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Desinformação atrasa diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço no país

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/07/2021 - Data de atualização: 02/07/2021


Uma pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira (1º) pelo Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP) revela que 36,6% dos brasileiros discordam ou não sabem que diagnosticar os cânceres de cabeça e pescoço nos estágios iniciais aumenta a probabilidade de um tratamento bem-sucedido. No Brasil, 40 mil novos casos são detectados a cada ano, e o diagnóstico precoce assegura até 90% de chance de cura.

“Essas informações são um ponto de alerta importante, pois 70% a 80% dos casos no país são diagnosticados já em fase avançada da doença, o que torna o tratamento mais agressivo, mutilador e com mais sequelas”, afirma a oncologista clínica Aline Lauda Chaves, presidente do GBCP, em comunicado enviado à imprensa.

Feito com 281 pessoas de todas as regiões do país, o levantamento inaugura a campanha do “Julho Verde”, considerado mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, que pode afetar regiões como cavidade oral, seios da face, faringe, laringe e tireoide.

A pesquisa mostra que pouco mais da metade (57,1%) dos entrevistados costumam passar por consulta semestral ou anual para prevenção ou diagnóstico precoce de doenças. Porém, 23% confessaram ter negligenciado os cuidados com a saúde durante a pandemia. Isso preocupa os especialistas, porque tumores malignos de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no início.

Dentre as principais manifestações estão nódulos em áreas do pescoço, da boca ou da mandíbula; dor ou fraqueza na face; dificuldade para mastigar e engolir; e mesmo mau hálito persistente.

Outro ponto de atenção é o fato de o estudo ter englobado poucos participantes jovens e do sexo masculino, já que 87,5% dos respondentes são mulheres. “O baixo interesse pelo tema de pessoas entre 18 e 34 anos e o fato de os homens serem tão pouco impactados mostram que são gargalos que devemos trabalhar na comunicação das campanhas do Julho Verde", analisa Chaves. 

Pessimismo

A pesquisa abordou ainda quais são os sentimentos relacionados ao câncer de maneira geral, perguntando às pessoas quais são as palavras que vêm à mente quando pensam sobre o assunto. “Sofrimento”, “medo” e “morte” compuseram um pódio que excluiu “tratamento” e qualquer palavra de otimismo, essas mencionadas por somente 6,4% dos entrevistados.

O tratamento foi lembrado como um dos motivos responsáveis pelo medo, que também foi justificado pela ideia de morrer devido à doença e pela preocupação com possíveis sequelas funcionais relacionadas a fala, visão e alimentação, por exemplo.

Por outro lado, os entrevistados mostraram ter bons conhecimentos sobre os principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço: consumo excessivo de álcool, infecção pelo vírus HPV e tabagismo. Outros incluem má higiene bucal, consumo excessivo de alimentos em conserva e salgados, além de exposição a pó de madeira, amianto e fibras sintéticas.

Fonte: Revista Galileu 



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