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Câncer de Mama e Alterações no Peso

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/03/2013 - Data de atualização: 06/07/2016


Mulheres com câncer de mama se queixam com frequência do ganho de peso como um efeito colateral indesejável do tratamento. Mulheres na pré-menopausa submetidas à quimioterapia tem maior risco de ganhar peso durante o tratamento.

 

Muitas mulheres em quimioterapia contam que tiveram um aumento de peso médio entre 2 - 4 kg em um ano. Outras relatam que engordaram mais de 10 kg.

 

O que causa o ganho de peso?

 

Muitos fatores contribuem para o ganho de peso. Um dos motivos pode ser a menopausa precoce causada pela quimioterapia. O ganho de peso em mulheres na pós-menopausa pode ocorrer pelo metabolismo mais lento do corpo e pela alteração que ocorre na estrutura corporal, quando o corpo ganha mais gordura e perde massa muscular.

 

Outro motivo para o ganho de peso durante o tratamento do câncer de mama é o uso de corticosteróides para ajudar a combater as náuseas que muitas vezes ocorre durante a quimioterapia. Este tipo de medicamentos pode causar aumento de apetite, além do que pode provocar a redistribuição de gordura do corpo, acúmulo de líquidos (edema) e perda de massa muscular.

 

Algumas pesquisas sugerem que o ganho de peso também está relacionado à falta de exercícios físicos. A diminuição da atividade física pode dever-se à fadiga, náuseas, vômitos e dor que geralmente podem ocorrer durante o tratamento.

 

O ganho de peso pode também estar relacionado com "desejos” descontrolados por certos alimentos. Algumas mulheres têm desejos que geralmente envolvem doces e carboidratos durante a quimioterapia. Esses alimentos podem provocar aumento de peso, especialmente quando eles não são consumidos com moderação.

 

Que outros medicamentos utilizados no tratamento do câncer de mama podem causar ganho de peso?

 

As mulheres tratadas com corticoides podem ganhar cerca de 2 kg em um ano. No entanto, o ganho de peso torna-se normalmente visível após algumas semanas de uso contínuo.

 

Os esteroides são substâncias hormonais que provocam aumento do tecido adiposo. O resultado mais comum é inchaço na região do pescoço, rosto e abdome. Outro efeito colateral dos esteroides é a perda de massa muscular, que torna mais aparente o ganho de peso.

 

A hormonioterapia é outro tratamento que pode causar ganho de peso. Esse tipo de tratamento diminui a quantidade de estrogênio e progesterona nas mulheres e de testosterona nos homens. A hormonioterapia tende a provocar um aumento da gordura corporal. Ao mesmo tempo, há uma diminuição da massa muscular e uma mudança na forma que os alimentos são metabolizados.

 

Muitas mulheres que tomam tamoxifeno relataram que engordaram com o uso desse medicamento. Até agora, porém, não existem estudos conclusivos que mostrem uma relação entre esse hormônio e o ganho de peso.

 

 

O tratamento do câncer de mama pode levar a perda de peso?

 

Sim. Tipicamente, a perda de peso em pacientes com câncer de mama é devido aos efeitos colaterais da quimioterapia, como náuseas, vômitos e perda de apetite.

 

Existem riscos específicos relacionados ao ganho ou perda de peso?

 

O ganho de peso pode aumentar o risco de pressão alta, doenças cardíacas e diabetes. Estar acima do peso também aumenta o risco para o desenvolvimento de outros tipos de cânceres. Algumas pesquisas mostraram que o excesso de peso pode aumentar o risco de recidiva da doença.

 

Ter uma dieta saudável ajuda a manter o peso durante o tratamento?

 

As mulheres em quimioterapia devem manter uma dieta bem equilibrada, com frutas, legumes, laticínios, pães, aves, peixe e carne magra. Uma dieta baixa em gordura total e saturada pode reduzir o risco de doença cardíaca, bem como uma recidiva da doença. Uma alimentação adequada pode ajudar a tolerar os efeitos colaterais da quimioterapia, bem como a combater possíveis infecções. A alimentação saudável permite que o corpo reconstrua os tecidos saudáveis mais rapidamente.

 

Ingerir uma boa quantidade de proteínas na dieta ajuda no reparo dos danos causados à pele, cabelo, músculos e órgãos durante o tratamento. Um benefício adicional de uma dieta rica em proteínas é que pode aumentar a eficácia dos exercícios. Isso auxilia numa possível perda de peso.

 

É importante mencionar que se deve ingerir uma boa quantidade de líquidos para proteger a bexiga e os rins, que podem ser danificados durante o tratamento.

 

Qual a importância dos exercícios físicos durante o tratamento e na manutenção de um peso saudável?

 

A prática regular de exercícios físicos proporciona um bom estado de saúde geral. Mas antes de iniciar qualquer programa de exercícios, você deve conversar com seu médico.

 

As pacientes com câncer de mama muitas vezes são incentivadas a se exercitar, para ajudar a reduzir os efeitos colaterais, como náuseas e fadiga. Além do que a atividade física também pode aumentar o nível de energia física.

 

A prática de atividade física mesmo que moderada pode aumentar a sobrevida. A prática moderada pode consistir de caminhadas de 3 a 5 horas por semana.

 

Um treinamento mais intenso também é recomendado. Ele pode ajudar a reconstruir massa muscular e aumentar a força. A perda de massa corporal associada ao tratamento do câncer de mama tende a ocorrer na parte inferior do corpo. Então, enfatizar essa região durante o treinamento pode ser benéfico.

 

Uma recomendação de grande importância é tomar cuidado ao fazer levantamento de peso com os membros superiores, devido ao linfedema. O linfedema é o inchaço do braço devido à retirada dos linfonodos. Portanto, os exercícios que envolvam os membros superiores devem ser sempre supervisionados. Consulte seu médico para ver a possibilidade de realizar exercícios físicos e a intensidade dos mesmos, é ele quem conhece seu caso em detalhes.


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