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7 Tópicos sobre Câncer em adultos jovens que você precisa saber

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 22/03/2017 - Data de atualização: 22/03/2017


Levantamento do Inca divulgado recentemente mostra que o câncer é a segunda maior causa de morte de adolescentes e adultos jovens (de 15 a 29 anos) no país. O estudo revela que o câncer perde apenas para  "causas externas, como acidentes e mortes violentas e que, entre 2009 e 2013, 17,5 mil jovens brasileiros morreram por causa da doença”.  A pesquisa aponta, ainda, que "o tipo mais comum de câncer nessa faixa etária é o carcinoma, com 34%, cuja localização mais frequente é no colo do útero. Mas o câncer de colo de útero é evitável usando camisinha, já que ele está diretamente ligado à infecção pelo vírus HPV, cuja transmissão se dá, principalmente, pelo sexo”.
 
Abaixo, o oncologista dr. Roberto de Almeida Gil, da Oncoclínica (RJ), esclarece alguns pontos sobre esse tipo de câncer em adolescentes e jovens adultos, explicando, ainda, questões como prevenção, a relação entre a doença, a obesidade e as DSTs, além citar os tipos mais comuns entre esse público.
 
1 - "Desmitificando o câncer:

O câncer é o mal do final do século XX e do início do século XXI. É importante observar que houve um grande aumento na taxa de cura das neoplasias malignas. Além disso, houve um aumento da prevalência da doença, isto e, muitas pessoas com câncer continuam tendo uma vida produtiva e ativa durante muitos anos. Artistas como Ana Maria Braga e Gianechini,, que tornam públicas suas historias de doença, tratamento e cura, ajudam a desmistificar a relação entre câncer e morte. E tudo isso ajuda no enfrentamento da doença. Ao mesmo tempo, o câncer se torna objeto de especulação. Na internet, há muitas informações sem embasamento científico. É preciso cuidado para filtrar informações. A pílula do câncer (fosfoetanolamida) é um ótimo exemplo. O tema ganhou repercussão nacional, gerando muitas dúvidas e crenças da cura do câncer. No entanto, hoje, estudos científicos sérios não demonstraram, até o momento, desempenho relevante. A internet é um terreno livre e suas informações devem ser utilizadas com cautela.

2 - Prevenção do câncer em jovens:

Em primeiro lugar, é importante que as pessoas conheçam a sua história familiar, já que o câncer hereditário se manifesta predominantemente em pacientes com menos de 50 anos. Mas não é só isso. No mundo contemporâneo, estamos expostos a muitos agentes químicos, físicos e biológicos que causam a doença. Bons hábitos alimentares, exercícios físicos, não fumar, controlar a ingestão de bebidas alcoólicas, usar preservativos, cuidar da exposição ao sol e manter hábitos sexuais saudáveis são atitudes que podem prevenir o desenvolvimento do câncer. Por isso, as escolhas de comportamento feitas na juventude implicaram na melhor qualidade do envelhecimento. Muitas pessoas de 80 anos têm qualidade de vida altíssima.
Vale ressaltar, ainda, a vacinação contra o HPV e contra a Hepatite B (causadora de carcinoma hepatocelular) como avanços médicos tecnológicos de relevante valor na prevenção do câncer.
 
3 - Tipos de câncer mais comuns entre jovens:
 
Costumamos associar o câncer a pessoas idosas. Entretanto, o câncer representa a segunda causa de mortalidade entre os 15 e 29 anos, atrás apenas de mortes por causas externas (violência). O câncer esporádico (não hereditário) ocorre frequentemente após os 50 anos, por acúmulo de mutações que se perpetuam no nosso código genético por falha nos nossos mecanismos de qualidade genética. E estes acompanham o envelhecimento de todo o corpo. O detalhe é que isso também pode ocorrer entre os jovens. Muitos deles têm cânceres de natureza hereditária, isto é, já nascem com defeitos genéticos que podem levar ao desenvolvimento da doença. Quando pensamos no câncer da juventude, lembramos sempre de sarcomas (tumores do tecido conjuntivo), tumores hematológicos (linfomas e leucemias) e tumores cerebrais. As estatísticas mostram também alta incidência de carcinomas (tumores epiteliais). No Brasil, particularmente no Norte e Nordeste, o câncer de colo uterino acomete pacientes jovens. No Inca, por exemplo, há frequentemente pacientes jovens com tumores de estomago e de intestino em pacientes sem historia familiar de câncer. A iniciação precoce do tabagismo também contribui no surgimento do câncer de pulmão em pacientes antes dos 50 anos.
 
