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Crise põe mais de 300 na fila à espera de cura por radioterapia

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/03/2017 - Data de atualização: 07/03/2017


Trezentas e trinta e quatro pessoas com câncer, sendo ao menos três crianças, estão na fila à espera de radioterapia em Belo Horizonte. "São mais de 300 pessoas com câncer”, repetiu a promotora Josely Pontes, como quem diz "Você está entendendo? Olha a gravidade do problema”. Ela entrou com uma ação na Justiça para cobrar o atendimento, mas ainda não houve decisão. Enquanto isso, não só moradores da capital, mas de cidades do interior, que mandam seus doentes para Belo Horizonte, estão sem o serviço há meses, uma parte desde novembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA).

O garoto João Pedro Henriques de Assis, 8, que tenta pela terceira vez se curar de uma leucemia, aguarda atendimento há mais de 60 dias. Toda semana, ele e a mãe, Andréa Henriques Damião, 28, saem de Conselheiro Lafaiete, na região Central, e passam duas horas na estrada até Belo Horizonte, onde, além das consultas e das sessões de quimioterapia, peregrinam em busca de radioterapia.

Antes do Carnaval, Andréa veio sozinha para bater de porta em porta, mas voltou sem solução. "Em Lafaiete, não tem tratamento. Em Muriaé (cidade próxima), também não conseguiram. Aqui (na capital), eles dizem que não tem vaga, que estão tentando encaixar”, lamenta Andréa.

Crise. O problema ocorre devido à redução do número de aparelhos de radioterapia. Das 12 máquinas de Belo Horizonte, somente cinco estão em funcionamento para o Sistema Único de Saúde (SUS). Hospitais que eram referência no tratamento estão há meses ou anos com aparelhos quebrados, como o Alberto Cavalcanti, gerenciado pelo Estado, que, desde 2013, busca uma solução para retomar o atendimento.

A situação se agravou em junho do ano passado, quando a Santa Casa de Misericórdia da capital, outra referência na área, suspendeu o tratamento porque o acelerador linear, nome do equipamento que faz o procedimento, quebrou. Na unidade, eram realizadas, em média, 5.400 sessões por mês.

Pacientes do local foram remanejados para os hospitais São Francisco, Luxemburgo e Baleia, que não dão conta de atender toda a demanda. Até mesmo os casos de urgência ficam na fila e "devem entrar em tratamento o mais rapidamente possível”, respondeu a SMSA.

"O que acontece com a radioterapia é que o tratamento não depende simplesmente da parte médica, depende de equipamentos importados e caros, que precisam de manutenção e reposição de peças compradas em dólar. Mas, desde 2010, o SUS não reajusta a tabela de procedimentos, nem ao menos com a correção inflacionária”, afirmou o diretor da Sociedade Brasileira de Radioterapia, Marcus Castilho.

Além disso, ele disse que, há sete anos, o governo inseriu novas normas de segurança que implicam em custo adicional para os hospitais, como instalação de um sistema computadorizado que controla a radiação. "Nada disso foi precificado”, afirma.

O serviço se tornou inviável financeiramente para os hospitais, mas continua sendo necessário em ao menos 70% dos casos de câncer. "Para o governo pode ser só mais um tipo de procedimento, mas para meu filho a radioterapia é o milagre que ele precisa para viver. E cada dia é um dia a mais de dor e expectativa”, conclui Andréa.

Resposta. Sobre o garoto, a SMSA informou que ele está cadastrado desde 20 de janeiro e tem consulta marcada para a realização da radioterapia no Hospital da Baleia na primeira quinzena de março.

Fonte: O Tempo

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