[MATÉRIA] Para proteger a pele do sol, um conjunto de atitudes

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2015 - Data de atualização: 15/09/2015

Que atire a primeira pedra quem tem mais de 20 anos de idade e nunca ficou ardido e cheio de bolhas depois de um dia de praia ou teve a pele descascada ao final de uma temporada de sol de mar.

Pois é... Nariz vermelhinho, pele ardida e costas descascando já foram sinônimos mais que comuns do verão brasileiro, e até sinais de que as férias foram proveitosas!

No entanto, já faz mais de uma década que informações e campanhas bem construídas passaram a chamar a atenção sobre os riscos da exposição desprotegida ao sol, deixando todo mundo muito mais atento sobre os cuidados necessários para não ‘morrer na praia’, com as dores de uma queimadura e as potenciais doenças futuras na pele, como as queratoses e o câncer.

Saiba mais sobre o câncer de pele

"Hoje é muito difícil uma pessoa buscar um dermatologista por causa de uma queimadura de sol. De forma geral, indivíduos não se colocam mais nessa situação”, diz o coordenador do Programa Nacional do Controle do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Marcus Maia.

Protegendo-se Corretamente

De fato, o protetor solar, o boné e o guarda-sol hoje fazem parte da bolsa de praia e piscina do brasileiro, mas ainda assim a grande maioria das pessoas não se protege corretamente.

Você sabe como blindar a pele dos riscos do verão tropical?

O protetor - O mise-en-scène da proteção eficiente começa com o uso correto do protetor solar. Usá-lo adequadamente, segundo o dermatologista, significa aplicar 2 ml do produto por cm2 de pele, reaplicando-o todas as vezes que sair da água.

Sim. Isso é muito (muito) protetor solar. Uma pessoa pesando 70 kg e medindo 1,70 m tem 181 cm2 de pele e, portanto, para obter a proteção total indicada na embalagem do filtro solar, precisa aplicar 360 ml do produto, ou três ‘tubinhos’ do creme!

E há alguém que faça isso?

Considerando-se o alto custo dos protetores solares e a assiduidade necessária para a real proteção, pouquíssimos devem fazer uso. Pesquisas indicam que um usuário comum aplique entre 0,5 a 0,7 ml de protetor solar.

"Isso quer dizer que se o indivíduo tem um protetor de fator 60, mas aplica 0,5 mil do produto, atingirá um quarto da proteção indicada. Isso não significa que as pessoas são relapsas com os cuidados à pele. Mas é, realmente, muito difícil atingir a proteção ideal apenas com o uso do protetor solar”.

Você sabia?

O Índice Ultravioleta (IUV) é uma medida da intensidade da radiação UV incidente sobre a superfície da terra, relevante aos efeitos soujhbre a pele humana. O IUV representa o valor máximo diário da radiação ultravioleta; isto quer dizer que o período referente ao meio-dia solar, é o de máxima intensidade de radiação sobre a terra.

De forma geral, os filtros solares das mais diferentes marcas protegem contra a radiação UVA e UVB. Mesmo que aplicando de forma inadequada, garante-se ‘um pouco’ da proteção contra os raios UVB, que causam o ardor na pele. No entanto, a aplicação errada do filtro solar ocasiona a perda da proteção contra a radiação UVA, o principal responsável pelas alterações celulares que predispõe ao câncer de pele.

Conjunto de atitudes - O dermatologista afirma que a exposição cuidadosa da pele ao sol significa um "conjunto de atitudes”, que passa pelo horário (Até às 10h e após as 16h), o uso de chapéus e bonés, o guarda-sol e o filtro solar. Mais importante ainda, frisa o médico, é que a pessoa conheça a sua pele e os seus riscos a queimaduras e, consequentemente, as doenças decorrentes.

"Uma pessoa com a pele clara, os olhos e cabelos claros, com sardas e pintas, certamente tem mais riscos de sofrer queimaduras. Então, por que abusar?”, finaliza.

Saiba mais: Exagerou no sol? Está ardendo? Saiba como minimizar os efeitos das queimaduras de sol.






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