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Vivendo com o Câncer de Esôfago

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/05/2015 - Data de atualização: 26/11/2020


Para alguns pacientes com câncer de esôfago, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do mesmo pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes que tiveram câncer de esôfago.

Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer por completo. Esses pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle. A vida após o câncer significa voltar a realizar suas atividades e também fazer novas escolhas.

Cuidados no acompanhamento

Quando o tratamento terminar, os médicos irão acompanhá-lo de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagem para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Quase todos os tratamentos contra o câncer podem apresentar efeitos colaterais. Alguns podem durar apenas alguns dias ou semanas, mas outros podem durar mais tempo. Alguns efeitos colaterais podem aparecer até anos após o término do tratamento. Suas visitas ao médico são um bom momento para fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você perceba ou preocupações que você possa apresentar.

Para todos os pacientes com câncer de esôfago que já terminaram o tratamento, é importante informar aos seus médicos sobre quaisquer novos sintomas ou problemas, pois eles podem ser provocados ​​pela recidiva do câncer, por uma nova doença ou por um segundo câncer.

Acompanhamento clínico

Em pessoas sem sinais remanescentes de câncer, muitos médicos recomendam consultas de acompanhamento e exames de laboratório e de imagem a cada 3 a 6 meses nos primeiros 2 anos após o tratamento, depois esse intervalo pode ser alterado para 6 a 12 meses nos próximos 3 anos, e a seguir as consultas passam a ser anuais.

Registros médicos

Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e tratamento do câncer de esôfago, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem a seu alcance, informações como:

  • Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
  • Cópia do relatório de alta hospitalar.
  • Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
  • Cópia do relatório quimioterápico, terapia-alvo e imunoterapia, incluindo medicamentos utilizados, doses, e tempo do tratamento.
  • Exames de imagem.

O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você!

Deglutição, nutrição e dor

O câncer do esôfago muitas vezes provoca dificuldade para engolir, acarretando perda de peso e fraqueza devido à má alimentação. Consulte um nutricionista, que o orientará quanto aos suplementos nutricionais e informações sobre suas necessidades nutricionais.

Existem várias formas de controlar a dor causada pelo câncer do esôfago. Nesse caso seu médico deverá ser informado de imediato para o manejo efetivo da dor.

Como diminuir o risco do câncer progredir ou recidivar?

A maioria das pessoas querem saber se mudanças específicas no estilo de vida podem reduzir o risco do câncer de esôfago continuar em progressão ou recidivar, como a prática de atividades físicas, manter uma alimentação saudável ou tomar suplementos nutricionais.

O tabagismo e alcoolismo estão claramente relacionados com o câncer de esôfago. Embora não esteja claro se fumar reduz o risco da recidiva ou progressão da doença, ainda assim é muito importante parar. Parar de fumar reduz sua chance de desenvolver novos tipos de câncer. Deixar de fumar também melhora o apetite e a tolerância a tratamentos, como quimioterapia e radioterapia.

Adotar comportamentos saudáveis, como comer bem, praticar atividade física regular e manter um peso saudável também podem ajudar, mas não existe uma certeza. No entanto, sabe-se que esses tipos de ações podem ter efeitos positivos sobre a saúde que podem se estender além do seu risco de câncer de esôfago.

Suplementos dietéticos

Até o momento, nenhum suplemento dietético, incluindo vitaminas, minerais e produtos à base de plantas, mostrou diminuir o risco da progressão ou recidiva do câncer de esôfago. Isso não significa que nenhum suplemento ajudará, mas é importante saber que nenhum suplemento é eficaz.

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com seu médico, para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

Se o câncer voltar?

Se o câncer recidivar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão da localização da recidiva, de quais tratamentos já foram realizados e de seu estado geral de saúde. Algumas de suas opções de tratamento são cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo, imunoterapia ou alguma combinação terapêutica.

Suporte emocional

Algo que ajuda muito ao paciente com câncer de esôfago a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Risco de um segundo câncer após o tratamento

Os ex-pacientes de câncer de esôfago podem ser afetados por uma série de problemas de saúde, mas muitas vezes a sua maior preocupação é enfrentar o câncer novamente. Se um câncer volta após o tratamento é chamado de recidiva. Mas alguns ex-pacientes de câncer podem desenvolver um novo câncer.  Isso é chamado de segundo câncer primário.

Infelizmente, ter sido tratado contra o câncer de esôfago não significa que você não pode ter outro câncer. Na verdade, certos tipos de tratamentos contra o câncer podem ser associados a um maior risco de um segundo câncer, incluindo:

  • Câncer de boca e orofaringe.
  • Câncer de laringe.
  • Câncer de pulmão.
  • Câncer de tireoide.
  • Câncer de intestino delgado.

Os homens tratados para câncer de esôfago têm um risco aumentado para câncer de estômago.

Para pessoas que tiveram câncer de esôfago, especialistas não recomendam qualquer exame adicional para procurar um segundo câncer a menos que a pessoa apresente sintomas. Comunique seu médico sobre quaisquer novos sintomas ou problemas, porque eles poderiam ser causados pela recidiva da doença ou por um segundo tipo de câncer.

Os fatores de risco mais comuns para câncer de esôfago são tabagismo e alcoolismo, que também são fatores de risco para muitos outros tipos de câncer.

Para ajudar a manter a boa saúde, os ex-pacientes também devem:

  • Atingir e manter um peso saudável.
  • Adotar um estilo de vida fisicamente ativo.
  • Consumir uma dieta saudável, com ênfase em alimentos de origem vegetal.
  • Limitar o consumo de álcool a 1 dose por dia para as mulheres ou 2 doses por dia para homens.

Essas ações também podem reduzir o risco de outros problemas de saúde.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 09/06/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.

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