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Como é ter câncer de mama metastático? Duas pacientes dividem histórias e medos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/11/2015 - Data de atualização: 03/11/2015


Ter câncer de mama é um desafio para toda mulher. Quando ele se espalha e atinge outros órgãos, a luta é ainda maior. O medo da morte e a vontade de viver estão à flor da pele e, se em alguns momentos eles parecem opostos, em outros entram em sintonia na busca por mais, ou um melhor, tempo. Conversamos com mulheres que têm a doença para entender – pelo menos um pouco – como elas se sentem. Veja a seguir.

Câncer de mama metastático: o que é?

O oncologista Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia, explica que o câncer de mama surge como consequência de uma mutação do material genético de uma célula que acaba não sendo eliminada pelo sistema imunológico e se divide de maneira desordenada. A capacidade que essa célula tem de se desprender pela circulação e se disseminar pelo corpo é o que determina se vai haver metástase.

O especialista explica que o mais comum é que as células se direcionem para fígado, pulmões, ossos e linfonodos. Mas outros órgãos, como o útero, por exemplo, também podem ser acometidos.

Incidência

Rafael Kaliks explica que, de maneira geral, existem duas situações: ou a mulher já chega no consultório com a doença mais avançada ou em uma fase mais precoce. Para as mulheres em fase inicial a incidência de metástase é de 10% nesse momento, para as pacientes com a doença mais avançada o número pode chegar a 40%.

Cura

Na maioria das vezes o câncer de mama metastático é tratado e o tempo de sobrevida varia de paciente para paciente e de acordo com o tipo . "O câncer de mama do tipo HER-2 adequadamente tratado pode levar a um tempo médio de 5 anos, o tumor com receptores hormonais também tem um bom tempo de sobrevida e o câncer triplo negativo, que não tem a proteína HER-2 nem os receptores hormonais, tem menor sobrevida”, explica o oncologista.

Caso haja receptores hormonais no tumor, usa-se terapia hormonal. Para mulheres com a proteína HER-2, pode ser feita a terapia anti-her 2. Caso o tumor seja triplo negativo – sem nenhum desses dois marcadores-, o melhor é fazer quimio e radioterapia. O oncologista explica que, durante o tratamento, a qualidade de vida pode ser excelente. "Mesmo a quimioterapia e a radioterapia possuem variações em que os efeitos colaterais são mínimos”.

Como é ter câncer de mama metastático

Netinha




Maria de Lurdes Lima dos Santos, mais conhecida como Netinha, tem 39 anos e dois filhos, um de 19 e outro de 11 anos. Foi no ano de 2009 que ela descobriu o câncer de mama, tratado, então, com quimio e radioterapia.

Alguns anos depois, em 2013, Netinha descobriu algumas metástases. "O câncer havia se espalhado para todos os órgãos, só não tinha ido para intestino, útero e estômago. Fígado, pâncreas, mediastino, peritônio, calota craniana e ossos em geral estavam todos com metástase”, contou. O tratamento começou logo em seguida. Foram 45 sessões de quimioterapia e algumas cirurgias para retirar o tecido canceroso.

Netinha explica que hoje continua tomando remédios, mas leva uma vida normal. "Assim como algumas pessoas tomam remédio para pressão alta, eu tomo remédio para câncer metastático”.

Segundo o oncologista Rafael Kaliks, de fato, a tendência é que o tratamento do câncer metastático passe a ser abordado cada vez mais como uma doença crônica. "Conforme os tratamentos vão melhorando, é possível controlar a doença e conviver com ela por mais tempo”, explica.

Com o câncer controlado, Netinha dedica boa parte do seu tempo a ajudar outras mulheres com o mesmo diagnóstico. "Compreendi que tudo o que a gente passa na vida se transforma numa missão, talvez a minha missão seja falar para essas pacientes que há vida no câncer de mama metastático, não é uma sentença de morte, a gente vive!”.

