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Vivendo com o Câncer de Pulmão

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/09/2014 - Data de atualização: 20/04/2020


Para alguns pacientes com câncer de pulmão, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Esse é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes com câncer de pulmão.

Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente. Esses pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle. Aprender a viver com câncer é diferente de viver após o câncer.

Cuidados no acompanhamento

Quando o tratamento terminar, os médicos irão acompanhá-lo de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nessas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagem para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Quase todos os tratamentos contra o câncer podem apresentar efeitos colaterais. Alguns podem durar apenas alguns dias ou semanas, mas outros podem durar mais tempo. Alguns efeitos colaterais podem até não aparecer até anos após o término do tratamento. Suas visitas ao médico são um bom momento para fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você perceba ou preocupações que você possa apresentar.

Para todos os ex-pacientes de câncer de pulmão, é importante informar aos seus médicos sobre quaisquer novos sintomas ou problemas, pois eles podem ser provocados ​​pelo retorno do câncer, por uma nova doença ou por um segundo câncer.

Acompanhamento clínico

Em pessoas sem sinais de câncer remanescentes, muitos médicos recomendam visitas de acompanhamento e exames de tomografia computadorizada a cada 3 meses nos primeiros 2 anos após o tratamento, a cada 6 meses nos próximos meses e, em seguida, pelo menos anualmente após 5 anos. Alguns médicos podem seguir diferentes esquemas de acompanhamento.

Registros médicos

Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem a seu alcance, informações como:

  • Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
  • Cópia do relatório de alta hospitalar.
  • Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
  • Cópia do relatório quimioterápico, da terapia-alvo e imunoterapia, incluindo medicamentos utilizados, doses e tempo do tratamento.
  • Exames de imagem.

Como o médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre ter cópias de tudo com você!

Como diminuir o risco do câncer progredir ou recidivar?

Permanecer tão saudável quanto possível é mais importante do que nunca após o tratamento do câncer de pulmão. Parar de fumar e manter uma alimentação saudável pode ajudá-lo a reduzir o risco da recidiva e a protegê-lo de outros problemas de saúde.

Parar de fumar

Se você fuma, parar é importante. Parar de fumar é algo que ajuda não só a evitar o risco de um novo câncer, como, também, aumenta a expectativa de vida, mesmo dos pacientes que já tem metástase.

Parar de fumar pode ter outros benefícios para a saúde, bem como reduzir o risco de alguns outros tipos de câncer. Se precisar de ajuda para parar de fumar, converse com seu médico ou ligue gratuitamente para nosso Canal Ligue Câncer - Programa Nacional de Apoio ao Paciente com Câncer - 0800 773 1666 - de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Suplementos dietéticos

Algumas pesquisas sugerem que pacientes de câncer de pulmão em estágio inicial com níveis mais altos de vitamina D podem ter melhores resultados do que aqueles com níveis mais baixos. Mas ainda não está claro se tomar suplementos de vitamina D significa obter melhores resultados. Por outro lado, estudos mostraram que suplementos de betacaroteno podem realmente aumentar o risco de câncer de pulmão em fumantes. Outro estudo mostrou que homens, principalmente os fumantes, que consumem altas quantidades de suplementos de vitamina B6 ou B12 por longos períodos de tempo tiveram um risco aumentado de câncer de pulmão.

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com seu médico, para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

Se o câncer voltar?

Se o câncer recidivar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão da localização da recidiva, de quais tratamentos já foram realizados e de seu estado de saúde geral.

Risco de um segundo câncer após o tratamento

As pessoas que tiveram câncer de pulmão ainda podem ter outros tipos de câncer. De fato, os ex-pacientes de câncer de pulmão têm um maior risco de ter outro câncer de pulmão, bem como alguns outros tipos de câncer.

Suporte emocional

Algo que ajuda muito o paciente com câncer de pulmão a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou em alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 01/10/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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