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Vírus que combate câncer pode fornecer 'instruções' para evitar retorno da doença, diz estudo

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/11/2018 - Data de atualização: 21/11/2018


LONDRES — Cientistas e pesquisadores que estudam vírus capazes de combater o câncer estão trabalhando em uma maneira de evitar que a doença reapareça. Com a ajuda de um vírus específico, a nova estratégia envolve atacar células saudáveis que funcionam 'escondendo' tumores cancerígenos. Profissionais da Universidade de Oxford afirmaram que essa é a primeira vez que conseguiram marcar fibroblastos — células que formam o tecido conjuntivo e ajudam tumores a se desenvolver — sem que isso causasse reações tóxicas. Essa estratégia pode ajudar médicos a atacar diretamente tumores e 'desmascarar' células causadoras de câncer, o que permitiria uma reação no sistema imunológico que combateria o invasor.

Embora ainda precise ser comprovada em testes com humanos, a estratégia se mostrou segura e eficaz em testes com camundongos, além de amostras de carcinomas humanos em laboratório — grupo mais comum de tumores que surgem no revestimento dos principais órgãos, ou na pele.

— Mesmo quando a maioria das células cancerosas em um carcinoma é morta, os fibroblastos podem proteger as células cancerígenas que sobram e ajudá-las a se recuperar e crescer novamente. Até agora, não havia como matar as células cancerígenas e os fibroblastos, sem prejudicar o resto do corpo — afirmou Kerry Fisher, do Departamento de Oncologia da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa.

Embora a técnica seja nova, o vírus que ataca o carcinoma já faz parte de testes em humanos, em tratamentos imunoterápicos. As descobertas, publicadas na revista "Cancer Research" no domingo usaram um vírus chamado enadenotucirev, que foi desenvolvido para atacar apenas as células cancerígenas e deixar as saudáveis intactas. Uma vez dentro das células, o vírus se replica e explodem, rompendo o hospedeiro e atingindo outras células cancerígenas.

No entanto, Dr. Fisher e seus colegas fizeram uso de uma outra propriedade do vírus que é capazes de inserir genes dentro do DNA das células infectadas — receita que serve para acabar com fibroblastos. Essas células são das principais do corpo que acumulam tecidos conectivos como o colágeno, cicatrizam feridas e mantêm o corpo isolado do meio ambiente. Um ataque sem filtro a elas poderia destruí-las por todo o corpo e causar sérios efeitos colaterais, de modo que um vírus que mirasse apenas o câncer é ideal.

As instruções genéticas inseridas na célula cancerígena forçam a produção de uma molécula de proteína chamada de célula T biespecíficas (BiTE), agindo como uma cola para ligar os fibroblastos a uma unidade-chave do sistema imunológico, chamada célula-T.

Também conhecidas como células assassinas, as células T são as unidades de busca e destruição do sistema imunológico. Elas detectam células defeituosas e as destroem, e uma vez que os tumores começam a produzir BiTE e os colam aos fibroblastos, também alertam o sistema imunológico para um tumor mais amplo.

Ainda que o estudo cause empolgação, Michelle Lockley, do Cancer Research UK, que não fez parte do estudo, lembrou da complexidade envolvida no trabalho:

— Este trabalho em amostras de tumores humanos é encorajador, mas pode ser complicado: um dos maiores desafios das imunoterapias é prever quão bem eles vão trabalhar com o sistema imunológico do paciente e entender quais poderiam ser os efeitos colaterais — afirmou ela.

Fonte: O Globo

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