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A importância de um tratamento mais digno e atual no SUS

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/07/2017 - Data de atualização: 19/07/2017


Grande parte da população brasileira depende do Sistema Único de Saúde, mas, em muitos casos, está longe de receber um tratamento ideal, sobretudo quando o assunto é câncer. "Um dos problemas do serviço público é justamente a lentidão”, diz o Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia. "Demora-se muito para conseguir fazer uma biópsia, por exemplo.” O resultado desse exame atesta a malignidade ou não de um tumor, daí sua importância. Além disso, segundo Kaliks, faltam patologistas qualificados no SUS. Esse especialista é o responsável por dar o parecer sobre a biópsia de um tecido suspeito.

Papel dos patologistas

Estima-se que o número de médicos patologistas alcance a reduzida marca de 3.500 profissionais no País, o que é ínfimo. Não bastasse a escassez de experts, o SUS não se adequou à nova realidade da patologia. "Além de analisar os fragmentos retirados via biópsia, em que são descritas várias características do tumor, atualmente esse especialista colabora nas decisões sobre tratamento, no que chamamos de medicina personalizada”, aponta Clovis Klock, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).

Klock explica que esse novo olhar permite que o profissional dite os rumos tomados no combate à doença. "A tendência é de que boa parte dos cânceres possa ser tratada de forma personalizada e mais moderna”, diz. Durante o 7º Fórum Oncoguia também foi levantada a necessidade de aperfeiçoar e popularizar o uso de novas tecnologias na patologia, como a telepatologia, que permite a transmissão e análise à distância de imagens microscópicas.

Rumos terapêuticos

Nos últimos anos, o tratamento passou por mudanças. Hoje, ele depende de caracterização mais sofisticada do tumor. "Não basta dizer que é um câncer de mama, precisa dizer qual é o subtipo”, explica Kaliks. No final das contas, isso direciona a terapia que será usada e aumenta a probabilidade de que produza o efeito desejado. Mas, como lembra o oncologista, esse quadro é muito deficiente no SUS.

"O tratamento, quando é dado, frequentemente não é o mais adequado, porque não se tem as drogas mais apropriadas, a cirurgia, a radioterapia ou um conjunto desses fatores”, diz Kaliks. Sem falar na diferença de protocolos que indicam remédios e procedimentos para cada caso. "Esse protocolo é determinado pelo que é reembolsado pelo governo através da APAC (Autorização de Procedimento de Alta Complexidade), que é o valor que o Ministério da Saúde paga a um hospital oncológico para o tratamento do paciente”, explana o especialista. "Esse valor nem sempre cumpre o custo de determinados protocolos.” Isso faz com que o hospital ofereça tratamento mais barato e menos eficaz porque não tem de onde tirar dinheiro para cobrir o gasto.

Segundo Kaliks, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, decide o que é usado em termos de tecnologia no serviço público. "Em oncologia, a Conitec tem tomado decisões erradas, seja por não incorporar tecnologia, seja recomendando o tratamento, mas não dando o dinheiro”, diz ele. "O hospital se vê numa situação de encontrar recursos próprios, por outros meios, diminuindo outros gastos e sem reembolso do governo.”

Há também poucos centros oncológicos no sistema público que oferecem tratamento conveniente para a dor ou cuidados paliativos. "Existe uma disparidade imensa na rede SUS”, revela Kaliks. De acordo com o oncologista, há ilhas de excelência nesse ponto, como o Hospital do Câncer de Barretos, no interior paulista, e o Instituto do Câncer de São Paulo, Octavio Frias de Oliveira (Icesp), na capita do Estado. "Ambos têm estrutura fantástica para cuidados paliativos”, afirma Kaliks. Por ser algo caro, os hospitais não têm condições de prover esse serviço. "Deveriam existir centros de cuidados paliativos”, sugere o médico.

Fonte: Estadão

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