o que é visto na biópsia.

Qual a importância da pontuação de Gleason?

A pontuação de Gleason é muito importante para a previsão do comportamento de um câncer de próstata. Entretanto, outros fatores também devem ser considerados, como:
  • Nível do PSA.
  • Achados no exame de toque retal.
  • Quanto da amostra contém a doença.
  • O número de amostras com câncer.
  • Se o câncer foi encontrado em ambos os lados da próstata.
  • Se o câncer se disseminou para fora da próstata.

O que significa se o laudo de biópsia menciona estudos especiais, como a citoqueratina de alto peso molecular (HMWCK), ck903, ck5/6, p63, AMACR (racemase), 34BE12 ou coquetel PIN4?

Estes são testes especiais que o patologista usa às vezes para ajudar a diagnosticar o câncer de próstata. Nem todos os pacientes precisam destes testes. Podem estar descritos no seu laudo, mas não tem  efeito na precisão do seu diagnóstico.

O que significa se o laudo menciona que existe invasão perineural?

Invasão perineural significa que as células cancerosas foram encontradas em torno ou ao longo de uma fibra nervosa dentro da próstata. Quando isso é encontrado em uma biópsia, significa que há uma chance maior da doença se disseminar para fora da próstata. No entanto, a invasão perineural não significa que o câncer já se disseminou, e outros fatores, como a pontuação de Gleason e a presença de câncer nas amostras são mais importantes. Em alguns casos, a invasão perineural pode afetar o tratamento, então se o laudo menciona este ponto discuta com seu médico para entender melhor suas opções terapêuticas.

O que significa se o laudo também menciona neoplasia intraepitelial prostática de alto grau ou PIN de alto grau?  

Neoplasia intraepitelial prostática de alto grau ou PIN de alto grau é um pré-câncer de próstata. Não é importante em alguém que já tem câncer. Neste caso, as palavras de alto grau se referem à neoplasia intraepitelial prostática e não ao câncer, e não tem nada a ver com a pontuação de Gleason, ou com a intensidade da agressividade da doença.

O que significa se o laudo também menciona inflamação aguda (prostatite aguda) ou inflamação crônica (prostatite crônica)?  

A inflamação da próstata é denominada prostatite. A maioria dos casos de prostatite não é provocada por infecção e não precisa ser tratada. Em alguns casos, a inflamação pode aumentar o nível do PSA, mas não está relacionada com o câncer de próstata.

O que significa se o laudo de biópsia também menciona atrofia ou adenose ou hiperplasia adenomatosa atípica ou vesícula seminal?

Todos esses são termos que o patologista usa para o que vê sob o microscópio que podem ser benignos, mas que às vezes podem parecer câncer.  

Atrofia é um termo usado para descrever o encolhimento do tecido da próstata (visto sob o microscópio). Quando afeta a glândula prostática inteira é denominado atrofia difusa. Isso geralmente é causado por hormônios ou radioterapia da próstata. Quando a atrofia afeta algumas áreas da próstata, é chamada de focal. A atrofia focal pode às vezes parecer câncer de próstata sob o microscópio.

Hiperplasia adenomatosa atípica (que é às vezes denominada adenose) é outra condição benigna que às vezes pode ser vista na biópsia da próstata.  

As vesículas seminais são glândulas que ficam logo atrás da próstata. Às vezes, parte de uma vesícula seminal é retirada na amostra durante uma biópsia. Mas não é motivo de preocupação.

O que significa se, além do diagnóstico do câncer, o laudo mencionar glândulas atípicas ou proliferação atípica de pequenos acinos (ASAP) ou atipia glandular ou proliferação glandular atípica?

Todos estes termos significam que o patologista viu algo ao microscópio que pode preocupar, mas não tem 100% de certeza de que o câncer está presente. Encontrar qualquer um destes termos não é importante se o câncer já está presente.


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