Câncer de mama é motivo de separação entre casais

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/10/2014 - Data de atualização: 28/10/2014

Apesar do apoio dos companheiros ser fundamental para manter a autoestima e reduzir os impactos do tratamento nas pacientes com câncer de mama, muitos acabam não suportando o baque. Uma pesquisa realizada em 2012 pelo Instituto Avon e Data Popular constatou isso. O levantamento, que ouviu mais de 1,7 mil pessoas em todo o Brasil, apontou que 38% dos homens entrevistados acreditam que o diagnóstico de câncer de mama pode terminar com um relacionamento. A pesquisa também apontou que 75% deles afirmaram que a doença acaba com a vaidade de qualquer mulher. 

Luciana Holtz, psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, ilustra o tema com um exemplo. Em uma reunião com 15 pacientes, três haviam sido deixadas pelo marido.

— Não temos como julgar, mas infelizmente ainda é comum relacionamentos desfeitos a partir do diagnóstico — diz.

Luciana defende que o apoio dos companheiros e familiares é prioritário para o tratamento.

— É uma doença social que tem um impacto na família toda. A paciente estará passando por uma série de mudanças e adaptações, e não é só na vida dela. O papel da família é estar informada e também conectada com os reais problemas para que a paciente passe por esse momento da maneira menos dolorida possível — afirma a especialista. 

Parceiros são importantes para recuperar a autoestima

O câncer de mama, que só em Santa Catarina deve atingir 57,43 casos a cada 100 mil mulheres em 2014, também afeta a sexualidade do casal. Em um trabalho de conclusão de curso em Enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as acadêmicas Ana Gabriela Laverde e Natália Sebold, sob orientação de Luciana Martins da Rosa, entrevistaram 10 mulheres que passaram por mastectomia para identificar as estratégias usadas para lidar com a sexualidade após o diagnóstico.

— O apoio do companheiro no enfrentamento da doença é fundamental. Esses companheiros ajudaram a reconhecer que a mutilação é física e parcial — diz Luciana, doutora em Enfermagem. 

É importante cada mulher descobrir  com o parceiro os caminhos para recuperar a sexualidade. Lingeries e lubrificantes são algumas das estratégias apontadas pelas entrevistadas na pesquisa. Luciana trabalhou 20 anos no Cepon e afirma que é importante o companheiro entender as fases da doença. No período do diagnóstico e do início do tratamento, a mulher fica muito abalada psicologicamente o que compromete o interesse sexual. O tratamento quimioterápico altera os hormônios, o que também influencia. 

— Passando essa fase, ela começa a se reencontrar como pessoa, e é um processo de reconhecimento do novo corpo, das novas vivências — afirma.

Matéria publicada em Diário Catarinense em 25/10/2014.





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