Campanha quer igualar tratamentos para câncer de mama metastático

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 25/06/2015 - Data de atualização: 25/06/2015

A média de sobrevivência de uma mulher diagnosticada com câncer de mama metastático é de três anos. Apesar de o tempo de sobrevida ter aumentado nas últimas décadas — em 1970, essa média era de 18 meses —, diferenças no tipo de tratamento podem prolongar a vida das pacientes. Uma campanha intitulada "Por mais tempo”, lançada nessa quarta-feira, em São Paulo, pretende chamar a atenção da sociedade brasileira para as diferenças de tratamentos disponíveis em planos de saúde privados e no Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa, inédita no país, é fruto de uma colaboração entre médicos, ONGs e indústria farmacêutica. "Precisamos tornar os avanços da medicina acessíveis a todas as pacientes com câncer de mama metastático. Essas mulheres hoje vivem a dura realidade de lutar contra o tumor e pelo direito de viver mais”, afirma a presidente do Instituto Oncoguia e uma das idealizadoras da campanha, Luciana Holz. "Com a perspectiva crescente das pacientes viverem mais com câncer de mama mesmo nos estágios mais avançados, o debate sobre o câncer de mama metastático se torna cada vez mais relevante”, explica a presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e também idealizadora da campanha, Maira Caleffi.

No Brasil, entre todos os novos casos de câncer diagnosticados anualmente, o de mama representa 22%. Pelo menos metade das pacientes atendidas pelo SUS descobrem a doença em estágio avançado. Dados mundiais indicam que até 30% dos casos de câncer de mama evoluem para o estágio metastático, quando o tumor atinge outros órgãos do corpo.
A falta de tratamento, entre outros motivos, tem fomentado o aumento nos óbitos por câncer de mama. Entre 1990 e 2010, as mortes cresceram 17% entre as brasileiras de 30 a 69 anos. O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer na população feminina brasileira e o estágio metastático corresponde a 90% dos óbitos. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 57 mil mulheres serão diagnosticas com câncer de mama ainda este ano.

Além de trazer mais informações sobre o câncer metastático, doença desconhecida por praticamente metade da população brasileira (46%) segundo pesquisa DataFolha divulgada na quarta-feira, a campanha pede o apoio da sociedade em uma petição online. O documento quer que o país deixe de viver uma dicotomia, em que pacientes atendidas pelo sistema privado recebam tratamentos inovadores, enquanto que as mulheres que dependem do sistema público são tratadas apenas com medicamentos não específicos. Como consequência, as pacientes do SUS sofrem mais com efeitos colaterais e, principalmente, registram menor sobrevida. Para assinar a petição é necessário informar nome completo, número do CPF ou RG. A petição será posteriormente encaminhada ao governo federal e está disponível no site da campanha.

Matéria publicada no Correio do Povo em 18/06/2015.





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