Não, ter um tumor cerebral não é uma sentença de morte

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 10/06/2022 - Data de atualização: 10/06/2022

Os sintomas de um tumor cerebral variam consoante o tamanho e a sua localização, mas , enquanto nas crianças são mais frequentes as náuseas, vómitos, letargia e aumento do perímetro cefálico, nos adultos dominam as dores de cabeça. “Apenas 1% das cefaleias está relacionado com sintomas de tumores cerebrais”, alerta o neurocirurgião do Hospital CUF Porto, de Portugal, Nuno Morais.

Trata-se de uma dor caracterizada por ser “pior de manhã, aliviada pelo vómito, piora com esforços e com a inclinação da cabeça para a frente.”

As pessoas devem estar atentas se as dores de cabeça fogem do padrão habitual, se se vão  agravando progressivamente ao longo do tempo, acrescidas de crises convulsivas (epilepsia), alterações da visão, como visão dupla, e diminuição da força muscular num dos lados do corpo, habitualmente, o lado contrário ao do tumor. Também podem surgir alterações do comportamento, do estado de consciência e da fala.

Ao longo da vida, qualquer pessoa pode vir a ter um tumor cerebral. No entanto, existem alguns fatores de risco associados ao seu aparecimento. A mais comum é a exposição à radiação, pessoas que foram submetidas a tratamentos de radioterapia por outros tumores, por exemplo, ou com profissões de risco que envolvam contacto próximo com radiação ou radiação atómica. Em situações mais raras, alguns tumores também estão associados a síndromes neurológicas.

Sabendo que existem cerca de 120 tipos de tumores cerebrais, com diferentes graus de gravidade, importa sublinhar que 70% dos tumores são benignos e 30% malignos. “Fator de esperança para quem recebe o diagnóstico”, nas palavras do neurocirurgião.

A primeira cirurgia documentada realizou-se em Londres, há mais de 130 anos, em 1884, com o objetivo de manter o doente vivo. A evolução seguinte consistia em o doente sobreviver 30 dias após a operação. Em meados do século XX, o sucesso da cirurgia era medido quando o doente ia para casa e só no final do século XX se começou a falar de qualidade de vida.

Hoje em dia, são muitos os tumores curados apenas com a cirurgia. Noutros, pode ser necessário fazer radioterapia ou quimioterapia, ou as duas. Também é possível viver com o tumor alojado no cérebro. 

“Existem casos benignos que, às vezes, pela sua localização, dimensões e quando detetados de forma precoce não requerem que se faça logo uma remoção imediata e pode-se ir vigiando regularmente através de uma Ressonância Magnética cerebral. Se crescer ou provocar outro tipo de sintomas avança-se para a cirurgia, que na maior parte dos tumores é o tratamento de primeira linha”, explica Nuno Morais.

Apesar de a tecnologia, nos últimos 20 anos, ter vindo a ser aperfeiçoada, permitindo a remoção segura, através de microscópio, com minimização do risco de sequelas neurológicas na convalescença e boa qualidade de vida, é sempre uma cirurgia delicada, daí a importância de um diagnóstico precoce.

Fonte: Visão Saúde






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