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  • Kelly Mendes - Câncer de Mama
    O que essa doença me ensinou? Aproveite, viva intensamente, beije seus filhos, abrace a quem você ama, procure fazer o seu melhor, mesmo que ninguém se importe, dê o que você tem de melhor para oferecer para as pessoas.
Olá. Eu sou irmã de uma paciente, não a paciente, eu digo isso por que durante todo o tratamento, uma coisa que percebi é que essa doença foi mutilando a minha irmã aos poucos, o medo, o estigma de "paciente", o cabelo que cai, as dores, a quimio e todo o resto, aos poucos essa doença vai tirando a humanidade da pessoa, ela deixa de ser alguém e se torna uma "paciente". Ela continua mutilando a pessoa, vai tirando tudo aos pouquinhos: o tato, o paladar, a visão, o olfato... Até que tira a vida. Desculpe se o meu depoimento não é daqueles que as pessoas costumam fazer, falando em esperança, força, fé. Eu tive tudo isso: chorei, orei, fiquei com raiva. Mas chega um momento em que você olha no olho da pessoa e vê que não vai dar mais, e por mais que você tente esticar um pouquinho o seu tempo com ela vai acabar. O que me conforta um pouco é saber que a dor acabou, o sofrimento acabou, a humilhação acabou, o câncer acabou. Agora ela é uma lembrança. Uma lembrança que eu tenho toda vez que toca o telefone e não é ela, toda vez que eu faço alguma coisa que ela gostava de comer e ela não está mais aqui pra poder saborear comigo ou quando toca a campainha e eu saio correndo e no meio do caminho lembro que ela não vai mais vir me visitar. A dor agora é minha, ela já não sofre mais e isso é o meu conforto. Saber que ela não está mais presa àquela cama de hospital, sem poder se levantar, tendo que aceitar tudo as picadas sem fim, a comida que não queria, as rádio, as quimio que já não resolviam de nada, apenas prolongavam o sofrimento, tão frágil e indefesa. Agora o sofrimento acabou. Eu sei que não tinha mais jeito, ela fez escolhas que acabaram por complicar a situação, mas isso não vem ao caso agora. O pior é o sentimento de não poder fazer nada, de ver o fim chegando e não poder fazer nada. Isso é o que mais me entristeceu durante toda a doença, foram 7 anos de luta e, quando pensamos que tinha acabado, que tínhamos vencido essa doença maldita, pronto: um exame e toda a esperança foi embora. A gente sabia que dessa vez não ia mais ter jeito, agora cada momento era importante, cada sorriso, cada lágrima, cada abraço, cada minuto de bate papo, tudo passou a ter um significado diferente. O que essa doença me ensinou? Aproveite, viva intensamente, beije seus filhos, abrace a quem você ama, procure fazer o seu melhor, mesmo que ninguém se importe, dê o que você tem de melhor para oferecer para as pessoas, para que no dia em que se tornar uma lembrança, essa lembrança seja feliz. É isso. Esqueci de dizer, minha irmã tinha 37 anos e dois bebês, um menino de três anos e uma menina de 1 ano. Obrigada.


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