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Como Prevenir o Câncer de Ovário

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/07/2017 - Data de atualização: 20/03/2019


A maioria das mulheres tem um ou mais fatores de risco para câncer de ovário, mas os fatores mais comuns apenas aumentam ligeiramente o risco, de modo que isso explica apenas em parte a frequência da doença. Até o momento, o que se sabe sobre os fatores de risco não se traduziu em formas práticas para prevenir a maioria dos casos de câncer de ovário.

Existem várias maneiras para reduzir o risco de carcinoma epitelial de ovário, mas muito pouco se sabe sobre como reduzir o risco do carcinoma de células germinativas e tumores estromais do ovário. É importante saber que algumas destas estratégias reduzem apenas ligeiramente o risco, enquanto outras podem diminuí-lo um pouco mais. Algumas estratégias são facilmente seguidas, e outras requerem cirurgia. Converse com seu médico para saber se existe alguma estratégia que se aplique ao seu caso específico.

  • Evitando certos fatores de risco

Alguns fatores de risco, como envelhecer ou ter histórico familiar da doença, não podem ser alterados. As mulheres podem reduzir seu risco, evitando outros fatores de risco, como, por exemplo, mantendo um peso saudável ou não fazendo terapia de reposição hormonal após a menopausa.

  • Contraceptivos orais

O uso de pílulas anticoncepcionais diminui o risco de câncer de ovário para mulheres com risco médio e portadoras de mutações no gene BRCA. As mulheres que fizeram uso por 5 anos ou mais têm um risco diminuído em 50% em comparação com mulheres que nunca usaram contraceptivos orais. Ainda assim, as pílulas anticoncepcionais têm alguns riscos e efeitos colaterais, como um risco um pouco aumentado de câncer de mama. As mulheres que consideram a administração desses medicamentos, por qualquer motivo, devem discutir os possíveis riscos e benefícios com seu médico.

  • Cirurgia ginecológica

Tanto a laqueadura tubária como a histerectomia podem reduzir a chance de desenvolver câncer de ovário, mas essas cirurgias só devem ser feitas por razões médicas.

Se você precisar fazer uma histerectomia por razões médicas e tem um histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, deve considerar a retirada dos ovários e das trompas de Falópio, (salpingo-ooforectomia bilateral), como parte desse procedimento.  

Mesmo que a mulher não tenha um risco aumentado de câncer de ovário, alguns médicos indicam a retirada dos ovários junto com o útero se já teve ou está perto da menopausa. Se você tem mais de 40 anos e vai fazer uma histerectomia, discuta a possibilidade de remoção dos ovários com seu médico.

Outra opção para mulheres de risco médio que não desejam retirar os ovários para não ter a menopausa precoce é retirar apenas as trompas de Falópio (salpingectomia bilateral) junto com o útero (histerectomia), optando pela retirada tardia dos ovários. Não existem estudos sobre essa opção, nem tampouco sobre a retirada dos ovários e das trompas de Falópio simultaneamente, mas existem informações suficientes para que possa ser considerada como uma opção para reduzir o risco de câncer de ovário em mulheres com risco médio.

  • Estratégias de prevenção para mulheres com histórico familiar de câncer de ovário ou mutação BRCA

O aconselhamento genético pode determinar se uma mulher tem mutações genéticas associadas com o aumento do risco de câncer de ovário. Se o seu histórico familiar sugere que você possa ter uma dessas mutações, o teste genético deve ser considerado.

Antes de fazer os testes genéticos, você deve discutir as potenciais vantagens e desvantagens com seu médico. Os testes genéticos determinam se você ou outros membros de sua família tem certas mutações genéticas que aumentam o risco de câncer de ovário. Ainda assim, os resultados nem sempre são claros e, um geneticista pode interpretar o que os resultados significam para você.

Para algumas mulheres com forte histórico familiar de câncer de ovário, saber que elas não têm uma mutação que aumenta o risco de câncer de ovário pode ser um grande alívio para elas próprias e suas filhas.

Os contraceptivos orais também parecem reduzir o risco para mulheres com mutações BRCA1 e BRCA2, mas podem aumentar o risco de câncer de mama em mulheres sem estas mutações.
 
É muito importante mencionar que a relação entre uso de anticoncepcionais para mulheres com alto risco e câncer de ovário e câncer de mama não está clara e são necessários mais estudos. Por isso sempre converse com seu médico para que ele defina baseado no seu histórico o que é mais adequado para seu caso.

A laqueadura também reduz efetivamente o risco de câncer de ovário em mulheres que têm mutação no BRCA1 ou BRCA2. Normalmente esse tipo de cirurgia não é realizada isoladamente, é feita geralmente por outras razões clínicas e não a prevenção do câncer de ovário.

Quando os ovários são removidos para prevenir o câncer de ovário, a cirurgia é chamada profilática. Geralmente, a salpingo-ooforectomia é indicada para mulheres de alto risco após o término da gravidez. Esta cirurgia reduz o risco de câncer de ovário, mas não elimina totalmente a probabilidade de doença. Isso porque algumas mulheres com alto risco de contrair câncer de ovário já têm câncer no momento da cirurgia. Estes cânceres podem ser tão pequenos que só são encontrados quando os ovários e trompas de Falópio são analisados sob o microscópio (após remoção). Além disso, as mulheres com BRCA1 ou BRCA2 têm um risco aumentado de carcinoma peritoneal. Embora esse risco seja baixo, esse tipo de câncer pode ainda se desenvolver após a remoção dos ovários e as trompas de Falópio.

O risco de câncer nas trompas de Falópio também é maior em mulheres com mutações BRCA1 ou BRCA2. Em função disso, é recomendado que mulheres com alto risco de câncer de ovário que precisam remover os ovários já complementem a cirurgia com a remoção das trompas.

Algumas pesquisas já mostraram que mulheres na pré-menopausa que apresentam mutações do gene BRCA e tiveram seus ovários removidos têm uma redução de 85% a 95% do risco para câncer de ovário, e de 50% ou mais para o câncer de mama.

Fonte: American Cancer Society (11/04/2018)



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