[ARTIGO] Vacina do HPV no SUS: Uma urgência da saúde pública no Brasil

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2015 - Data de atualização: 15/09/2015

O Ministério da Saúde por vezes declarou que a incorporação da vacina do HPV no SUS estaria próxima de acontecer, e a notícia foi sempre recebida com muita expectativa.

Por quê?

O Vírus do Papiloma Humano, que infecta cerca de 75% da população mundial ao longo da vida, através do contato sexual (Organização Mundial da Saúde), é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero (segunda neoplasia mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama), além de ser o causador de cânceres de ânus, vagina, pênis e cavidade oral.

Incluir a vacina do HPV no Programa Nacional de Imunizações (PNI) é sem dúvidas uma importante intervenção em saúde pública, e que, a longo prazo, repercutirá em economia e redirecionamento de recursos no Sistema Único de Saúde (SUS), minimizando-se gastos com tratamentos para os cânceres relacionados ao vírus.

O Brasil foi um dos países pioneiros na aprovação da vacina em território nacional (aprovação pela ANVISA, atestando eficácia e segurança da medicação), nas versões bivalente e quadrivalente, ‘passando na frente’ de muitos dos 150 países em que ela é hoje disponibilizada. Mas enquanto mais de 40 países já a fornecem em seus sistemas de saúde pública, por aqui, ainda se ‘esbarra’ nos critérios da implementação.

Leia a notícia: Vacina contra o HPV passa a ser indicada para o câncer anal

Em entrevista concedida à rádio CBN em junho de 2012, a Presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, Rosana Richtmann, que faz parte do Comitê Técnico do Ministério da Saúde para a definição das vacinas que integram o PNI, afirmou que o Ministério já ‘enxergou’ a boa relação entre o custo e benefício da vacina do HPV, no entanto, definições com relação à logística de distribuição, à forma de compra do produto e às estratégias de sensibilização para adesão da vacina (que é ministrada em 3 doses), exigiriam um amplo e rigoroso estudo.

De fato, em um país com dimensões continentais e com tantas particularidades culturais, sociais e religiosas, a implementação e adesão populacional à vacina representam um grande desafio. Mas vale salientar que programas de imunização já realizados no Brasil foram de grande sucesso, apontando para a boa receptividade dos cidadãos a essa estratégia de prevenção de doenças.

As ações de vacinação já realizadas no Brasil contribuíram de forma significativa para manter a erradicação do ciclo urbano de febre amarela e da erradicação da varíola no país, por exemplo. Outro resultado de destaque é a ausência de registros da paralisia infantil e do sarampo por 22 e 10 anos, respectivamente. (Fonte: Ministério da Saúde).

A vacinação é a forma mais eficaz de evitar diversas doenças imunopreveníveis. Embora esse não seja o caso do câncer, a vacina em questão poderá eliminar o principal fator de risco da neoplasia de colo do útero, o vírus do papiloma humano. Com isso, a sua incorporação deve ser analisada em caráter de extrema urgência pela instância competente no Ministério da Saúde.






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