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É possível prevenir o câncer?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 30/08/2021 - Data de atualização: 30/08/2021


Diga a verdade: seus exames estão em dia? Tem feito exercícios físicos? E a alimentação, está mais para comidinha caseira ou mais para fast-food? Exames em dia, atividades físicas regulares e boa alimentação: essa é a Santíssima Trindade da prevenção do câncer.

Sei que ainda não é outubro rosa (mês dedicado a alertar sobre o câncer de mama), sei que parece besteira, que isso nunca vai acontecer com você. Eu também revirava os olhos quando alguém me dizia que eu deveria parar de tomar refrigerante e me exercitar mais. Mas não se trata de achismo ou de “coisa de gente fitness”: isso é ciência pura.

“Brinco com as pacientes, dizendo que ‘se eu te contar que surgiu uma quimio nova, que vai trazer resultados comprovados, você faria?’ Então, tem dados que fazer atividade física antes do tratamento, durante o tratamento, depois do tratamento é extremamente efetivo. Mas é muito difícil mudar esse mindset. A gente cuida dos outros e não cuida da gente”, diz a Dra. Marina Sahade, oncologista especializada em mama do Hospital Sírio-Libanês.

Essa é a mais pura verdade. A mulher marca médico para os filhos, para a mãe, para o marido, mas na hora de marcar para si mesma acaba adiando. Temos o péssimo hábito de não nos colocar como prioridade, mas trago verdades: se não estivermos bem e saudáveis, não conseguimos cuidar de ninguém. Então vamos nos colocar em primeiro lugar, combinado?

E se antes da pandemia já era difícil manter os exames em dia, com a chegada dela o atraso foi generalizado. De acordo com um estudo feito pelo Hospital Sírio-Libanês a pedido da OMS, os diagnósticos de câncer caíram 77% nesse período – mas isso não é exatamente uma boa notícia. Infelizmente, o número não reflete uma queda no número de doentes, mas de diagnósticos.

“O diagnóstico precoce é extremamente importante”, afirma a Dra. Solange Sanches, head de oncologista clínica de tumores de mama do AC Camargo Câncer Center. “Tanto para tumores de mama como de intestino, a gente está vendo o diagnóstico sendo um pouco mais tarde, infelizmente.”

Além da falta de exames, os longos meses de quarentena fez todos comerem além do habitual. “Na pandemia todo mundo ficou mais sedentário, ganhou peso”, diz a Dra. Marina. Segundo ela, estudos recentes comprovam que a relação da circunferência abdominal, conhecida como um fator que aumenta o risco cardíaco, também aumenta o risco do câncer de mama.

Prevenção do câncer, explica a Dra. Solange, é redução de riscos. “Não há como garantir que essas medidas vão te proteger de ter câncer”, diz, explicando que quanto mais cedo o diagnóstico, mais tratável é o tumor. “Mas nós sabemos que determinados hábitos podem aumentar os riscos.” E o que fazer de concreto então no seu dia a dia? Seguem algumas dicas – você também pode ouvi-las no podcast Tenho Câncer. E Agora?.

Mantenha os exames em dia

A Dra. Marina Sahade sugere reservar um mês por ano como “o mês dos exames”. “É uma chance de não esquecer”, diz ela. “Esses exames de rastreamento, como colonoscopia e mamografia são importantes demais, é uma mudança de mentalidade que a gente tem que fazer”. Sim, sabemos que a mamografia é chata e dolorida, mas ela é extremamente necessária para o diagnóstico do câncer de mama. “Eu como mulher concordo com você: é um exame chato, dói, mas ele é rápido”, explica a Dra. Solange. E também é insubstituível: o ultrassom, por exemplo, é um exame complementar.

“A mamografia é como se fosse um raio X da mama. Ela consegue pegar alterações de densidade”, explica. “Nosso objetivo com o rastreamento do câncer de mama é pegar tumores menores de 1 centímetro, pegar marquinhas, lesões pequenas que não são sensíveis ao toque”, diz. Dessa forma, o tratamento será muito mais leve – em muitos casos, sem a necessidade de passar por uma quimioterapia.

