Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD ACS Mundipharma Takeda Susan Komen Astellas UICC Libbs Healthy Americas GBT Abbvie Ipsen Shire


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Cirurgia no fígado melhora qualidade de vida no câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/06/2018 - Data de atualização: 07/06/2018



Cirurgia combina ultrassom e endoscopia para fazer drenagem e colocar prótese no fígado
Marcos Santos/USP
Imagens 

Em casos graves de câncer, tumores impedem o fluxo do líquido produzido pelo fígado, a bile, cujo acumulo causa complicações que prejudicam a qualidade de vida dos pacientes. Para trazer bem-estar aos portadores da doença, pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) desenvolveu uma técnica de cirurgia inovadora.

O método combina ultra-som para localizar a obstrução e endoscopia para drenar o líquido acumulado e colocar uma prótese que melhora o fluxo da bile. Testada com sucesso em seres humanos, a técnica pode ser usada clinicamente.

A bile, ao lado do suco gástrico e do suco pancreático, é um dos líquidos envolvidos na digestão. "Ela é responsável por fragmentar alimentos com proteínas, para que sejam absorvidas pelo corpo”, explica o médico endoscopista Everson Luiz de Almeida Artifon, responsável pela pesquisa e professor do Departamento de Cirurgia da FMUSP.

A bile chega até o intestino por meio do ducto biliar, um canal que passa por dentro do pâncreas. "Em casos de câncer, grande parte dos tumores acontecem na cabeça do pâncreas, o que provoca uma obstrução do ducto biliar e mantém a bile estagnada, parada”.

O grande acúmulo de bile aumenta o risco de uma infecção conhecida como colangite, quando o líquido acumulado acaba impregnando os terminais nervosos da pele, provocando coceiras. "Ao mesmo tempo, parte da bile circula pelo sangue, causando icterícia, condição que deixa a pele com uma forte coloração amarelada”, relata Artifon.

A obstrução pode acontecer ainda em casos de tumores da papila maior do duodeno, onde passa a bile a caminho do intestino.

Outra causa de obstrução é o colangiocarcinoma, um tipo de câncer que ocorre nas células que revestem o ducto biliar. "Em todos esses casos, uma solução paliativa para o problema é fazer uma colangiografia endoscópica (exame endoscópico das vias biliares e pancreáticas), com ou sem o auxilio da ecoendoscopia, para acessar o ducto biliar, introduzir uma sonda e fazer a drenagem”, descreve o médico.

"Em alguns casos, o ducto é substituído por uma prótese metálica, que permite dar maior vazão ao líquido”, descreve o médico.

Ultrassom e endoscopia

Segundo Artifon, as técnicas convencionais de cirurgia também podem fazer a drenagem da bile, mas com a desvantagem de eventuais complicações. "Por esse motivo, foi desenvolvida uma técnica de ecoendoscopia, que combina ultrassom e endoscopia, para realizar o procedimento”, destaca. O método é chamado de colédoco-gastrostomia ecoendoscopia.

O ultrassom endoscópico, em contato direto com o pâncreas e via biliar, rastreia a parte obstruída do ducto biliar. "Através da fase terapêutica do procedimento e sob o controle endoscópico, que é um tubo digestivo flexível com uma câmera na ponta, a obstrução é recanalizada com a colocação da prótese”, diz o médico.

No método endoscópico tradicional (CPRE), o ducto biliar era substituído por um tubo plástico fino. "A maior desvantagem dessa prótese era seu diâmetro reduzido, de apenas 2,2 milímetros (mm)”, afirma Artifon. "Desse modo, passou a ser feita a colocação de uma prótese metálica, um tubo de 12 milímetrso de diâmetro, que permite melhorar substancialmente a vazão da bile em direção ao intestino”. Testada com sucesso em seres humanos, a técnica já pode ser usada clinicamente.

O médico ressalta que o principal objetivo da técnica é otimizar o acesso biliar e a drenagem efetiva da bile, melhorando a qualidade de vida do paciente com tumor avançado do confluente biliopancreatico (junção do duto biliar e do ducto pancreático, local com maior ocorrência de câncer). "Em casos mais graves de câncer, a expectativa de vida do paciente é pequena, entre três e cinco meses”, afirma.

"O método evita complicações causadas pelo acúmulo de bile no corpo, proporcionando melhor bem-estar ao portador de câncer e com isto determinando boa sobrevida ao paciente com curto tempo de vida, ou seja, dignidade”.


Infografia: Arte/Jornal da USP

Fonte: R7

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2019 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive