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É possível conciliar o tratamento com exercícios físicos?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/04/2016 - Data de atualização: 27/04/2016


Que os exercícios físicos, realizados de forma regular e sistematizada, são extremamente benéficos na redução dos principais sintomas causados pelo câncer e seu tratamento, a maioria dos pacientes já sabe. Entretanto, em decorrência da terapêutica anticâncer, muitos acham não ser viável treinar durante o tratamento.

Para entender melhor como inserir e potencializar o treinamento, é preciso contextualiza-lo à luz do tratamento. Para isto, por questões didáticas, de forma cronológica, podemos dividir o pós-diagnóstico em três fases: pré-tratamento (consiste no período entre o diagnóstico e a cirurgia, quimio ou rádio), tratamento e pós-tratamento.

Pré-tratamento: muitos estudos mostram que pacientes com melhor aptidão cardiorrespiratória e da força toleram mais o tratamento e, por efeito, o índice de cura tende a ser maior. Neste sentido, o paciente deve iniciar ou intensificar o treinamento nesta fase e, que a sua condição física definirá o grau de progressão de volume e intensidade dos exercícios. Os exercícios podem ser diários, desde que respeitadas as condições acima.

Tratamento: em virtude do pós-operatório e das sessões de quimio e rádio, esta é a fase mais complexa para se realizar exercícios. Preservado o período de procedimentos de reabilitação da região afetada no pós-operatório, deve-se retomar ou iniciar o treinamento o mais rápido possível. Após as sessões de quimio ou rádio o paciente pode ficar cansado e, por muitas vezes, não conseguirá treinar. O importante é respeitar este período, que pode durar alguns dias, dependendo do tratamento e do estado do paciente. Após este intervalo, o treinamento deve ser retomado de forma progressiva até a próxima sessão programada de quimio ou radio. Dependendo das limitações físicas e sequelas do tratamento, a rotina de exercícios deve ser adaptada e individualizada. Lembrando que, como já foi dito, se o paciente está bem condicionado, a intensidade deste cansaço pode ser bem menor, podendo não existir a necessidade deste descanso pós-sessão terapêutica.

Pós-tratamento: uma vez finalizado o tratamento, o paciente deve continuar treinando. Além dos benefícios da prática regular de exercícios, sobreviventes de câncer que treinam durante e após o tratamento, para certos tipos de câncer, diminuem de forma considerável os índices de recidivas.

Em ambas as fases, o responsável pela liberação do paciente à prática de exercícios deve ser o médico responsável e, que o paciente deve realizar avaliações físicas, clínicas e bioquímicas antes e durante o período de treinamento. Para a prescrição dos exercícios, um profissional com experiência na área deve ser consultado.

Até a próxima...
Rodrigo Ferraz



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