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  • Carol - Câncer de Via Biliar
    Uma doença inesperada levou um pedaço da nossa família.

Foram 17 meses desde o dia de um desconforto abdominal com coceira discreta que em horas virou uma icterícia obstrutiva até a partida do meu maior amigo. 

Ainda é difícil de acreditar que não vou mais tocá-lo e nem ouvir a sua voz. Meu pai foi muito forte durante todo esse período, mas não o suficiente para não afundar em um estado de depressão extrema.


Ele, que sempre foi muito alegre, engraçado e tinha sua gargalhada como uma marca registrada, passou de um homem alto, forte e robusto para um senhor debilitado, fraco, triste.


Não vivemos nosso verdadeiro luto depois da sua partida, mas sim a cada exame não conclusivo, cada kg que ele perdia, cada suspeita levantada, cada conversa em porta de centro cirúrgico, cada espera por procedimentos anestésicos e resultados de exames.


Nunca tivemos tantas notícias ruins em tão pouco espaço de tempo. Quando finalmente surgiu uma opção cirúrgica para ressecar o tumor ela era extremamente arriscada e meu pai estava disposto a passar pelo risco, porém ao abri-lo os médicos viram que a doença já estava avançada e não seria possível manter o primeiro plano, optando por uma cirurgia que hoje em dia, lendo os prontuários sei que era somente paliativo, embora eles não dissessem com todas as letras. 


Para nossa surpresa a biópsia do material retirado nessa cirurgia deu negativo para malignidade. Meu pai estava curado! Era um milagre depois de tudo que ouvimos dos médicos. Mas o CA 19.9 sempre aumentando e meu pai não melhorando não nos deixava relaxar. 


Passado alguns meses a trombose na veia aorta e a ascite, logo após edema de membros inferiores levaram por terra qualquer esperança que aquela biópsia negativa pudesse nos dar. 


Desenganado pela medicina tradicional, ainda tentamos tratamentos alternativos. Após uma primeira sessão de quimioterapia ele sofreu demais com os efeitos colaterais. Depois, já fraco e encaminhado para cuidados paliativos, não teve mais condições de passar por outras sessões. Enfim, a metástase peritoneal acabou com nossos sonhos. Meu pai dizia viver um pesadelo e sofria em nos ver sofrer por ele. 


Se há alguma coisa boa em passar por isso, diria que é a possibilidade de nos prepararmos para viver sem aquela pessoa tão querida, aprendermos a conviver com a sua ausência. É claro que dói demais quando enfim ela sucumbe à doença, mas o que nos conforta é saber que o sofrimento acabou e que agora, com fé em Deus, ela repousa sobre Seus braços. 


E na madrugada de seis de março de 2021 ele acordou passando mal para enfim terminar seu martírio. Ainda o levamos correndo ao pronto socorro mas já chegou em parada cardíaca. 


Pai, nunca vou esquecer de você! Agradeço a Deus por ter sido sua filha e desfrutado da sua proteção, cuidado, carinho e parceria. Ainda tá difícil de acreditar! Te amo!




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