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  • Leco -
    Pela segunda vez órfã de pai. Uma doença que nem sabemos exatamente quando e onde começou e que há pelo menos dois anos estava levando meu amado sogro em silêncio. Descobrimos num dia e no outro ele se foi.
Exatamente no dia 10.12 quando completava 15 anos do meu noivado e que ele colocou aliança em minha mão, sabia que a vida estava me dando uma segunda chance em ter uma figura paternal, já que antes dos meus dois anos de vida meu pai faleceu. Desde o dia que fui apresentada como namorada pelo seu filho (atualmente meu esposo há 14 anos), fui tratada como filha. Não tenho uma memória triste com meu sogro. Tive a chance de comemorar a data que me fazia chorar toda minha infância, "o dia dos pais". Nunca deixei passar em branco e sempre queria ele na minha casa, em seu aniversário todos faziam questão de estar com ele. Ele não foi um homem fácil para sua família ( esposa e 4 filhos), pois quase todos os seus anos foram entregues ao vício da bebida e tabagismo. No dia do seu sepultamento estava completando 3 anos da sua decisão de internar e graças a Deus voltou curado. Devido a esse passado, e não acuso e nem culpo ninguém, os demais filhos não faziam questão das datas que citei. Então todas eram comemoradas com alegria por mim. Dói e muito. Estou devastada, destruída. Esse 2020 está cruel, como meu sogro sempre dizia. Me levou o tio que mais éramos ligados tbm de CA em fevereiro e agora perdi meu sogrinho de forma rápida e implacável. Tudo inesperado. Como precisamos do isolamento por conta da covid19, não teve dia dos pais presencial. Mas prometi de estarmos juntos no niver de forma cuidadosa. E ele se foi faltando 12 dias para essa data. Hoje lavamos suas roupas, utensílios domésticos para doar. Me senti perto dele, lembrando os 3 anos incríveis para todos os filhos e netos que tivemos após abandonar o vício da bebida. Sou Enfermeira e supervisora de estágios em hospitais para futuros enfermeiros e técnicos, com meus alunos acompanho de perto a dor do paciente e familiares em diversas patologias. Acredito em Deus e na sua perfeição, apesar de toda a dor da ausência e da saudade, fomos poupados de ver seu sofrimento lutando sem saber se venceria. Talvez as incríveis lembranças que todos temos de viagens, festas, trabalhos e reparos nas casas não teríamos pois íamos poupar ele ou os tratamentos tirariam suas forças. Eu cuidei muito dele em vida, das gripes fortes, suas roupas sujas por conta do vício ficar largado, nunca foi um peso e na minha mente e expectativa de vida estava preparada para cuidar dele na sua velhice. Ele se foi com 64 anos, forte e apenas queixando de dor nas costas, tratada como se fosse cristais nos rins por 13 dias, 14 descobriu massas em diversas regiões do corpo e 15 deixou a todos. Mesmo acabada, eu e meu esposo trocamos ele pela última vez. Tá complicado assimilar ainda. Até porque logo chegará o dia do seu aniversário e as festas de finais de ano, as viagens que combinamos, os planos que ainda tínhamos, tanta coisa ficou pendente. Sou grata pela liberdade de vivermos nos apoiando, o amor e o cuidado um com o outro nunca ficou pendente. Não diminui a dor e nem me faz querer que fosse só um sonho ruim, mas as boas lembranças confortam de alguma forma. A lição que aprendemos que o dia da nossa partida é certa, pode fazer exames preventivos ou não, saber com antecipação o diagnóstico ou repentino. Mas importante é aproveitar os momentos e sempre se despedir com palavras amáveis, poderão ser as últimas. Preparados nunca estaremos para dizer adeus para quem amamos. Amei, disse. Fui amada e ouvi do meu sogro esse amor. Sentirei saudades eternas do meu amigo para qualquer hora, fáceis ou não. Ele dizia "neguinha" é só chamar que tô aqui, chego rapidinho. Chama mesmo. Agora não mais... Te amo meu sogro pra sempre. 🖤♾️Mais um pedaço de mim que se foi...💔😭 Tá muito cruel...


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