4 - Sobrepeso e obesidade X risco de desenvolver câncer:

O sobrepeso e a obesidade estão relacionados aos seguintes tipos de câncer: intestino, endométrio (útero), próstata, pâncreas, mama, entre outros. Hábitos importantes como o combate ao sedentarismo e a redução do consumo de alimentos industrializados e embutidos são essenciais para diminuir os riscos do surgimento da doença.
 
 
5 - Câncer X DST

Quando falamos em câncer, nem sempre é possível determinar o fator causal. No entanto, no câncer de colo uterino, o vírus do HPV é a principal causa de seu desenvolvimento. Há 40 tipos de vírus HPV, mas os tipos 16 e 18 são as principais cepas carcinogênicas.  Para que esse tipo de câncer surja, há outros fatores associados, como baixa imunidade, tabagismo, múltiplos parceiros sexuais. Embora seja considerada doença sexualmente transmitida (DST), a contaminação pode acontecer por contato sexual sem que haja, necessariamente, penetração. E isso ocorre diferentemente do HIV, que é  transmitido pelo sangue e pelo esperma e, portanto, tem na camisinha uma grande garantia de proteção. No caso do HPV, isso é mais complicado, visto que o contato com a genitália já pode transmitir o vírus. Mesmo assim, recomendação é sempre o seu uso.
 
6 - Câncer X Mulheres jovens X HPV
 
Estudos mostram que cerca de 80% das mulheres em todo o mundo já tiveram contato com o HPV em algum momento da vida, mas nem todas desenvolvem a infecção. Na verdade, na maior parte das vezes, isso não acontece. Algumas mulheres apresentam sintomas da infecção, com lesões inicialmente benignas, mas que, se não tratadas, podem evoluir para o câncer. Outras mulheres portadoras do vírus não manifestam sintomas da doença. O vírus pode permanecer em latência durante muitos anos e se manifestar tardiamente. O câncer de colo uterino já foi o principal em incidência no país, no entanto, ações de saúde pública reduziram a sua frequência. Mesmo assim, ainda ocorre em muito maior escala do que nos países desenvolvidos. Em mulheres, o HPV pode ocorrer na vagina, na vulva, na região perineal e no anus. Em homens, pode ser encontrado no pênis, na região perineal e no anus.
 
Outro dado importante que precisa ser falado é que o câncer de colo uterino não é sempre fatal. Ele tem uma chance muito grande de cura, quando diagnosticado em estágios iniciais. O Papanicolau (exame preventivo feito em mulheres) descobre infecções que, uma vez combatidas em fase inicial, permitem o tratamento muito efetivo. Por isso, as mulheres devem fazê-lo regularmente.
 
7 - Prevenção do Câncer X Vacinação
 
O câncer de colo uterino é tratado via cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento depende do estágio da doença, sendo as taxas de cura maiores quando diagnosticado em fases iniciais, o que reforça a necessidade de exame ginecológico periódico. Uma grande arma da medicina moderna foi o desenvolvimento da vacina contra o HPV. Existem dois tipos de vacina no mercado. As bi valentes e as tetra valentes. Inicialmente, o governo disponibilizou a vacina para meninas de forma gratuita. Entretanto, com a percepção de que o vírus do HPV também causa câncer de orofaringe, os meninos também estão sendo vacinados na rede pública.

Assim, a partir de 2017, o Ministério da Saúde determinou que a agenda de vacinação inclua meninos de 10 a 12 anos e meninas de 9 a 14 anos. Acima desta faixa etária, a vacinação também pode trazer benefícios, embora não ainda não esteja sendo disponibilizada na rede pública”, finaliza dr. Roberto Dr. Gil da Oncoclínica (RJ).  

Fonte: RPM Comunicação

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