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Pacientes em tratamento oncológico devem apresentar prescrição médica para se vacinar contra covid-19

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 22/04/2021 - Data de atualização: 22/04/2021


Oncologista orienta sobre a vacinação da gripe e covid-19 para pessoas com câncer; Pacientes imunossuprimidos, idosos e pessoas com outras comorbidades são vulneráveis às duas doenças e devem se vacinar

Com o anúncio do início da campanha de vacinação da gripe e as novas faixas-etárias para imunização contra covid-19 surgiram muitas dúvidas em relação a como as pessoas com câncer devem proceder.

Pacientes oncológicos são classificados como grupo de risco para complicações ocasionadas pelo SARS-CoV-2, caso sejam contaminados. O vírus influenza também provoca complicações respiratórias graves. Pacientes imunodeprimidos, idosos e pessoas com outras comorbidades são bastante vulneráveis às duas doenças e por isso devem tomar ambas as vacinas.

Embora pacientes com câncer não tenham sido incluídos em estudos clínicos das vacinas contra covid-19, os imunizantes aprovados pelos órgãos federais no país têm se mostrado eficazes, seguros e evitam formas mais graves da doença para a população em geral. “Com base em informações científicas disponíveis até o momento, há evidências suficientes para reforçar a indicação e a segurança das vacinas em geral contra covid-19 em pacientes com câncer, uma vez que o malefício de não se vacinar é significativamente maior”, afirma o oncologista e presidente da oncologia da Rede D’Or, Paulo Hoff.

A vacinação para influenza comprovadamente reduziu os casos de infecções graves em indivíduos considerados imunossuprimidos e, por isso, já vem sendo indicada rotineiramente para pessoas em tratamento e essa recomendação deve ser seguida. “Entretanto, não temos o mesmo tempo de experiência com a vacina para covid-19, porém sabe-se que indivíduos em tratamento oncológico com quimioterapia têm maior risco de desenvolver um quadro grave doença e, por este motivo a maioria das sociedades brasileiras têm recomendado a vacinação, independente do tipo de vacina, considerando as opções disponíveis atualmente”, afirma a oncologista da Clínica OncoStar, da Rede D’Or, Maria Ignez Braghiroli.

Apesar da recomendação por parte da área médica, pessoas com câncer, transplantadas e demais pacientes imunossuprimidos, ou seja, quando tem os mecanismos de defesa comprometidos só poderão ser vacinados mediante apresentação de prescrição médica, conforme determina o Ministério da Saúde.

“De acordo com o Plano Nacional de Imunização, a vacinação para covid deve incluir indivíduos com diagnóstico de câncer em tratamento com quimioterapia ou que o fizeram o tratamento nos últimos seis meses, pois entram na lista de prioridades como comorbidades e devem seguir a recomendação adicional de manter um intervalo de 14 dias para outras vacinas, incluindo a gripe”, diz Maria Ignez. “Além disso, a maior parte das unidades de saúde solicita uma liberação médica para a vacinação. Então, a recomendação é que esse paciente consulte o seu oncologista”, completa.

Pacientes em tratamento ativo com quimioterapia têm mais chances de apresentar um quadro moderado a grave da doença, assim como idosos, obesos e hipertensos. A preocupação se dá porque muitas vezes quem faz quimioterapia pode ficar com a imunidade comprometida e, consequentemente, é mais suscetível a infecções no geral. “Por isso, para esses pacientes, a vacina pode salvar vidas e evitar complicações que podem prejudicar o tratamento oncológico”, explica.

Há ainda algumas dúvidas em relação à administração da vacina para essas pessoas, mas a oncologista orienta que não há recomendações específicas formais quanto a intervalo de tempo para as infusões da quimioterapia e a administração da vacina. “Porém pessoas que apresentem febre ou sinais infecciosos, assim como neutropenia conhecida, que é um número baixo de neutrófilos (um tipo de glóbulo branco) no sangue, devem evitar se vacinar neste momento”, diz.

Pacientes em radioterapia não precisam esperar esse prazo entre as sessões para aplicar a vacina. Aqueles em planejamento cirúrgico devem aguardar alguns dias antes ou depois do procedimento. “É importante lembrar ainda que cada paciente é único e possui suas particularidades. Por isso, é fundamental conversar com o médico a respeito de qualquer necessidade específica”, orienta.

Assim como outras vacinas, como a da influenza, em princípio, não há contra-indicações à vacinação com imunizantes de vírus inativos, como a Coronavac, a pacientes oncológicos ou em tratamento ativo. No Brasil, os dois imunizantes disponíveis para vacinação não possuem parte ativa do SARS-CoV-2. A Coronavac é considerada de vírus não ativo, enquanto a ChAdOx1, vacina da Astra Zeneca em parceria com a Universidade de Oxford, utiliza um vetor viral (adenovírus) não replicante, ou seja, não é capaz de se replicar e, por essa razão, é considerada inativada também.

Fonte: Segs

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