Novembro Azul - Tempo de atenção ao Câncer de Próstata

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/08/2015 - Data de atualização: 24/08/2015

No mês dedicado à prevenção do câncer de próstata, o Instituto Oncoguia reforça o alerta sobre fatores de risco da doença e a necessidade de os homens cuidarem da saúde. Segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, superado apenas pelo câncer de pulmão, ao final de 2014 a doença será responsável por mais de 68 mil novos casos, de acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca).  

"Se o homem tiver, principalmente, casos de câncer na família, ele precisa fazer os exames de PSA (antígeno prostático específico) e toque retal a partir dos 45 anos, ou antes, conforme o médico urologista definir”, adverte a psico-oncologista Luciana Holtz de Camargo Barros, presidente do Instituto Oncoguia.

Visitas anuais ao urologista evitam que o homem seja surpreendido com um diagnóstico de câncer de próstata avançado. No toque retal, o médico verifica a consistência da próstata, seu tamanho e se existem lesões palpáveis. Em caso de suspeita de câncer, é solicitado o exame de PSA.

"Independentemente da visita ao médico, é importante que o homem tenha alguns cuidados de prevenção, como manter uma dieta saudável e uma rotina de exercícios físicos”, aconselha Luciana. "Manter o peso dentro dos padrões normais precisa ser  prioridade”.

No mundo, em valores absolutos, o câncer de próstata é o sexto tipo mais comum e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de casos da doença. Cerca de 70% dos cânceres de próstata são diagnosticados em homens com mais de 65 anos. A incidência é muito rara em homens com menos de 40 anos, mas a chance de ter a doença aumenta rapidamente após os 50 anos, por isso, recomenda-se a realização de exames de prevenção a partir dessa idade ou no mínimo 45 anos.

A presidente do Instituto Oncoguia lamenta que alguns mitos, tabus e conceitos machistas ainda impeçam que os homens cuidem bem de sua saúde e se submetam ao exame de toque retal. "Se há alguns anos o câncer era recebido como sentença de morte, hoje é uma doença que pode ser tratada e curada, em grande parte dos casos, graças ao diagnóstico precoce e aos constantes avanços científicos. Para que o homem possa se beneficiar desses avanços, ele precisa ser pro-ativo e estar bem informado e sem preconceitos”, ela conclui.

A realidade dos pacientes que convivem com a doença

Em estágio inicial, geralmente, o câncer de próstata não causa sintomas. Numa fase mais avançada, na maioria dos casos, os sintomas estão relacionados a obstrução de urina e infecção urinária.

Constantes pesquisas têm possibilitado o desenvolvimento de melhorias na terapia padrão do câncer de próstata, mas a situação no Brasil poderia ser mais alentadora para pacientes que enfrentam a doença metastática.

"As opções de tratamento para o câncer avançado de próstata têm evoluído nos últimos anos e diversas novas medicações são capazes de prolongar a vida de pacientes com doença metastática. Entretanto, destas medicações (Abiraterona, Enzalutamida, Rad223 e Sipuleucel T), apenas uma tem registro na Anvisa”, comenta o médico oncologista Rafael Kaliks, diretor cientifico do Instituto Oncoguia.

Kaliks adverte: "A demora na aprovação dessas medicações impede que a população de pacientes com doença metastática tenha o benefício clínico destas novas terapias, privando-os de uma vida com melhor qualidade e potencialmente mais longa”.

Atualmente, são adotados os seguintes procedimentos no tratamento do câncer de próstata: cirurgia; radioterapia; hormonioterapia; quimioterapia; e inibidores de angiogênese, ou seja, medicamentos para evitar ou reduzir a formação de novos vasos sanguíneos que possam ser atraídos por certos tipos de câncer, permitindo que o tumor cresça e se espalhe.
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