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Vivendo com o Câncer de Mama em Homens

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/05/2013 - Data de atualização: 26/06/2019


Para alguns homens com câncer de mama, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos homens que tiveram câncer de mama.

Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente e eles continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle.

Aprender a viver com a doença que não desaparece pode ser difícil e muito estressante.

Cuidados no acompanhamento

Quando o tratamento terminar, os médicos irão acompanhá-lo de perto por alguns anos. Por isso, é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagem para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Quase todos os tratamentos para o câncer podem apresentar efeitos colaterais. Alguns podem durar apenas alguns dias ou semanas, mas outros podem durar mais tempo. Alguns efeitos colaterais podem não aparecer até mesmo anos após o término do tratamento. Suas visitas ao médico são um bom momento para fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você perceba ou preocupações que você possa apresentar.

Planejamento típico do acompanhamento

Consultas de acompanhamento. Essas consultas serão programadas em intervalos regulares. Com o passar do tempo a frequência dessas consultas vai diminuindo, até que após 5 anos, serão anuais.

Mamografias. As mamografias de rotina, mesmo após um diagnóstico de câncer de mama em um homem, não são comuns, e não está clara sua utilidade.

Densidade óssea. Se estiver usando um inibidor de aromatase ou um análogo de hormônio liberador do hormônio luteinizante, pode ter um risco aumentado de osteoporose. Nesse caso, o médico pode considerar o monitoramento para uma possível perda óssea.

Outros exames. Outros testes, como marcadores tumorais, exames da função hepática, cintilografias ósseas, e radiografias do tórax não são uma parte padrão do acompanhamento porque não aumentam a sobrevida, mas serão realizados caso o paciente apresente algum sintoma ou outros achados no exame físico possam sugerir uma recidiva da doença.

Se os sintomas ou exames sugerirem uma possível recidiva da doença, exames de imagem, como raios X, tomografia computadorizada, PET scan, ressonância magnética, cintilografia óssea e/ou biópsia podem ser realizadas. O médico também pode procurar células tumorais circulantes no sangue ou medir os níveis dos marcadores tumorais, como CA 15.3, CA 27.29 ou CEA.

Registros médicos

Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem ao seu alcance, informações como:

  • Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
  • Cópia do relatório de alta hospitalar.
  • Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
  • Cópia do relatório quimioterápico, incluindo medicamentos utilizados, doses e tempo do tratamento.
  • Exames de imagem.

O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você também!

Como diminuir o risco do câncer progredir ou recidivar?

Permanecer tão saudável quanto possível é mais importante do que nunca após o tratamento do câncer de mama. Parar de fumar e manter uma alimentação saudável pode ajudá-lo a reduzir o risco da recidiva e a protegê-lo de outros problemas de saúde.

Mantendo um peso saudável

Algumas pesquisas sugerem que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco da recidiva da doença. Também está associada a um risco maior de desenvolver linfedema.

Manter um peso saudável pode ter outros benefícios para a saúde, como reduzir o risco de contrair outros tipos de câncer, bem como outras doenças crônicas.

Entretanto, é importante discutir isso com seu médico antes de tentar perder peso, principalmente se você ainda estiver em tratamento ou estiver concluindo o mesmo, para que ele possa o orientar sobre a melhor forma de fazer isso com segurança.

Ser fisicamente ativo

Entre as mulheres que tiveram câncer de mama, alguns estudos mostraram uma ligação consistente entre a atividade física e o risco da recidiva. Isso ainda não foi bem estudado em homens, mas pode ser aplicado. A atividade física também tem sido associada a melhorias na qualidade de vida, funcionamento físico e uma diminuição dos sintomas de fadiga.

Assim como com outros tipos de alterações no estilo de vida, é importante conversar com o médico antes de iniciar um novo programa de atividade física. Ele o ajudará a planejar um programa seguro e eficaz para você.

Mantendo uma dieta saudável

De um modo geral, não está claro se qualquer tipo específico de dieta pode diminuir o risco da recidiva da doença. Estudos mostraram que mulheres que tiveram câncer de mama e mantêm dietas ricas em vegetais, frutas, grãos integrais, frango e peixe tendem a viver mais do que aquelas que usam em suas dietas açúcar refinado, gorduras e carnes vermelhas e carnes processadas. Mas não está claro se isso se deve aos efeitos relacionados à doença ou possivelmente a outros benefícios para a saúde devido a uma dieta saudável.

Suplementos dietéticos

Até o momento, nenhum suplemento dietético, incluindo vitaminas, minerais e produtos à base de plantas, mostrou diminuir o risco da progressão ou recidiva do câncer de mama em homens. Isso não significa que nenhum suplemento ajudará, mas é importante saber que nenhum suplemento é eficaz.

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com seu médico, para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

Álcool

O consumo de álcool - mesmo que em pequenas doses semanais – está associado ao risco de câncer de mama, especialmente em mulheres. Mas não está claro se afeta o risco da recidiva da doença. O consumo de álcool aumenta os níveis de estrogênio, o que, em teoria, poderia aumentar o risco da recidiva da doença. Mas não existem evidências de estudos para apoiar essa tese.

Embora não existam pesquisas específicas para homens com câncer de mama, recomenda-se limitar o consumo de álcool a 2 doses por dia para ajudar a diminuir o risco de contrair certos tipos de câncer, incluindo o câncer de mama.

Como esta questão é complexa, é importante discutir isso com seu médico, levando em consideração seu risco de recidiva de câncer de mama ou de um novo câncer de mama, seu risco de doença cardíaca e o risco de outros problemas de saúde relacionados ao uso de álcool.

Se o câncer voltar?

Se o câncer recidivar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão da localização da recidiva, de quais tratamentos já foram realizados e de seu estado de saúde geral.

Risco de um segundo câncer após o tratamento

Homens que tiveram câncer de mama também podem ter outros tipos de câncer. Homens com câncer de mama devem fazer testes genéticos para verificar a probabilidade de ter alguma síndrome de câncer hereditária e se podem ter um risco muito alto para outros tipos de câncer. Além disso, eles também têm um risco normal para outros tipos de câncer.

Suporte emocional

Algo que ajuda muito o paciente com câncer de mama a enfrentar a doença é o apoio e a força que recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou em alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Fonte: American Cancer Society (27/04/2018)



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