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Ablação e embolização para Câncer Colorretal

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/03/2015 - Data de atualização: 25/02/2019


Quando o câncer colorretal se dissemina, as metástases podem ser removidas por outras técnicas, como a ablação ou embolização.

Ablação

Ablação é o tratamento que destrói os tumores sem removê-los. Geralmente é utilizada para tratar metástases hepáticas, mas pode ser utilizada para tratar tumores em outros locais.

  • Ablação por radiofrequência. A ablação por radiofrequência utiliza ondas de rádio de alta energia para destruir os tumores. Este procedimento é geralmente guiado por tomografia computadorizada ou ultrassom.
     
  • Ablação por micro-ondas. Este método é usado para tratar a disseminação da doença para o fígado, com auxílio de exames de imagem ​​para guiar a sonda (similar a uma agulha) no tumor. Nesta técnica, micro-ondas eletromagnéticas criam altas temperaturas para destruir rapidamente os tumores. Este tratamento é usado no tratamento de tumores de até 6 cm de diâmetro.
     
  • Ablação com etanol. Também conhecido como injeção percutânea de etanol, este procedimento injeta álcool concentrado diretamente no tumor para destruir células cancerígenas. Isso geralmente é realizado através da pele utilizando uma agulha, guiada por ultrassom ou tomografia computadorizada.
     
  • Criocirurgia. A criocirurgia destrói o tumor congelando-o com uma sonda metálica. Esta sonda é guiada até o tumor por ultrassom. Em seguida, gases muito frios são passados através da sonda para congelar o tumor, destruindo as células cancerígenas. Este método pode tratar tumores maiores, mas requer anestesia geral.

Efeitos colaterais da ablação

Os possíveis efeitos colaterais após a ablação incluem:

  • Dor abdominal.
  • Infecção.
  • Sangramento na cavidade torácica ou abdominal.

Complicações mais graves não são comuns, mas são possíveis.

Embolização

A embolização é um procedimento que injeta substâncias para bloquear ou reduzir o fluxo de sangue para as células cancerosas no fígado.

A embolização é uma opção para pacientes com tumores que não podem ser removidos cirurgicamente. Ela pode ser usada em tumores grandes, normalmente com mais do que 5 cm de diâmetro. A embolização reduz parcialmente o fornecimento de sangue para o tecido hepático normal, não sendo uma boa opção para pacientes com o fígado danificado por doenças como hepatite ou cirrose.

Existem 3 tipos principais de procedimentos de embolização para tratar o câncer colorretal que se disseminou para o fígado:

  • Embolização da artéria hepática. Neste procedimento, é inserido um cateter na artéria da coxa, que é guiado até o fígado. Um corante é geralmente injetado na corrente sanguínea para permitir ao médico guiar o caminho do cateter por raios X. Quando o cateter está posicionado, pequenas partículas são injetadas dentro da artéria. A embolização arterial também é chamada de embolização transarterial.
     
  • Quimioembolização. A quimioembolização, também conhecida como quimioembolização transarterial, combina a embolização com quimioterapia. Na maioria das vezes, isso é feito usando pequenas cápsulas que liberam um medicamento quimioterápico ou por administração da quimioterapia diretamente através do cateter na artéria.
     
  • Radioembolização. Esta técnica combina embolização com radioterapia. Consiste na administração por injeção de microesferas revestidas com ítrio-90 na artéria hepática. Uma vez infundidas, as esferas se alojam nos vasos sanguíneos próximos ao tumor, onde liberam pequenas quantidades de radiação no local do tumor por alguns dias. A radiação emitida tem curto alcance, de modo que seus efeitos se limitam ao tumor.

Efeitos colaterais da embolização

As possíveis complicações após a embolização incluem:

  • Dor abdominal.
  • Febre.
  • Náuseas.
  • Infecção no fígado.
  • Inflamação da vesícula biliar.
  • Coágulos sanguíneos no fígado.

Complicações mais graves não são comuns, mas são possíveis.

Fonte: American cancer Society (21/02/2018)



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