Estudo revela terapia menos agressiva a pacientes com câncer cervical

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/08/2021 - Data de atualização: 16/08/2021

Pesquisadores da Southern Methodist University, no Texas, descobriram uma maneira de tornar a quimioterapia mais letal para as células do câncer cervical – tumor induzido por HPV que afeta o colo do útero – e, ao mesmo tempo, menos danosa às células normais do corpo. Para isso, eles desenvolveram um medicamento capaz de atingir especificamente a proteína p53, gene que sensibiliza as células cancerosas aos quimioterápicos. Os resultados indicam que é possível ministrar a terapia antitumoral a uma dose mais baixa e reduzir a incidência de efeitos colaterais.

Segundo a Medical Xpress, os quimioterápicos podem desencadear efeitos graves nos pacientes em tratamento de câncer, incluindo toxicidades hepáticas e renais. Isso acontece porque esses medicamentos atuam indiscriminadamente nas células do corpo, ou seja, são efetivos contra os tumores, mas atingem também as células saudáveis, o que gera inúmeros efeitos colaterais. Para amenizar as consequências adversas, outros medicamentos são adicionados junto a quimioterapia, variando conforme as particularidades.

Em um recente estudo, pesquisadores norte-americanos descobriram uma maneira mais generalizada de diminuir as adversidades para os pacientes de câncer cervical induzido pelo HPV. Por meio de experimentos, eles observaram que a inibição das funções do gene p53, uma proteína que controla o ciclo celular, poderia sensibilizar as células cancerosas à ação dos quimioterápicos, facilitando sua destruição.

Os cientistas da SMU explicam que a proteína p53 é uma partícula antioxidante comum a todas as células do corpo. Ela é induzida por estresse e desempenha o papel de eliminar os efeitos tóxicos da superprodução de moléculas instáveis no ciclo celular.

As células cancerosas crescem em um ritmo muito mais rápido do que as células normais e tendem a produzir subprodutos mais tóxicos, logo, precisam elevar os níveis da proteína p53 para continuar a proliferar e se espalhar. Assim, o gene é altamente expresso na maioria dos tumores mais letais, como leucemia, câncer de pulmão e, evidentemente, o câncer cervical induzido pelo HPV. 

A partir dessa observação, os pesquisadores conseguiram demonstrar que o esgotamento da proteína p53 poderia remover a proteção das células cancerosas e resultar em altos níveis de toxicidade para as mesmas. Danos que são aumentados pelos medicamentos de quimioterapia.

Verificou-se, então, que as células de câncer cervical induzidas por HPV são altamente dependentes das funções antioxidantes do gene p53, o que as torna um alvo medicamentoso. Vale lembrar que apesar da proteína também atuar pela segurança das células saudáveis, essas não a possuem em grande quantidade, portanto, não são tão dependentes como as células tumorais.

Os resultados indicam ainda que, devido a alta concentração de proteína p53 nas células cerosas, uma dose baixa de quimioterápicos seria suficiente para prejudicá-las com eficiência, enquanto que essa dose mínima manteria as células saudáveis preservadas.

À vista disso, os autores do estudo conseguiram desenvolver um medicamento específico para limitar a atuação do gene em questão e ampliar as abordagens para o tratamento do câncer cervical induzido pelo HPV. Além, é claro, de trazer informações precisas a serem adaptadas por pesquisas futuras.

Fonte: Olhar Digital 






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