Pesquisa de hospital gaúcho é a primeira do Brasil a receber Oscar da oncologia

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/06/2022 - Data de atualização: 06/06/2022

O oncologista do Hospital Moinhos de Vento Pedro Henrique Isaacsson Velho é o primeiro pesquisador que atua numa instituição brasileira a receber o tradicional prêmio The Career Development Award (CDA) da The Conquer Cancer Foundation da American Society of Clinical Oncology (ASCO). A honraria é considerada o Oscar da oncologia e reconhece os profissionais que mais se destacam em suas áreas com pesquisas desenvolvidas para melhorar o tratamento do paciente. O prêmio existe há 30 anos e nunca um hospital brasileiro havia figurado na lista com os trabalhos reconhecidos mundialmente.

O médico Pedro é o chefe do Instituto de Pesquisa Moinhos. O médico ressaltou que é muito gratificante saber que o estudo coordenado por ele, de uso de testosterona, combinado com a medicação Radium-223, em pacientes com câncer de próstata, estará ao lado de outras iniciativas, lideradas por instituições que são referência mundial. O jovem oncologista tem 36 anos e mais de 50 artigos científicos publicados.

“É o reconhecimento de que estamos fazendo pesquisas de ponta aqui no Hospital Moinhos de Vento. Nos juntamos às maiores e melhores instituições internacionais, sendo a primeira brasileira a receber o prêmio, o que nos dá muito orgulho. Temos toda a estrutura para proporcionar tratamentos de excelência aos nossos pacientes, comparáveis a de outros centros de pesquisa de renome mundial”, afirmou.

A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu na última sexta-feira, durante a ASCO Annual Meeting, considerado o maior e mais importante congresso de oncologia do mundo, em Chicago, nos Estados Unidos. Segundo a entidade organizadora, o evento reúne anualmente mais de 40 mil profissionais de todo o mundo. A premiação é de US$ 200 mil. Os recursos serão destinados ao Hospital Moinhos de Vento para serem investidos em projetos de pesquisa em câncer de próstata. Em 2019, o pesquisador brasileiro já havia recebido o prêmio Global Young Investigator, também da ASCO, pelo estudo clínico que avaliava o tratamento com imunoterapia em pacientes com câncer de próstata.

A pesquisa

O estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Moinhos conta com a parceria da Johns Hopkins Medicine International. O objetivo é avaliar a terapia androgênica bipolar, que consiste em altas doses de testosterona associada a uma medicação já aprovada para câncer de próstata, o Radium-223. Em junho, deve iniciar a fase de recrutamento de pacientes no Brasil e nos Estados Unidos. Ao todo, serão cerca de 50 pessoas diagnosticadas com câncer de próstata metastático resistente à castração. 

“É uma pesquisa muito promissora para pacientes com câncer de próstata. Podemos regredir o câncer e melhorar a qualidade de vida das pessoas, devolvendo e aumentando a testosterona dos pacientes e proporcionando menos efeitos adversos da hormonioterapia como fadiga, disfunção erétil, risco de fraturas, entre outros”, destacou.

Fonte: Correio do Povo






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