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Covas lança 'Corujão do Câncer' para zerar fila de 100 mil exames oncológicos em três meses em SP

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/01/2020 - Data de atualização: 21/01/2020


Bruno Covas em coletiva de imprensa nesta terça (21) — Foto: Rodrigo Rodrigues/G1

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta terça-feira (21) uma nova modalidade do programa Corujão da Saúde, agora voltado a pacientes com câncer. Chamado de "Corujão do Câncer", o programa quer zerar a fila de 100 mil exames oncológicos no período de 3 meses.

A primeira etapa do mutirão prevê o atendimento dos pacientes com quatro tipos de câncer de maior incidência entre os brasileiros: estômago, colo retal, tireoide e próstata.

"Essa é a terceira experiência da prefeitura com os Corujões nesta gestão. Em 2017, o tempo médio era de 70 dias na fila para poder fazer o exame. Hoje a gente está trabalhando com o tempo médio de cerca de 40 dias. A meta compromisso de campanha é chegar a 30 dias. Se a qualquer momento voltar a acontecer da fila crescer, a gente pode ter um novo Corujão, pra não voltar aquela fila de 500 mil pessoas de 2017", declarou o prefeito.

A partir do dia 23 de janeiro, o Corujão do Câncer vai disponibilizar 390 vagas em quatro hospitais particulares da cidade para pacientes que aguardam a realização de exames urgentes na área oncológica, como próstata, mastologia e tireoide. Nessas especialidades, há uma fila de 482 pessoas já diagnosticadas com a doença que precisam de novos exames para iniciarem tratamento.

A primeira etapa também prevê a oferta de 2.300 vagas para exames de colonoscopia, destinadas prioritariamente a pacientes com idade acima de 65 anos. A colonoscopia é um exame que detecta o câncer do intestino e do sistema digestivo, mesma doença que o prefeito enfrenta e está em tratamento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 5 mil pacientes estão na fila na cidade, aguardando a realização desse tipo específico de diagnóstico.

"Todo mundo acompanhou a história no final do ano passado. Em uma quarta-feira eu me internei para tratar um erisipela. Na quinta, descobri que tinha virado uma trombose. Na sexta, que havia uma embolia por conta desse quatro. No sábado, descobri que havia um tumor. E, no domingo, eu já sabia qual era o tumor e a extensão dele. Na terça-feira eu comecei uma quimioterapia. É inaceitável que o prefeito, que tem condições de pagar um plano de saúde, tenha esse tipo de agilidade. E a população, que não tem condição de pagar um plano, tenha que esperar dias pra ter acesso ao tratamento. E por isso a gente avançou nessa ideia do Corujão, pra que a gente possa eliminar a fila que já não existe na oncologia infantil aqui na cidade de São Paulo", disse o prefeito que atualmente enfrenta um câncer na região da cárdia, localizado entre o esôfago e o estômago, e com metástase no fígado. Ele irá se internar no Hospital Sírio-Libanês nesta terça para começar a sétima sessão de quimioterapia.

Rede Credenciada
Quatro hospitais particulares vão realizar os exames ofertados no programa na primeira etapa: Hospital AC Camargo, Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, Hospital Municipal Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho (Vila Santa Catarina) e Hospital Sírio- Libanês.

De acordo com Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde, os hospitais farão todo acompanhamento dos pacientes, seguindo a linha de cuidados preconizados pelos protocolos de saúde pública nacionais, num período estimado de dois a cinco anos.

Os 2.300 exames de colonoscopia serão realizados em cinco hospitais da própria prefeitura, que ganharam equipamentos novos e passarão a atender 24 horas. Os exames serão realizados no Hospital Municipal do Tatuapé, Hospital Municiapl Arthur Saboya, Hospital Municipal Dr. Inácio Proença de Golveia e Hospital Municipal do Campo Limpo.

Na segunda etapa, que começa em março, a prefeitura vai ofertar 279 vagas em outras setes especialidades da oncologia: dermatologia, ginecologia, hematologia, neurologia, pneumológico e oftalmológico nos hospitais parceiros, além de 30 mil novas vagas de exames em 21 unidades próprias de saúde da prefeitura (13 hospitais e sete AMAs Especialidades).

O custo total vai ser de R$ 15,4 milhões, bancados pelos cofres da própria prefeitura, que fez aditivos contratuais com os hospitais particulares parceiros, que já prestam serviço com a administração, para elevar a oferta de vagas.

"Essa ampliação só é possível porque a gente trocou nove tomógrafos com até 35 anos e que faziam 20 exames por dia, por um que faz em três segundos. Nós vamos trocar mais doze. Isso está nos possibilitando elevar a oferta de vagas em todo a nossa rede própria" disse o secretário Edson Aparecido.

Fonte: G1

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