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Câncer deve se tornar maior causa de morte de brasileiros

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/09/2018 - Data de atualização: 28/09/2018


(CIPhotos/Thinkstock)

“O Brasil vive uma importante transição demográfica, que acarreta também uma transição epidemiológica. Com o envelhecimento da população, o câncer tornou-se a segunda causa de morte de brasileiros. E logo será a primeira.”

Com essa consideração, Roger Chammas, professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), iniciou a edição de setembro do Ciclo de Palestras ILP-FAPESP, que enfocou o tema “A Ciência Contra o Câncer”.

Resultado de parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e a FAPESP, o ciclo é realizado mensalmente na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover eventos de divulgação científica voltados à sociedade, legisladores, gestores públicos e outros interessados.

Além de Chammas, o evento, ocorrido em 24 de setembro, teve a participação de Maria Ignez Saito (professora da FMUSP), de Emmanuel Dias Neto (pesquisador do Centro Internacional de Pesquisas do A.C.Camargo Cancer Center) e de Daniela Baumann Cornélio, fundadora da Ziel Biosciences, empresa que conta com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). A coordenação foi de Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente da FAPESP.

Em sua apresentação, Chammas desenhou um cenário da pesquisa sobre câncer no Estado de São Paulo, destacando os programas de vacinação contra o HPV; os avanços no diagnóstico por meio de biomarcadores moleculares; a utilização de novos fármacos e de cirurgias minimamente invasivas; e o desenvolvimento de terapias alvo-dirigidas.

“O Estado de São Paulo tem três grandes centros de pesquisa em câncer e grupos paulistas participam de mais de 53% dos trabalhos publicados na área. O grande desafio é aumentar a integração entre as áreas científicas e as áreas assistenciais, entre o sistema de ciência, tecnologia e inovação e o sistema único de saúde”, disse Chammas, que também é presidente do Conselho Diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e membro da Coordenação de Área de Saúde da FAPESP.

Segundo os participantes do evento, essa integração é crítica para que os resultados das pesquisas de vanguarda desenvolvidas nas universidades e institutos cheguem efetivamente à população. E, quanto a isso, a mídia tem também um importante papel a desempenhar, veiculando informações criteriosas, como enfatizou Ignez Saito.

Ela falou dos sucessos e insucessos do programa de vacinação contra o HPV (vírus do papiloma humano), associado a vários tipos de câncer (colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus, boca e pescoço).

“O HPV é um vírus extremamente disseminado entre a população. E o risco de contágio por contato, durante as relações sexuais, é de 50%, principalmente em adolescentes. A vacina quadrivalente recombinante é altamente eficaz e segura no combate ao HPV. No entanto, a má informação tem prejudicado o programa de vacinação. Notícias sensacionalistas, sem qualquer fundamento científico, provocaram uma retração da população no comparecimento aos serviços de saúde para a administração da segunda dose”, disse Saito.

Os cânceres provocados por HPV estão em terceiro lugar na ordem de prevalência. A peculiaridade é que podem ser efetivamente evitados por meio da vacinação. Mas isso requer a adoção de programas de educação e de conscientização. “Não apenas para adolescentes, mas também para familiares, profissionais de saúde e população como um todo”, disse.

Doença multifatorial

Dias Neto tratou das questões emergentes em relação ao câncer gástrico e correlacionou essa modalidade de câncer com a distribuição populacional.

“Há uma alta incidência de câncer gástrico na Ásia (Japão, China, Taiwan, Coreia do Sul) e na América ameríndia. Isso sugere a existência de componentes moleculares, selecionados ao longo do processo evolutivo, predispondo essas populações à enfermidade”, disse.

Mas ressalvou que o câncer é uma doença multifatorial, que não pode ser atribuída apenas a fatores genéticos. O consumo de álcool, tabaco e alimentos conservados em sal e, principalmente, a obesidade e a ocorrência de doenças periodontais teriam importante papel na manifestação da enfermidade. Em sentido contrário, uma dieta rica em frutas cítricas e vegetais, portanto em fibras e vitamina C, exerceria efeito protetor.

Dias Neto é coordenador do Projeto Temático “Epidemiologia e genômica de adenocarcinomas gástricos no Brasil“, que tem como objetivos conhecer as causas para promover a prevenção, implementar medidas que permitam o diagnóstico precoce, entender a diversidade da doença e apontar as terapias mais efetivas para cada caso.

No quesito “causas”, o pesquisador apontou a forte correlação entre o câncer gástrico e as infecções bacterianas da boca e de outras estruturas do sistema digestivo – em especial as infecções por Helicobacter pylori, único organismo conhecido capaz de colonizar o ambiente muito ácido do estômago. “A infecção por Helicobacter pylori é tida como uma das principais causas de câncer gástrico no mundo”, disse.

Baumann Cornélio falou da baixa eficácia do exame de papanicolau na detecção precoce do câncer de colo de útero. Esse método tradicional de diagnóstico pode deixar de detectar células alteradas em até 35% dos casos, com um alto índice de falsos negativos.

“Nosso estudo voltou-se para a identificação de novos marcadores da neoplasia, de modo a compor um método alternativo ao papanicolau”, disse. Além disso, a Ziel Biosciences desenvolveu um dispositivo simples, o SelfCervix, que permite à própria usuária colher amostras de células de seu útero para exame de HPV e outros biomarcadores.

Fonte: EXAME

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