Cientistas descobrem forma de identificar câncer de pulmão mais cedo

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/05/2022 - Data de atualização: 19/05/2022

O diagnóstico do câncer de pulmão acaba de ganhar uma facilidade que pode salvar a vida de muitas pessoas. Pesquisadores do Abramson Cancer Center, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de identificar o câncer de pulmão mais cedo, ainda no nível celular, em tempo real durante uma biópsia. Isso significa que células cancerígenas microscópicas que antes não eram visíveis em um exame comum, se tornam possíveis de identificar, evitando que elas cresçam e oferecendo uma promessa de detecção mais confiável.

“A busca para diagnosticar o câncer de pulmão em estágios iniciais é uma peça central de nossa pesquisa, já que a detecção precoce está intimamente ligada às chances de sucesso do tratamento”, afirmou Sunil Singhal, médico na Penn Medicine, chefe da divisão de cirurgia torácica e responsável pela pesquisa. A detecção é realizada por meio de um agente de imagem, que utiliza tecnologia guiada durante biópsias em tempo real e pode, efetivamente, iluminar células cancerígenas. Geralmente essas células são muito pequenas para serem detectadas usando a tecnologia já existente.

A pesquisa, publicada na terça-feira (17/5) no periódico científico Nature Communications, apontou que cinco avaliadores não especialistas conseguiram diagnosticar, em 20 amostras humana analisadas, as biópsias de tecidos malignos ou não malignos com 96% de precisão, sem a existência de falsos negativos.

“Esta pesquisa ilumina a possibilidade de identificar e diagnosticar com mais precisão lesões que podem ser cancerígenas, mesmo aquelas que são muito pequenas e podem escapar de nossas capacidades típicas de diagnóstico”, explicou Singhal, em publicação feita no site EurekAlert.

O processo para descobrir o novo exame

A equipe de pesquisadores, chefiada por Sunil Singhal, examinaram células cancerosas humanas de pacientes que tinham histórico de tabagismo. Eles pegaram esses tecidos e os cultivaram em laboratório, junto com células normais, para ver quão pequena uma quantidade de células poderia ser detectada.

Em seguida, com a ajuda da pafolacianina, que é um agente de imagem óptico investigacional, emparelhada com uma plataforma de imagem baseada em sonda e agulha, o Cellvizio, os cientistas descobriram que a integração das tecnologias permite a detecção do câncer no nível celular. Para chegar à conclusão, eles utilizaram diversos modelos pré-clínicos: de pequenos animais e tecido humano de pacientes submetidos à cirurgia para câncer de pulmão como parte de um ensaio clínico em andamento.

Essa nova tecnologia combinada foi intitulada pelos estudiosos que a descobriram como NIR-nCLE, uma vez que une o rastreador de infravermelho próximo (NIR) direcionado ao câncer com um sistema de endomicroscopia confocal a laser (nCLE) baseado em agulha, o qual é modificado para detectar o sinal NIR.

Fonte: Correio Braziliense 






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