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A realidade enfrentada pelos pacientes quando querem começar a treinar

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 05/08/2015 - Data de atualização: 04/02/2016


Inicialmente, quando comecei a escrever este texto, minha intenção era a de apresentar sugestões para escolher, da melhor maneira possível, o profissional responsável por prescrever o treinamento físico, onde encontrá-lo e também, como identificar os locais para realizar este treinamento. Entretanto, já nas primeiras linhas, comecei a me recordar dos relatos dos pacientes sobre este tema e acabei, sem perceber, sendo mais autoral, realizando um desabafo em nome deles e uma convocação aos colegas de profissão. Para não bancar apenas o profeta do apocalipse, no final, apresento a forma com que tenho contribuído para tentar melhorar este panorama.

A abordagem ideal no tratamento do câncer é a multidisciplinar. Profissionais da área de saúde, quando atuam em conjunto, conseguem melhorar muito a resposta do paciente ao tratamento. Muitas destas profissões já estão consolidadas na área da oncologia, porém a atuação do profissional de Educação Física ainda é recente.

A ciência nos mostra, a cada artigo publicado, a necessidade da realização de atividade física para o bem estar físico e emocional do paciente com câncer. Infelizmente, a falta de locais e principalmente de profissionais capacitados, a meu ver, é o maior problema enfrentado pelos pacientes. Quando buscam uma academia, ao mencionarem que estão em tratamento anticâncer e interessados em treinar, na maioria das vezes, recebem a resposta de que o espaço e os instrutores não são capacitados para atender este perfil de cliente, e se a resposta for positiva, recebem uma ficha de treino que todos os clientes recebem e ainda são tratados como se portassem uma doença infectocontagiosa ou que a qualquer momento poderão sofrer uma síncope no meio da sala de musculação.

Visto que ninguém se automedica após o diagnóstico de um câncer e muito menos replica o tratamento realizado por um conhecido, o paciente também se sente inseguro ao realizar um programa de atividade física por conta própria que não seja elaborado e supervisionado por um profissional capacitado para isto. O problema é que, atualmente, são poucos os profissionais com competência para atender a esta população, que cresce a cada dia e que crescerá muito mais nas próximas décadas.

A prática de atividade física deve ser encarada com tanta seriedade quanto um tratamento medicamentoso, principalmente em populações com patologias. Critérios como o diagnóstico e status da doença, histórico do paciente, efeitos relatados pela Ciência do princípio ativo na população alvo, interações com outras drogas que estão sendo utilizadas pelo paciente e os possíveis efeitos colaterais são levados em consideração pelo médico para a escolha e prescrição do tratamento mais eficaz. Estes mesmos critérios também são utilizados para o acerto da dosagem da droga a ser administrada (ex. 100 mg de 12 em 12 horas durante três meses). Guardadas as devidas proporções, é desta forma que o profissional que prescreve o treinamento deve agir, sendo que a droga equivale à modalidade (corrida, natação, musculação etc..) e o volume e a intensidade a serem aplicados no exercício, à dosagem. Se ingerirmos mais do que o recomendado de determinado remédio, ele pode perder o efeito planejado e causar sérios problemas; em contrapartida, se ingerirmos menos, pode não acontecer efeito algum. Com a atividade física, é a mesma coisa!

Este é o ponto principal. Para organizar um treinamento, o profissional tem que levar em consideração os critérios acima citados, porém, por receio de cometer um erro nesta prescrição, visto que ele não teve acesso às informações cientificas sobre este assunto, ele desiste de acompanhar o paciente.

Pensando nesta situação e tentando fazer a minha parte para revertê-la, escrevo mensalmente esta coluna e publico informações semanalmente no Oncofitness e no Instagram @oncofitness. É fundamental que as informações sobre os efeitos das modalidades, assim como do volume e intensidade dos exercícios nos diversos tipos de câncer e nas patologias associadas ao tratamento, sejam divulgadas ao maior número de pessoas possível, principalmente às que prescrevem os treinamentos e aos pacientes. A partir do momento que tivermos um grande número de profissionais capacitados atendendo pacientes oncológicos, os locais naturalmente também se adaptarão a esta população.

Por fim, voltando ao tema inicial, quando for procurar um profissional de Educação Física, pense nos critérios utilizados para definir a conduta do tratamento medicamentoso e verifique se ele está adotando-os para prescrever os exercícios. Se ele não estiver, peça a ele para entrar em contato conosco. Terei o maior prazer em tentar esclarecer as dúvidas!

"A ciência é o grande antídoto contra o veneno do entusiasmo e da superstição”
Adam Smith (1723-1790)

Até a próxima...
Rodrigo Ferraz



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