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Verão reacende alerta sobre o câncer de pele

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/12/2018 - Data de atualização: 11/12/2018


Apesar de o câncer de pele não melanoma ser o tipo mais comum da doença no Brasil – corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no País –, as secretarias de Saúde do Grande ABC não possuem informações detalhadas em relação ao tema, como, por exemplo, o número de pacientes dianosticados nos últimos dois anos com o problema.

Apenas duas cidades contam com indicadores sobre a enfermidade. Em Santo André, foram realizados 10 mil atendimentos que resultaram em 200 diagnósticos de câncer de pele durante força-tarefa no CHM (Centro Hospitalar Municipal) neste ano – os pacientes foram encaminhados para procedimentos e tratamento. Já em São Bernardo, até novembro, apenas um paciente com câncer de pele tipo melanoma (o mais grave) foi acompanhado pela rede de Saúde – no ano passado não houve nenhum caso. As demais prefeituras não responderam até o fechamento desta edição.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é de 165,5 mil novos casos de câncer de pele não melanoma neste ano no Brasil e 6.260 melanoma, o tipo mais agressivo. De acordo com o DataSus, banco de dados do Ministério da Saúde, a região registrou, em 2016 (último ano disponível), 29 mortes por neoplasia maligna de pele. Desde 2014, a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) promove o Dezembro Laranja, mês em que se inicia o verão – dia 21 –, dedicado ao combate da doença.

“É importante que as pessoas se conscientizem da necessidade da prevenção e passem periodicamente por avaliação dermatológica. A maioria dos casos de câncer de pele identificados em fase inicial é curável”, explicou a professora de Dermatologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Cristina Laczynski.

De acordo com o Inca, o câncer de pele é raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas, e mais comum em pessoas a partir dos 40 anos. O tipo não melanoma ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas – apresenta-se como manchas, que coçam, ardem, descamam ou sangram; feridas que não cicatrizam em até quatro semanas também podem ser indicativas da doença.

O dermatologista e pesquisador do setor de pós-graduação da FMABC, Paulo Ricardo Criado, explicou que a regra mundialmente utilizada para identificar quando uma pinta pode se tornar lesão maligna do tipo melanoma é a regra do ‘ABCDE’, que leva em consideração assimetria, bordas, coloração, diâmetro e evolução. “De maneira geral, pintas normais são de uma cor só, homogêneas, medem menos de seis milímetros de diâmetro, têm forma ovalada, com bordas lineares e regulares. Toda pinta que não tiver alguma dessas características deve ser investigada.”

O especialista destacou que a proteção solar é importante medida na prevenção da doença. “O guarda-sol e o filtro solar com mínimo de 30 FPS (Fator de Proteção Solar) são meios preventivos importantes e complementares. Outras ações que contribuem para a proteção adequada são o uso de óculos de sol e de chapéu de aba larga – melhores que bonés, pois protegem o rosto e também a nuca e as orelhas. Vale a pena utilizar roupas com fotoproteção”, detalhou. Entre 10h e 16h, o médico recomenda que não haja exposição ao sol.

Casal identifica problema em mutirão

A avaliação dermatológica é indicada para que a pessoa saiba se aquela pinta que tem em determinada área do corpo é sinal ou indicativo de doença.

O dermatologista e pesquisador do setor de pós-graduação da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Paulo Ricardo Criado, frisou que todo câncer de pele é uma doença, no entanto, pinta benigna não é um câncer. “As pintas são manchas benignas formadas a partir da proliferação de melanócitos (células produtoras de melanina – o pigmento da pele), que se agrupam em determinadas áreas do corpo de forma aleatória”, explicou.

No dia 1º de dezembro, em mutirão promovido pela FMABC em Santo André, 145 pessoas foram atendidas e 20 delas identificadas com câncer de pele e encaminhados para o Instituto da Pele da faculdade. O casal de aposentados Sergio Roberto Neri, 66 anos, e Maria Lucia Costa Neri, 64, estava entre os pacientes atendidos. O marido já retirou diversos sinais em outras ocasiões, cujos resultados de biópsias foram benignos. A esposa, no entanto, pela primeira vez precisou se submeter à extração da pinta. Ambos aguardam resultado dos exames para o próximo mês.

Apesar de já ter casos de câncer de pele na família, o aposentado reconhece que não toma os devidos cuidados. “Acabo não usando protetor solar. Moro em Santo André há mais de um ano, mas antes morava no Litoral, era ainda mais difícil fugir do sol”, justificou. Já com os filhos – que já são adultos – Neri faz vigilância. “Não quero que tenham que passar pelo mesmo que eu, então estou sempre falando para se cuidarem”, pontuou

Pessoas com pintas devem fazer acompanhamento frequente

Pintas, sardas ou sinais surgem por dois fatores: herança genética e excesso de sol. Uma grande exposição aos raios solares pode causar câncer de pele. Por isso, além de fazer uso diário de filtro solar, quem tem muitos sinais na pele precisa visitar o dermatologista de uma a duas vezes ao ano para fazer um rastreamento e avaliar o tamanho e aspecto dessas pintas. O exame é simples e feito em consultório. Em casos suspeitos, o médico pode colher material para biópsia.

O dermatologista e especialista em câncer de pele, José Jabur da Cunha, da Alta Casa Clínica Médica, na capital paulista, explicou que algumas pessoas são mais suscetíveis ao câncer de pele que outras. Um dos fatores que fazem diferença é a cor da pele. “Indivíduos com predisposição genética e aqueles com a pele, os cabelos e os olhos muito claros acabam desenvolvendo mais pintas no decorrer da vida por tolerarem pouco a exposição solar. Com isso, têm mais risco de adquirir câncer de pele”, apontou.

A doença não é exclusividade das peles mais claras; negros também correm risco, alertou o especialista. Em indivíduos de pele negra, o melanoma aparece mais frequentemente nos pés e nas mãos. “Muitas vezes é uma mancha escura ou preta que aparece nos dedos ou na região palmar e plantar e vai crescendo com o passar dos anos”, detalhou.

Fonte: Doário do Grande ABC

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