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Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células


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Vivendo com o Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/09/2014 - Data de atualização: 20/05/2017


Para alguns pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células.

Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente. Esses pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle.

Viver com câncer é diferente de viver após o câncer. Viver após o câncer de pulmão de não pequenas células significa voltar a algumas coisas familiares e também fazer algumas novas escolhas.

Cuidados no Acompanhamento


Quando o tratamento terminar, os médicos irão acompanhá-lo de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagem para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Quase todos os tratamentos para o câncer podem apresentar efeitos colaterais. Alguns podem durar apenas alguns dias ou semanas, mas outros podem durar mais tempo. Alguns efeitos colaterais podem até não aparecer até anos após o término do tratamento. Suas visitas ao médico são um bom momento para fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você perceba ou preocupações que você possa apresentar.

Para todos os ex-pacientes de câncer de pulmão, é importante informar aos seus médicos sobre quaisquer novos sintomas ou problemas, pois eles podem ser provocados ​​pelo retorno do câncer, por uma nova doença ou por um segundo câncer.

Acompanhamento Clínico


Em pessoas sem sinais de câncer remanescentes, muitos médicos recomendam visitas de acompanhamento e exames de tomografia computadorizada a cada 6 - 12 meses nos primeiros 2 anos após o tratamento, e visitas anuais e tomografias após esse tempo, embora as visitas ao médico possam ser mais frequentes no início.

Registros Médicos


Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem a seu alcance, informações como:

  • Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
  • Cópia do relatório de alta hospitalar.
  • Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
  • Cópia do relatório quimioterápico, incluindo medicamentos utilizados, doses, e tempo do tratamento.
  • Exames de imagem.

O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você!

Como diminuir o Risco do Câncer avançar ou recidivar?


Permanecer tão saudável quanto possível é mais importante do que nunca após o tratamento do câncer de pulmão. Parar de fumar e manter uma alimentação saudável pode ajudá-lo a reduzir o risco da recidiva e a protegê-lo de outros problemas de saúde.

Parar de Fumar


Se você fuma, parar é importante. Parar de fumar é algo que ajuda não só a evitar o risco de um novo câncer, como, também, aumentar a expectativa de vida, mesmo dos pacientes que já tem metástase.

Parar de fumar pode ter outros benefícios para a saúde, bem como reduzir o risco de alguns outros tipos de câncer. Se precisar de ajuda para parar de fumar, converse com seu médico ou ligue gratuitamente, de um telefone fixo, para nosso Canal Ligue Câncer - Programa Nacional de Apoio ao Paciente com Câncer - 0800 773 1666 - de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Mudanças no Estilo de Vida

Você não pode mudar o fato de ter tido câncer de pulmão de não pequenas células, mas pode mudar o seu estilo de vida. Faça escolhas saudáveis, sinta-se bem, reveja seus objetivos, encare a vida de uma nova forma.

Faça Escolhas Saudáveis. O diagnóstico de câncer de pulmão de não pequenas células faz com que a maioria dos pacientes passe a ver a vida sob outra perspectiva. Muitos começam a se preocupar com a saúde, tentam alimentar-se melhor, levar uma vida menos sedentária, tentam diminuir o consumo de álcool e  param de fumar. Não se estresse com pequenas coisas. É o momento de reavaliar a vida e fazer mudanças. Se preocupe com sua saúde.

Se o Câncer Voltar?

Se o câncer recidivar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão da localização da recidiva, de quais tratamentos já foram realizados e de seu estado de saúde geral. Algumas de suas opções de tratamento são cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo, imunoterapia, ou alguma destas combinações.

Posso ter um Segundo Câncer após o Tratamento do Câncer de Pulmão?


Os pacientes que tiveram câncer de pulmão podem ter outros tipos de câncer, embora a maioria não tenha um novo câncer. Os ex-pacientes de câncer de pulmão têm um risco aumentado de ter um novo câncer de pulmão, bem como alguns outros tipos de câncer.

Suporte Emocional


O tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células é, na maioria das vezes, extremamente estressante. O paciente passa por tantas experiências, que cada etapa concluída é uma nova conquista. Com o término do tratamento o paciente percebe a doença como um todo e alguns medos ou incertezas podem tomar conta dele. O paciente pode muitas vezes pensar na morte, ou no impacto da doença em sua família, amigos e vida profissional. O paciente acaba revendo seus relacionamentos e coisas aparentemente sem importância começam a ter valor.

Algo que ajuda muito ao paciente com câncer de pulmão de não pequenas células a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Fonte: American Cancer Society (16/05/2016)


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