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Vivendo com o Câncer de Colo do Útero

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 30/10/2014 - Data de atualização: 11/02/2020


Para algumas mulheres com câncer de colo do útero, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar a seu fim pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que a mulher se sente aliviada com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria das mulheres que tiveram câncer de colo do útero.

Em outras pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente. Essas pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle. Entretanto, viver com câncer é diferente de viver após o câncer, pode ser difícil e muito estressante.

Cuidados no acompanhamento

Quando o tratamento termina, os médicos irão acompanhá-la de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de seguimento. Nestas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá solicitar alguns exames de laboratório ou de imagens para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Quase todos os tratamentos contra o câncer podem apresentar efeitos colaterais. Alguns podem durar apenas alguns dias ou semanas, mas outros podem durar mais tempo. Alguns efeitos colaterais podem não aparecer até anos após o término do tratamento. Suas visitas ao médico é o para fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você perceba ou ainda preocupações que você tiver.

É importante informar ao seu médico sobre quaisquer novos sintomas ou problemas, pois eles podem ser provocados ​​pelo retorno do câncer, por uma nova doença ou por um segundo câncer.

Acompanhamento clínico

Em mulheres sem sinais de câncer remanescentes da doença, muitos médicos recomendam visitas de acompanhamento, que podem incluir exames de imagem e de laboratório, exame físico a cada 3 a 6 meses nos primeiros 2 anos após o tratamento, depois a cada 6 meses e assim pelos próximos anos. As mulheres tratadas contra o câncer em estágio inicial podem precisar de exames com menos frequência.

A maioria dos médicos recomenda que as mulheres tratadas contra o câncer de colo do útero continuem fazendo exames de Papanicolaou regularmente, independente de como foram tratadas (cirurgia ou radioterapia). Embora as células para um exame de Papanicolaou sejam normalmente retiradas do colo do útero, se a mulher não tiver mais colo do útero (devido a tratamentos anteriores como traquelectomia ou histerectomia), as células serão retiradas da parte superior da vagina.

Exames de imagem

Os exames de imagem podem ser solicitados pelo seu médico se existirem sinais ou sintomas de uma possível recidiva da doença.

Registros médicos

Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e tratamento do câncer de colo do útero, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem a seu alcance, informações como:

  • Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
  • Cópia do relatório de alta hospitalar.
  • Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
  • Cópia do relatório quimioterápico, terapia alvo e imunoterápico, incluindo medicamentos utilizados, doses, e tempo do tratamento.
  • Exames de imagem.

O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você!

Como diminuir o risco do câncer progredir ou recidivar?

Se você tem (ou teve) câncer de colo do útero, provavelmente deseja saber se há algo que possa fazer para diminuir o risco da recidiva, como se exercitar ou ter uma alimentação saudável. Infelizmente, ainda não está claro se existem coisas que você pode fazer que ajudarão, mas se sabe que isso ajudará a melhorar seu estado geral de saúde, além de reduzir a chance de desenvolver outros tipos de câncer.

Sabe-se que fumar aumenta o risco de câncer de colo do útero. Embora não esteja claro se o tabagismo possa afetar o crescimento ou a recidiva do câncer de colo do útero, ainda assim é importante parar de fumar para diminuir o risco de contrair outro tipo de câncer relacionado ao tabagismo. Não fumar também pode ajudar a tolerar melhor a quimioterapia e a radioterapia e a diminuir os danos às células do colo do útero.

É importante adotar comportamentos saudáveis, como não fumar, praticar atividade física regular e manter um peso saudável. Sabe-se que esses tipos de alterações podem ter efeitos positivos na sua saúde, que podem ajudá-lo a reduzir o risco da recidiva e a protegê-lo de outros problemas de saúde.

Suplementos dietéticos

Até o momento, nenhum suplemento dietético, incluindo vitaminas, minerais e produtos à base de plantas, mostrou diminuir o risco da progressão ou recidiva do câncer de colo do útero. Isso não significa que nenhum suplemento ajudará, mas é importante saber que nenhum suplemento é eficaz.

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com seu médico, para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

E se o câncer voltar?

Se o câncer recidivar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão da localização da recidiva, de quais tratamentos já foram realizados e de seu estado de saúde geral. Algumas opções são a cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo, imunoterapia ou uma combinação desses tratamentos. Outros tipos de tratamento também podem ser feitos ​​para aliviar os sintomas da doença.

Suporte emocional

Algo que ajuda muito a paciente com câncer de colo do útero a enfrentar a doença é o apoio e a força que ela recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinha, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Risco de um segundo câncer após o tratamento

As pacientes que tiveram câncer de colo do útero podem ser acometidas por uma série de problemas de saúde, mas muitas vezes a sua maior preocupação é enfrentar o câncer novamente. Se o câncer volta após o tratamento é chamado de recidiva. Mas algumas pacientes podem desenvolver um novo câncer, o que é denominado de segundo câncer primário.

Infelizmente, ter sido tratada contra o câncer de colo do útero não significa que você não pode ter um novo câncer. Na verdade, as mulheres que tiveram câncer de colo do útero podem ter os mesmos tipos de câncer que outras mulheres, mas têm um risco aumentado para:

  • Câncer de boca e orofaringe.
  • Câncer de laringe.
  • Câncer de ânus.
  • Leucemia mieloide aguda (LMA).
  • Câncer de vulva.
  • Câncer de vagina.
  • Câncer de pulmão.
  • Câncer de bexiga.
  • Câncer de estômago.
  • Cancer colorretal.
  • Câncer de pâncreas.

Muitos desses cânceres estão relacionados ao tabagismo e/ou a infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV), que também estão fortemente relacionados ao câncer de colo do útero.

Os riscos de leucemia mieloide aguda (LMA) e dos cânceres de reto, bexiga e osso parecem estar relacionados com a radioterapia.

Posso diminuir o risco de ter um segundo câncer?

Existem medidas que você pode tomar para reduzir o risco e permanecer o mais saudável possível. Por exemplo, as mulheres que tiveram câncer de colo do útero devem evitar o tabagismo. Fumar pode aumentar ainda mais o risco de alguns tipos de câncer que são mais comuns após o câncer de colo do útero.

Para ajudar a manter a boa saúde, as pacientes que tiveram câncer de colo do útero também devem:

  • Atingir e manter um peso saudável.
  • Adotar um estilo de vida fisicamente ativo.
  • Consumir uma dieta saudável, com ênfase em alimentos de origem vegetal.
  • Evitar ou limitar o consumo de álcool a uma dose por dia.

Essas ações também podem reduzir o risco de outros problemas de saúde.

Fonte: American Cancer Society (03/01/2020)

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