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Risco de Câncer e Gravidez

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/10/2015 - Data de atualização: 21/10/2015


O diagnóstico de câncer de mama durante a gravidez é muito difícil e alguns exames de rastreamento são considerados incertos, incluindo as mamografias. Além disso, as alterações do tecido mamário durante a gravidez podem dificultar o rastreamento do câncer. Por esta razão, se recomenda que as mulheres do grupo de risco realizem exames anualmente antes de engravidar. Algumas mulheres em alto risco preferem fazer a mastectomia profilática antes de engravidar para evitar os desafios do rastreamento do câncer de mama. Esta é uma decisão muito pessoal.

Um estudo realizado por Steven Narod e colaboradores sugeriu que a gravidez pode afetar o risco de câncer de mama em mulheres portadoras da mutação BRCA. Os resultados variam entre mulheres com mutações BRCA1 comparadas com mulheres com mutações BRCA2. Em mulheres portadoras de BRCA2, um maior número de gestações pode ser associado com um risco maior de câncer de mama. Entretanto, o aumento do risco de câncer de mama é estatisticamente significativo apenas após a quarta gestação (4 filhos). Em mulheres portadoras de BRCA1, um número maior de filhos pode estar associado com um risco menor de câncer de mama. A diminuição do risco foi estatisticamente significante para câncer de mama apenas após o nascimento do quarto filho.

Um estudo espanhol mostrou que a gravidez reduziu o risco de câncer de mama em mulheres com mutação BRCA 1 e BRCA 2. O mesmo estudo também sugeriu que a gravidez pode reduzir o risco de câncer de ovário em portadoras de mutação BRCA 1, mas não de BRCA 2. Mais estudos são necessários para compreender melhor os efeitos da gravidez sobre o risco de câncer em mulheres portadoras de mutações.

Gravidez após Câncer de Mama

No passado, muitos especialistas recomendavam que sobreviventes de câncer de mama evitassem engravidar. Atualmente, as pesquisas sugerem que é mais seguro para as mulheres engravidarem após o câncer de mama.

Vários registros e alguns estudos mostraram que sobreviventes de câncer de mama que engravidaram têm uma sobrevida semelhante àquelas que não engravidaram. Uma meta-análise, de 14 estudos sobre gravidez após o câncer de mama sugeriu que a gravidez em mulheres com histórico de câncer de mama é segura e não compromete a sobrevida global.

Outro estudo sobre a sobrevida de mulheres com mutações BRCA diagnosticadas com câncer de mama durante a gravidez ou que ficaram grávidas após o câncer de mama mostrou que a gravidez não tem efeito na sobrevida para ambos os grupos de mulheres. Entretanto, este estudo analisou um número relativamente pequeno de mulheres, e mais estudos serão necessários para confirmar esses resultados.

Recomenda-se às mulheres que tiveram câncer de mama que desejam engravidar para esperar até que completem o tratamento. Nem todos os especialistas concordam sobre o momento ideal para engravidar após o câncer de mama. É importante que as mulheres conversem com seu oncologista antes de decidirem sobre a gravidez, para que seja segura tanto para a mãe quanto para a criança.

BRCA e Infertilidade

Pesquisas que avaliaram o impacto de uma mutação BRCA na fertilidade mostraram resultados mistos. Um estudo feito por Steven Narod e colaboradores não mostrou nenhuma associação entre mutações BRCA e infertilidade. Um estudo independente mostrou que mulheres com mutações BRCA1 tinham menos óvulos quando submetidas à fertilização in vitro em comparação com mulheres sem mutações BRCA. Pesquisadores da Universidade da Califórnia estudaram mulheres com mutações BRCA1/2 que não tinham realizado cirurgia profilática, quimioterapia ou radioterapia, para determinar quando chegariam à menopausa. Quando comparadas com mulheres sem mutação as portadoras de mutação tiveram a menopausa mais precocemente. Além de problemas reprodutivos causados por mutações BRCA, a quimioterapia realizada para tratar o câncer de mama pode também pode levar à menopausa precoce.

Diagnóstico Genético de Pré-implantação

O diagnóstico genético de pré-implantação é um procedimento clínico que permite que pessoas portadoras de uma mutação hereditária que pode provocar a doença, possam ter filhos livres da mutação específica.

O procedimento para o diagnóstico genético pré-implantação inclui a fertilização in vitro, que consiste no tratamento de fertilidade onde os óvulos das mulheres são removidos e fertilizados em um tubo de ensaio. Quando os embriões atingem um determinado tamanho, uma célula é removida para ser testada para a doença hereditária em questão. Uma vez que o status genético é determinado, os pais podem decidir quais embriões serão implantados.

O diagnóstico genético de pré-implantação é utilizado para doenças hereditárias, como a fibrose cística e a doença de Huntington a algumas décadas. Recentemente, iniciou-se uma discussão na comunidade científica em relação ao seu uso para a seleção de embriões livres de mutações genéticas, como BRCA1/2. O foco do debate é a utilização (oi não) desse procedimento para mutações, como BRCA que não provocam câncer até a idade adulta, onde nem todas as portadoras da mutação desenvolverão um câncer, e onde existem opções disponíveis para a prevenção da doença, como quimioprevenção e cirurgia.

Fertilização in Vitro

O procedimento para a realização do diagnóstico genético de pré-implantação inclui a fertilização in vitro, que consiste no tratamento de fertilidade onde os óvulos das mulheres são removidos e fertilizados em um tubo de ensaio. Quando os embriões atingem um determinado tamanho, uma célula é removida para ser testada para a doença hereditária em questão. Uma vez que o status genético é determinado, os pais podem decidir quais embriões serão implantados.

Existem poucas publicações sobre a segurança da fertilização medicamentosa e in vitro em pacientes com risco de câncer hereditário ou mutação BRCA. Em 2008, o Dr. Steven Narod e colaboradores sugeriram que medicamentos para fertilidade e a fertilização in vitro não aumentam o risco de câncer de mama em mulheres com mutações. Entretanto, serão necessários mais estudos para confirmar estes resultados.

Adoção


Se você é uma sobrevivente de câncer ou tem um risco hereditário, a adoção é uma opção para criar ou expandir a família. Você deve inicialmente ser aprovada como mãe adotiva. No mínimo, isso envolve um estudo do seu ambiente e moradia por um assistente social. Você não deve ser impedida de adotar unicamente por causa de seu histórico de câncer, mas seu médico terá de fornecer uma avaliação rigorosa da sua saúde e seu prognóstico.

Fonte: Pregnancy & Cancer Risk (Extraído em 05/10/2015)

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