Netinha visita hospitais e clínicas, leva lenços e palavras a outras mulheres. Ela tem também uma página no Facebook, chamada Fé e câncer, onde procura fazer o mesmo. "O câncer te faz olhar a vida de uma maneira diferente, eu parei de reclamar e passei a olhar aquilo que tenho. Hoje eu respiro sem aparelhos, caminho sem ajuda. A força para isso vem da gente mesmo, mas outras pessoas, como meu marido, que é um parceirão, nos acalmam e trazem para a realidade nos momentos mais difíceis”, finaliza.

Jussara



Jussara Del Moral – ou a Supervivente, pseudônimo que adota em seu canal no Youtube – tinha 43 anos quando descobriu o câncer de mama, em 2007. O prognóstico era muito bom porque o tumor foi descoberto em uma fase inicial. Depois de retirar uma parte da mama, fazer quimioterapia e radioterapia, ela ficou bem.

Foi em 2009, durante exames de rotina, que Jussara soube que o câncer havia se espalhado. "Descobri uma não, mas várias metástases no pulmão. Operei, fiz quimio e fiquei careca de novo, mas [depois] também fiquei bem de novo”. E em 2013, ao sentir uma "coisa alta” na cabeça, ela correu para ver o que era. "Eu tinha uma metástase bem grande na calota craniana”.

Além de operar o osso da cabeça, Jussara fez 20 sessões de radioterapia, tratamento que deixou parte da sua cabeça definitivamente careca. Hoje ela usa uma prótese capilar. "Aqui em cima eu não tenho cabelo então eu uso essa prótese presa aos meus próprios fios”, explica. "Tem momentos do tratamento muito difíceis. No meu caso, eu engordei bastante, perdi cabelo, então mexe com a autoestima e eu sou uma pessoa muito vaidosa, mas levo de um jeito tranquilo, porque aconteceu comigo, mas podia ter sido com qualquer um, não procuro culpados”.

Após o tratamento, a prótese óssea que substitui parte do crânio infeccionou e Jussara teve que fazer outra cirurgia. "Agora minha cabeça está um pouquinho afundada, mas eu estou sempre com alguma coisa na cabeça, então esse não é um bicho de 7 cabeças”, brinca.

Depois de um ano, foram encontrados mais nódulos em outras partes do crânio, e como ela já não pode mais fazer radioterapia nessa parte da cabeça, ela recebeu quimioterapia oral para controlar o câncer.

Hoje, com 51 anos, ela também faz terapia-alvo, um tratamento que age diretamente sobre as células cancerígenas, sem atacar as saudáveis, e terapia hormonal.

Jussara compartilha suas experiências no seu canal no Youtube: Supervivente. "É um sinônimo de sobrevivente que condiz muito bem com o que eu quero passar porque eu super vivo a vida! Se eu conseguir ajudar 10 pessoas com meu exemplo de conviver com a doença sem me vitimizar, já estou bem feliz, mas eu sei que vai ser bem mais que isso”.

Como lidar com a doença

A psicóloga Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, explica que, no início, é muito comum que as mulheres se assustem. Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é regra de que essas pacientes tenham depressão, doença comumente confundida com tristeza, ou sigam depressivas durante todo o tratamento. "A mulher oscila entre a esperança – trazida principalmente pelos tratamentos - e a tristeza, decorrente da sentença definitiva”, conta Luciana.

Cada mulher irá reagir de uma maneira diferente, mas, para a grande maioria é importante entender que não se está sozinha. A família, os amigos, os médicos e psicólogose os grupos de apoio podem ajudar muito. Também é importante manter uma vida ativa, fazendo exercícios e trabalhando sempre que possível. Outras mulheres que estão passando pelo mesmo também podem ajudar, como fazem Netinha e Jussara, cada uma a seu modo.

Grupos de apoio a mulheres com câncer de mama

Pergunte por grupos em hospitais, clínicas, ONGs e até postos de saúde perto de onde você mora. Preparamos uma lista com alguns lugares que podem ajudar:

Nacional
Femama
Instituto Oncoguia

Pernambuco
GAAPAC

Rio Grande do Norte

Grupo despertar

Rio Grande do Sul
Instituto da Mama

Santa Catarina
AMUCC

São Paulo

Rosa Mulher

Rio de Janeiro

Adama

Matéria publicada no Bolsa de Mulher, em 02/11/2015.


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