Se você já tem 40 anos e ainda não fez nenhuma mamografia, faça isso agora (dá para voltar aqui no texto depois, corre lá, já liga pro seu médico). Essa é a idade recomendada pelos médicos, embora no SUS a indicação é que o exame seja feito apenas a partir dos 50 – há, inclusive, um projeto de lei em tramitação para mudar essa orientação para os 40 anos. Caso tenha casos na família, é possível que você faça até antes: eu mesma fiz minha primeira aos 35. “Mamografias salvam vidas”, diz a Dra. Solange, que faz um alerta: de 15% a 20% dos cânceres de mama são diagnosticados em mulheres com menos de 50 anos.

2. Autoconhecimento é poder

Toque seu corpo, olhe-se no espelho, fique atenta aos sinais. Uma pinta que aumentou de tamanho, por exemplo, pode acender um alerta. Não tenha vergonha de se olhar, de se tocar, nem compare seu corpo a outros. Esse autocuidado, esse amor próprio é fundamental.

No meu caso, como já contei aqui, notei que havia algo de diferente no meu seio esquerdo olhando no espelho. Parecia uma pequena espinha, uma picada de inseto, mas decidi fazer o autoexame que revelou que ali havia um nódulo. Admito: meus exames estavam bastante atrasados. “O autoexame não substitui a mamografia. Para o nódulo ser palpável ele já vai ter 1 centímetro ou mais”, explica a Dra. Solange.

O meu, por exemplo, já tinha 1,2 centímetro. Um nódulo pequeno, mas que já exigiu cirurgia e quimioterapia. Se eu tivesse pegado antes, é provável que não precisaria passar por nada disso. “Quando o tumor é pequeno, o tratamento é mais fácil”, diz a Dra. Marina. Fica o alerta.

3. Movimente-se!

O corpo humano foi feito para se movimentar. E sedentarismo e obesidade são conhecidos como fatores de risco. “Um grande número de tumores está ligado a essa questão porque quando existe um acúmulo de gordura temos fatores inflamatórios no nosso organismo. E essas questões inflamatórias podem servir como o motor, o start de uma transformação para o câncer”, explica a Dra. Solange.

Você pode dizer “ah, mas eu sou magra, então estou saudável”. Nada disso: magreza, como se sabe, não tem nada a ver com ser saudável. “O sedentarismo nas pessoas não obesas também aumenta o risco de câncer”, diz.

O que não significa que você precisa se tornar “musa fitness”: coloque metas realistas, como sugere a Dra. Marina. “Quinze minutos de atividade por dia já ajuda. Você pode, por exemplo, optar por subir de escada em vez de ir de elevador”, diz.

“Faça atividade física. O processo de atividade física é como se colocasse toxinas pra fora da célula. Isso é tão importante que sabemos que a atividade física vai beneficiar também pacientes que têm câncer”, alerta a Dra. Solange. “Temos estudos que mostram que a reincidência do câncer é menor em pacientes que fazem exercícios.”

4. Atenção aos fatores externos

Sabemos que fatores externos também são agentes que podem aumentar os riscos. O cigarro é o mais conhecido deles, mas há outros. O sol, por exemplo, tão necessário para a vitamina D no nosso organismo: se nos expormos em excesso, sabemos que há riscos de câncer de pele. “Fatores externos podem trazer alterações no nosso DNA e aumentar o risco de diversos tipos de tumor”, explica a Dra. Solange.

A alimentação é outro fator extremamente importante. “A gente sabe que alimentos que são muito processados, com corantes e conservantes, não são bons para a saúde. Uma alimentação equilibrada, com gorduras boas, carboidratos bons, proteína, que a vitamina seja a da feira, e não a da farmácia, é um ponto muito importante.”

5. Converse com outras mulheres (principalmente da sua família)

Câncer ainda é um tabu em muitas famílias, que preferem não dizer o nome da doença. Assim, muita gente acaba não sabendo que uma avó ou uma tia teve câncer – e, assim, acaba não comunicando ao médico, que poderia pedir a mamografia antes dos 40 anos. Não siga sequência do silêncio: pergunte sobre o histórico das mulheres da sua família.

Fora de casa, converse com outras mulheres, troque ideias, experiências, sintomas, dúvidas, mudanças corporais: conhecimento é para ser compartilhado.

Foi por isso mesmo que fiz este blog.

Fonte: Estadão 



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