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Combatendo a fadiga crônica relacionada ao câncer com exercícios

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/09/2015 - Data de atualização: 04/02/2016


Em meus primeiros atendimentos à pacientes em tratamento anticâncer, constatei que, antes mesmo de começarem a sessão programada de exercícios, eles apresentavam um quadro de frequência cardíaca alta associada à hiperventilação. Após aplicação de testes e avaliações físicas, encontrei uma evidente alteração metabólica que os levava a uma condição similar a de pessoas saudáveis quando estão realizando atividades físicas em intensidades elevadas.

Ou seja, eles estavam enfrentando uma condição metabólica que os induziam a uma sensação de cansaço excessivo, mesmo sem fazer nada! Estes resultados me ajudaram a compreender melhor a fadiga crônica e também como a atividade física poderia se tornar uma importante ferramenta de intervenção não farmacológica nestas situações.

Caracterizada pelo desânimo e pela falta de vontade em cumprir as atividades cotidianas devido ao cansaço excessivo, a fadiga crônica é um sintoma presente em aproximadamente 90% dos pacientes com câncer e impacta diretamente na qualidade de vida e capacidade funcional de quem a vivencia. Seu aparecimento e intensidade relacionam-se ao tipo de câncer e ao seu tratamento; estudos mostram que seus sintomas podem durar até cinco anos após a intervenção farmacológica.

A condição física do paciente pode influenciar diretamente na resposta a fadiga crônica, isto porque, indivíduos bem condicionados possuem uma maior resistência para sustentar condições metabólicas extremas. Atualmente, são várias as evidências científicas que associam a realização de um programa de atividade física na atenuação de seus sintomas, inclusive pós-tratamento.

Em importante estudo publicado em 2012, foram comparados os efeitos do treinamento físico na redução da fadiga crônica em quatro grupos: pacientes em tratamento com e sem exercício, sobreviventes com e sem exercício. Nos pacientes em tratamento, houve um aumento de 29% nos níveis de fadiga entre os que não se exercitaram e uma redução de 4% nos que se exercitaram. Entre os sobreviventes, a redução foi de 1% nos não exercitados e de 20% nos exercitados.

Este estudo também constatou que quanto melhor a condição física do paciente antes do tratamento, maior será sua aderência no programa de atividade física durante o tratamento e, por conseguinte, maior será a redução em seus níveis de fadiga. Aconselha-se então, que pacientes sedentários, assim que recebam o diagnóstico de câncer, antes do início da tríade (cirurgia+quimioterapia+radioterapia), iniciem um programa de treinamento físico.

Em 2014, uma revisão mostrou que não existem grandes diferenças de efeito entre as modalidades esportivas realizadas (caminhada, musculação, bicicleta, Yoga etc...), sendo todas efetivas na atenuação da fadiga. Na comparação entre os exercícios realizados em uma clínica/academia com acompanhamento de um especialista e os executados em casa seguindo uma prescrição prévia, os supervisionados promoveram redução maior na fadiga.

Na maioria dos estudos analisados, a frequência de realização dos exercícios foi de três a quatro vezes por semana.

Sendo assim, diante destes dados, a realização de um protocolo de exercícios, não importando o modo, de forma sistemática e supervisionada em local específico, parece ser uma estratégia altamente recomendada para a redução dos níveis da fadiga crônica antes, durante a após o tratamento em pacientes com câncer.

Quer saber mais?

  • Puetz, Timothy W., and Matthew P. Herring. "Differential effects of exercise on cancer-related fatigue during and following treatment: a meta-analysis."American journal of preventive medicine 43.2 (2012): e1-e24.
  • Tomlinson, Deborah, et al. "Effect of exercise on cancer-related fatigue: a meta-analysis." American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation 93.8 (2014): 675-686.

Até a próxima...
Rodrigo Ferraz



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