Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD ACS Mundipharma Takeda Susan Komen Astellas UICC Libbs Healthy Americas GBT Abbvie Ipsen Shire


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

A vacina que previne o câncer: eficiente e segura, mas subutilizada

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/09/2019 - Data de atualização: 26/09/2019


Não adianta ser eficaz: para evitar o câncer, a vacina contra o HPV precisa ser usada. (Foto: Richard Theis/EYEEML/Getty Images)

Os programas de vacinação contra o HPV na América Latina correm o risco de repetir a trajetória do exame preventivo de Papanicolaou: uma ferramenta muito eficiente, mas que, subutilizada, não atinge o seu potencial. Embora a região tenha um histórico de sólidos programas nacionais de imunização, com alta cobertura vacinal, as doses contra o HPV esbarram em falta de conhecimento, na associação infundada com a iniciação sexual precoce e na dificuldade de alcançar crianças e adolescentes que já não frequentam os postos de saúde regularmente, como é comum na primeira infância.

O alerta é importante em um cenário em que os tumores relacionados ao HPV continuam a ser uma das principais causas de câncer na América Latina, principalmente o do colo do útero, terceiro tipo mais frequente no Brasil. A prevalência de infecção pelo vírus na região é duas vezes maior que a da média mundial e está associada a mais de 68 mil novos casos de tumor cervical por ano.

Como a doença afeta, em sua maioria, mulheres jovens, ela representa a maior causa de anos de vida perdidos como resultado do câncer em países de baixa e média renda.

A falta de conhecimento sobre a relação entre o vírus e os tumores está entre as principais barreiras para a vacinação contra o HPV. Vários estudos já mostraram que, uma vez informados de que essa injeção evita a doença, pais e profissionais de saúde são mais propensos a indicá-la. A adesão à imunização também tem sido menor do que a esperada pelo pouco conhecimento da população sobre a comprovada segurança da vacina.

Os aspectos culturais são outro fator que influenciam os programas contra o HPV, assim como impactaram as iniciativas voltadas para os exames de Papanicolaou na América Latina. O conservadorismo e a natureza desse vírus como uma infecção sexualmente transmissível prejudicaram a comunicação e a educação sobre ele.

Ora, há um desconforto geral de falar sobre sexo e existe a crença, infundada, de que essa vacina adiantaria a atividade sexual dos adolescentes. Mas um estudo da Sociedade Americana de Pediatria confirmou que a vacinação contra o HPV não está associada à iniciação precoce da vida sexual, tampouco ao aumento da atividade sexual na adolescência.

Por fim, a dificuldade em garantir o cumprimento do esquema vacinal completo e a falta de revisão das estratégias de implementação de programas públicos de imunização são outros fatores que influenciam a aderência à vacinação contra o HPV. A necessidade de políticas que ampliem a cobertura vacinal é evidente.

Em países onde altas taxas de adesão foram atingidas, a infecção por alguns subtipos de HPV mais relacionados ao câncer caiu quase 70% a partir do primeiro ano após a introdução da vacina. Como ocorreu no início da imunização contra o HPV no Brasil, em 2014, a vacinação nas escolas, junto ao endosso de sociedades médicas de que a vacina é segura e eficaz, parecem ser o melhor caminho a ser seguido para a redução dos índices de câncer cervical.

*Angélica Nogueira Rodrigues é doutora em oncologia pelo INCA, com pós doutorado em Oncologia Global pela Harvard University. É presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Fonte: Saúde é Vital

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2019 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive