Vídeo do ministro da Saúde foi editado, tirado de contexto e foi gravado em abril do ano passado, portanto não se referia à pandemia

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 23/04/2020 - Data de atualização: 23/04/2020

O vídeo original, cujo trecho viralizou, ontem, logo após o anúncio do nome do novo ministro da Saúde, foi gravado pelo médico e empresário Nelson Teich, em abril do ano passado, quando ele participava do IX Fórum Nacional do Instituto Oncoguia, em Brasília. Na fala de 7 minutos e 22 segundos, Teich não se refere à crise do novo coronavírus, que ainda não existia, como alguns comentários nas redes sociais chegaram a vincular. O evento era voltado para especialistas em tratamento de câncer.

O Instituto Oncoguia emitiu nesta sexta-feira uma nota sobre o assunto: “Informamos que o vídeo que tem circulado do recém-nomeado ministro da Saúde, Nelson Teich, foi editado e tirado do seu contexto original, não tendo qualquer referência a decisões atuais em relação ao coronavírus, como tem sido sugerido pela edição”.

Tirado de contexto e sem menção à data de gravação, o trecho que viralizou sugeria que se tratava de um posicionamento do ministro favorável à prioridade a tratamento de pessoas mais jovens vítimas da covid-19, doença que atinge sobretudo pessoas idosas e que já levou médicos em países como a Itália a terem que escolher que pacientes tratar ou deixar morrer.

A fala de Teich referia-se à gestão do sistema público de saúde, que considera de uma “complexidade absurda”, e ao problema da acessibilidade. “A parte de acesso se divide basicamente em duas coisas: quanto você tem de dinheiro para gastar e como você usa esse dinheiro. A primeira coisa que você tem que mapear é a necessidade da população e a segunda coisa é quanto dinheiro você tem”.

Foi ao responder o segundo ponto que Teich sugeriu o dilema: “E tem outra coisa fundamental, como você tem dinheiro limitado, vai ter que fazer escolhas. Vai ter que definir onde você vai investir. Se eu tenho uma pessoa mais idosa, que tem uma doença crônica, avançada, e ela teve uma complicação, para ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou ter que investir num adolescente que está com um problema. O mesmo dinheiro que eu vou investir é igual. Só que esta pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente, e a outra é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha? Duas coisas importantíssimas na saúde hoje são: o dinheiro é limitado e você tem que trabalhar com essa realidade. A segunda coisa é: escolhas são inevitáveis. Quais serão as escolhas que você vai fazer?”, disse.

Matéria publicada pelo portal da Valor Globo em 17/04/2020. Por Cristian Klein e César Felício.






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