Superação: Livro de jornalista revela vitória sobre o câncer

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/06/2022 - Data de atualização: 21/06/2022

2020 foi um ano de muitos desafios para todos nós. Diante de uma pandemia, o mundo inteiro compartilhou de um mis­to de angústia, medo, incertezas e es­peranças. E foi em meio a esse turbilhão de emoções que Sarah Rezende Oliveira se descobriu portadora de um câncer no sistema linfático. Aos 22 anos, a estudante de jornalismo se viu diante de uma nova e assustadora rotina, lutando pela vida distante das pessoas que amava. Mas foi nesse contexto que a jo­vem descobriu a beleza por trás de todas as adversidades. E é sobre isso que a jovem es­critora nos conta em seu livro de es­treia: “Em hospitais também nascem flores”.

“Tinha medo de frequentar o único lugar ao qual era obrigada a ir, o hospital. Em alguns dias eu mal conseguia me le­vantar da cama. O apego com o cabelo me deixava insegura e foi um dos maiores motivos do meu choro. Mas foi nesse cenário que tive aprendizados que mudaram minha percepção da vida. Por alguma razão, que eu não sei, precisei passar por tudo isso - e o melhor que podia fazer era tirar o máximo de aprendizados possível. São essas lições que eu coloco no livro e, acreditem, elas servem para qualquer um: todos possuímos desafios e olhar para eles de outra forma pode ajudar a enfrentá-los de forma mais leve”, revela.

Esse novo olhar começou a ser moldado logo após o fim do tratamento: “A princípio eu não me sentia confortável para contar sobre o que estava passando. Porém, logo que acabei o tratamento, comecei a contar o que vivi abertamente no meu Instagram (@sarahrezendeo), recebi mensagens de carinho e percebi a importância de compartilhar minha história. O câncer é assustador e existem muitos estereótipos relacionados à doença, mas se descoberto precocemente, na maioria dos casos, pode ser tratado e, até mesmo, curado. “O câncer não é uma sentença. Não devemos ter medo de descobri-lo, mas sim, de não descobrir e consequentemente não poder tratá-lo”.

Por que escrever?

O Linfoma de Hodgkin foi descoberto em 2020 – quando Sarah estava quase concluindo a sua graduação em jornalismo. Tragada por uma nova realidade imposta pelo tratamento, a universitária lafaietense resolveu abrir mão da pesquisa que já havia encaminhado e recomeçar do zero. “Eu já relatava em minhas redes sociais um pouco do que vivi, mas sentia necessidade de produzir algo mais completo e o livro me permitiu isso. Ouvir e ler relatos de pessoas que passaram por algo semelhante ao que eu passei me ajudou muito durante o tratamento. Então, achei que seria uma boa ideia fazer o mesmo para ajudar outras pessoas”.

Acostumada a grandes desafios, Sarah resolveu que não apenas revelaria a sua história, mas estaria presente em cada etapa dessa produção: “Achei que escrever sobre algo que vivi seria simples. Afinal, eu só teria que relatar minha vida. Mas relembrei momentos de muita dor e, por vezes, precisava dar pausas. Encarar minhas fragilidades e meus medos foi a parte mais difícil. Entretanto, foi muito importante e serviu como uma redescoberta pra mim e pude externalizar meus sentimentos. As outras etapas foram mais criativas e produzi-las me fazia ver o livro tomando forma, o que era muito gratificante. Ilustrar, definir o projeto gráfico, produzir a capa e diagramar me fazia sentir muito realizada”, conta.

A parte bruta, por assim dizer, foi feita em 3 meses, para evitar que a demora comprometesse a apresentação do TCC da estudante. Muito elogiado pela banca da Ufop, o trabalho foi aprovado com nota máxima e passou apenas por sutis aperfeiçoamentos para o lançamento, que já está marcado para as 15h do domingo, 3 de julho, na Casa de Cultura de Conselheiro Lafaiete – Solar do Barão do Suassuhy. A obra já pode ser adquirida na pré-venda, pelo WhatsApp (31) 9 9524-1157. “O custo do livro é de R$ 39,90, mas na pré-venda, ele sai por R$ 34,90, com direito a dedicatória e marca páginas exclusivo”, detalha a autora.

Sobre a autora

Sarah Rezende Oliveira nasceu em Lafaiete (MG), tem 24 anos e é formada em Jornalismo pela Ufop. Aos 22, descobriu um câncer e precisou pausar sua vida para se tratar. Foram 12 sessões de quimioterapia, muitas consultas médicas e exames. Em janeiro de 2021 a jovem finalizou o seu tratamento. Logo depois disso, precisou encarar suas obrigações novamente e viu a oportunidade de produzir seu próprio livro como projeto de TCC. Com o auxílio de seu Instagram pessoal, ela compartilha sua vivência, principalmente após o tratamento. Porém, sentiu a necessidade de abordar o assunto de maneira mais completa e o livro trouxe essa possibilidade. Seu intuito é tocar as pessoas por meio de sua experiência e mostrar que o diagnóstico pode ser visto como possibilidade de tratamento e, até mesmo, de cura.

"Em hospitais também nascem flores” não é um livro de autoajuda, e sim, o relato emocionante de uma jovem que descobriu e venceu um câncer em meio à pandemia. A autobiografia transita entre momentos de muita dor e também de muita alegria, em uma jornada de aprendizados que, enfim, a levam a florescer.  Além da publicação do livro, em 2022, iniciou seu projeto de ilustrações para levar carinho a pacientes oncológicos e, quem sabe, ressignificar essa etapa.

Em hospitais também nascem flores

Lançamento: 03/07/22
Mais informações: (31) 9 9524-1157 (WhatsApp)

Fonte: Correio Online






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