Sedentarismo aumenta chances de morte em pacientes que sobrevivem ao câncer

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 31/01/2022 - Data de atualização: 31/01/2022

Estudos experimentais mostraram que ficar sentado sem interrupções por longos períodos está associado à piora do metabolismo da glicose, além de propiciar um aumento da inflamação tecidual sistêmica.

Inversamente, esses fatores podem ser atenuados pela atividade física regular. Para examinar mais de perto os impactos das longas horas passadas sentadas e pouco exercício, os pesquisadores recorreram a uma amostra nacionalmente representativa da Pesquisa Nacional de Exames de Saúde e Nutrição do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos EUA (NHANES), que é realizado bienalmente desde 1999.

O NHANES coletou informações sobre câncer – incluindo tipo de câncer e idade no diagnóstico – durante entrevistas pessoais.

Os participantes foram questionados: "Você já foi informado por um médico ou outro profissional de saúde de que você tinha câncer ou malignidade de qualquer tipo?". Aqueles que responderam sim foram definidos como sobreviventes de câncer e foram questionados: "Que tipo de câncer era?" e "Quantos anos você tinha quando este câncer foi diagnosticado pela primeira vez?".

Os participantes relataram seu tempo total diário sentado e sua atividade física no lazer (AFL) por meio do Questionário de Atividade Física Global (GPAQ). Eles também foram questionados sobre atividades recreativas de intensidade moderada e vigorosa durante as entrevistas presenciais.

Os pesquisadores definiram LTPA como minutos de atividades recreativas de intensidade moderada mais o dobro dos minutos de atividades recreativas de intensidade vigorosa. Eles vincularam os dados do NHANES dos participantes aos dados de mortalidade do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde.

A análise foi baseada em dados de 1.535 sobreviventes de câncer; 57% relataram um LTPA de zero minuto por semana durante a semana anterior (grupo inativo); 16% relataram AFL inferior a 150 minutos por semana (grupo insuficientemente ativo); e 28% relataram LTPA de 150 minutos ou mais por semana (grupo ativo). Trinta e cinco por cento relataram ficar sentados por seis a oito horas por dia e 25% relataram ficar sentados por mais de oito horas por dia.

Durante o período de acompanhamento de até nove anos (mediana, 4,5 anos), 293 dos sobreviventes de câncer morreram, 114 por câncer, 41 por doenças cardíacas e 138 por outras causas. Na análise multivariada, os riscos de morte por todas as causas (taxa de risco, 0,34) e morte específica por câncer (HR, 0,32) foram significativamente menores em pessoas fisicamente ativas do que no grupo inativo.

Ficar sentado mais de oito horas por dia foi associado a riscos significativamente maiores de mortalidade por todas as causas (1,81 vez) e morte por câncer (2,27 vezes) em comparação com ficar sentado menos de quatro horas por dia.

Quando os pesquisadores analisaram os efeitos combinados do tempo sentado e da quantidade de atividade física, descobriram que os sobreviventes inativos e insuficientemente ativos que relataram ficar sentados mais de oito horas por dia tinham o maior risco de morrer por qualquer causa (5,38 vezes) e de câncer, especificamente (4,71 vezes).

As descobertas do presente estudo mostram que o efeito negativo de ficar sentado por muito tempo parece ser compensado pelo cumprimento das Diretrizes de Atividade Física para Americanos (150 minutos/semana de atividade física de lazer de intensidade moderada a vigorosa).

A questão crítica aqui é que quase três em cada quatro sobreviventes de câncer nos EUA não atendem às Diretrizes de Atividade Física. Esses dados significam que as diretrizes e intervenções precisam não apenas promover a atividade física, mas também incluir um foco na redução do tempo sedentário devido a diferentes técnicas de mudança de comportamento que podem ser necessárias.

O estudo destaca a importância de incorporar intervenções comportamentais destinadas a aumentar a atividade física no lazer e reduzir o tempo sentado diário em cuidados abrangentes de sobrevivência ao câncer.

O estudo aponta para a necessidade de se encontrarem as intervenções certas para modificar o comportamento em pacientes com câncer para promover um estilo de vida mais saudável e diminuir a chance de recorrência do câncer. Mas o foco em um estilo de vida saudável deve começar muito mais cedo na vida. É preciso ensinar as crianças a fazerem as escolhas certas – a serem ativas e manter uma dieta saudável.

Fonte: Estado de Minas 






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