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Edema e Linfedema na Pós-Mastectomia

  • Equipe Oncoguia
  • - Data da última atualização: 10/03/2012


Tanto o edema como o linfedema podem ocorrer após a operação. O edema (inchaço) certamente aparecerá na mama, no tórax e no braço do lado operado e é absolutamente normal, principalmente se pensarmos no trauma causado pela cirurgia. Este edema deverá regredir em poucos dias com a elevação do braço e a realização de exercícios orientados pelo médico e sua equipe.

O linfedema, no entanto, é uma situação anormal e pode surgir em qualquer época após a operação. O ideal é que seja evitado, pois pode tornar-se uma doença crônica, com necessidade de tratamento e manutenção constantes.

Em outras palavras, podemos dizer que o edema é um inchaço que se resolverá em poucos dias e o linfedema é uma falência do sistema linfático em determinada região, ou seja, o sistema não consegue mais cumprir uma de suas principais funções que é a reabsorção de proteínas plasmáticas na linfa.

É importante salientar que nem todas as pacientes apresentam linfedema após a mastectomia. Se ele aparece, geralmente é devido a uma lesão de pele como erisipela ou linfangite. Estas lesões geralmente aparecem muito tempo depois da operação e geralmente coincidem com o abandono dos cuidados com a pele do braço e da mama orientados na época da operação.

Tratamento do Linfedema

Normalmente, as pacientes que desenvolvem linfedema acabam se sentindo perdidas em relação ao tratamento. O médico orientará fisioterapia para drenagem linfática e a paciente não encontrará dificuldades em encontrar anúncios pelas ruas anunciando drenagem linfática. É grande a oferta deste tipo de tratamento pela cidade, a cada esquina vê-se uma faixa anunciando este tipo de massagem. Porém, comumente o tempo passa e os resultados nunca chegam... Resultado: a paciente desiste.

O tratamento do linfedema não é simplesmente a "Drenagem Linfática Manual” e, muito menos, a massagem utilizada para estética.

A Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia estuda a possibilidade de alterar a denominação do tratamento fisioterapêutico do Linfedema para evitar a confusão tanto dos pacientes como dos médicos no momento da prescrição.

Para o tratamento correto do Linfedema, o profissional indicado é o Fisioterapeuta especializado nesta área, pois são necessários conhecimentos aprofundados da anatomia, fisiologia e fisiopatologia linfática, além de vivência e treinamentos específicos.

O paciente deve pedir indicação do profissional especialista e se manter informado sobre os cuidados e tratamentos deste tipo de problema.

Prevenindo e tratando o Linfedema

Dando continuidade ao pós-operatório de câncer de mama, gostaria de convencê-la a cuidar muito bem da sua pele e assim prevenir a instalação do Linfedema.

A pele é o maior órgão do nosso corpo e protege o nosso organismo interno do meio externo. Ela consegue exercer esta função se estiver em condições normais de hidratação e continuidade.

A cirurgia de retirada do câncer de mama tem por objetivo promover o controle local, removendo todas as células malignas presentes junto ao câncer primário, esvaziando inclusive as axilas.

Assim, os linfonodos axilares, sede de maior drenagem da linfa proveniente do braço e mama, são retirados. Apesar de existirem outras sedes menores de drenagem é fácil supor que a drenagem natural estará dificultada. A boa notícia é que geralmente o nosso organismo dá conta do recado e tudo continua em equilíbrio. Porém esse equilíbrio pode ser facilmente derrubado, afinal a grande sede não existe mais.

A manutenção deste equilíbrio estará em suas mãos, mais especificamente nos cuidados com a pele que devem ser mais intensos e para sempre. Qualquer pequeno ferimento, mesmo de manicure deverá ser evitado e a manutenção da hidratação adequada, através do uso de cremes com pH neutro evitarão que a pele se rompa com facilidade, facilitando a entrada de microorganismos indesejáveis que podem causar linfangites ou erisipelas desencadeando o Linfedema.

Lembre-se que o Linfedema não tem cura, apenas tratamento e manutenção contínua.

O quadro abaixo resume os cuidados que você deve ter daqui para sempre.
Imprima ou copie e deixe sempre a vista até que se torne hábito.

Cuidados com a pele

  • Qualquer lesão acidental deve ser imediatamente lavada com água e sabão,
  • Abandone o hábito de tirar as cutículas, apenas empurre-as.
  • Evite desodorante com álcool e àqueles com ação antitranspirante.
  • Utilize água morna e sabonete neutro no banho,
  • A depilação da axila do lado operado deve ser realizada com aparelhos que cortem os pelos e não puxem. Você pode também cortá-los com uma pequena tesoura.
  • Evite aplicação de vacinas ou injeções, coleta de sangue, acupuntura, medição de pressão e até mesmo a quimioterapia no braço do lado operado.
  • Hidrate o braço e o local cirúrgico (após completa cicatrização) sempre que necessário, mas pelo menos após o banho.

Vera Lúcia Miranda
Fisioterapeuta
Colaboradora convidada pelo Instituto Oncoguia


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