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Vida após o câncer: Saiba como ainda contar o apoio dos amigos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/03/2016 - Data de atualização: 19/03/2016


Fato! O câncer não termina quando "concluímos" o tratamento. E tampouco o apoio que você recebe de seus amigos e familiares.

Durante os 5 anos convivendo com o diagnóstico, percebi que todos ao meu redor tinham esquecido que tive câncer, enquanto ainda tenho lembranças ruins do passado e medos sobre o futuro. O que muitos chamam de "sobrevivente do câncer", ainda está fortemente presente em nossas vidas e é impossível esquecê-lo, principalmente quando somos lembrados, a todo tempo,  por histórias e notícias, eventos para a captação de recursos, exames anuais, check-ups e assim por diante. Tudo isso se passa dentro das nossas cabeças e nada é demonstrado. Logo, para o resto do mundo, parece que tudo está bem. Mas, não estamos sempre bem. E essa, definitivamente, é uma das nossas maiores verdades.

É fácil pensar "como podem as pessoas não perceberem que ainda estou sofrendo?", quando você passa tanto tempo ansioso e com medo do retorno da doença. O câncer nos faz sentir que ocupa todo o espaço do nosso passado, e temos medo de que possa estar no nosso futuro. E recebemos lembretes diários de que está e sempre estará em nosso presente. Mas, como falar com as pessoas sobre isso, que ainda é uma parte tão importante de você, quando eles parecem ter esquecido que algo aconteceu? Bom, a realidade é que as pessoas provavelmente não se esqueceram de tudo e estavam conosco naquele momento. Talvez elas pensem menos nisso agora que estamos melhor, porque não enxergam mais o câncer como uma ameaça imediata. Se estamos nos sentindo saudáveis, por que eles falariam sobre a doença agora? E se nós não estamos tocando no assunto, eles tampouco não irão trazer o tema à tona.

Então, se você sente vontade de se abrir sobre o assunto e conversar sobre o pós câncer, cabe a você mesmo iniciar a conversa. Bem, isso é mais fácil dizer do que fazer, não é mesmo? Afinal, como dizer durante uma conversa qualquer "A propósito, eu ainda luto e tenho pensamentos sobre o câncer... E eu preciso conversar com alguém sobre isso"? Não há muita oportunidade de trazer um assunto como esse à tona no bate-papo de todos os dias.

A saúde mental é importante e é a que nos dá o apoio que precisamos. Mesmo que eu queira tentar falar com alguém que preocupações ainda passam pela minha cabeça: "e se as pessoas acharem que estou procurando atenção? É tão estranho. Não quero que as pessoas se preocupem comigo. Me sinto culpado por fazer que as pessoas se preocupem ou com medo de que pensem que não superei de fato tudo isso."

Mas, como você diz à um novo amigo "Ei! Tive câncer"? Ainda estou tentando descobrir tudo sozinho, mas seguem algumas dicas para iniciar uma conversa com alguém que não sabe que tivemos câncer ou para quem achamos que esqueceu tudo o que passamos:

  • Não fique na defensiva. Só porque parece que as pessoas esqueceram que você teve câncer, não significa que eles realmente esqueceram. Assumiram que tudo estava bem todo este tempo, mas isso não significa que não te ouvem quando se abre com elas. Dê-lhes a chance de serem solidárias. Ok?


  • Escolha a pessoa certa para falar.  Escolha, se puder, uma pessoa que te conheça bem e em quem você confia e que esteve junto durante boa parte  do tratamento. Alguém que sabe sobre o que você passou. Isso sempre ajuda.


  • Você quer que perguntem coisas específicas ou você prefere simplesmente se abrir? Independentemente dessa resposta, procure um momento especial para conversar. Pode ser difícil tentar falar sobre algo importante no meio de um dia tumultuado. Talvez você possa convidar seu amigo para tomar alguma coisa e bater um papo. Assim poderá ter uma conversa sem distrações e pode ser mais fácil dizer o que está te incomodando. 


  • Explique que isso é importante e/ou difícil para você. Alerte seu amigo que é importante para você ter alguém com quem conversar sobre seus medos ou preocupações e que não é sempre fácil se abrir, mesmo querendo. Esperamos que ele seja paciente com você e perceba que, apesar do câncer ter desaparecido, não significa que tudo terminou.


  • Aborde o assunto diretamente. No passado, nem sempre fui direto com as pessoas. Hoje as coisas são diferentes e geralmente, quando faço um novo amigo, nos adicionamos em redes sociais e assumo meu diagnóstico, ele eventualmente já descobriu tudo sozinho. Me tornei uma pessoa aberta sobre meus sentimentos em relação ao câncer nas mídias e sempre falo online sobre a minha experiência. Mas, as vezes sinto que essa não é uma boa abordagem, porque  eu realmente não sei quem sabe sobre o meu diagnóstico e quem não sabe. Então, chego a conclusão de que provavelmente é melhor falar diretamente ao invés de esperar que descubram por si mesmos. Você pode falar pessoalmente, através de uma mensagem pessoal numa rede social, ou de alguma outra forma. Fica a seu critério.


  • Mostre para seu amigo alguns blogs sobre o assunto ou escreva suas próprias ideias.  Se as palavras faltam e você não sabe como abordar o assunto, comece indicando determinados sites. Ou você pode tentar escrever suas próprias ideias mostrando-as para ele depois, se você acha que escrever é mais fácil que falar.


  • Fale com outros pacientes. Por mais que muitas pessoas não compreendam como se sente, sempre haverão pessoas online que já passaram pelo mesmo que você. Recomendo sempre procurar grupos de apoio confiáveis no Facebook, fóruns e encontros para falar sobre o câncer. Pode não ser o mesmo que falar com as pessoas ao seu redor, mas é bom para saber que você não está sozinho. Na internet tem muitos ex-pacientes de câncer, que são muito abertos e ficam felizes de falar sobre qualquer tema, inclusive sobre você.

O que importa dentro de todo esse turbilhão de sentimentos é termos a certeza de que não estamos sozinho, independentemente se as pessoas que estão ao nosso lado tiveram (ou não) câncer. No entanto, só você poderá decidir quão profunda será a conversa com seu amigo e com quem irá conversar a respeito. Desejo-lhe boa sorte e espero que consiga o apoio que precisa.

D.A.


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