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Radioterapia para Linfoma Não Hodgkin

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/06/2015 - Data de atualização: 11/10/2018


A radioterapia utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor.

A radioterapia pode ser usada no tratamento do linfoma não Hodgkin em algumas situações:

  • Como tratamento principal para alguns tipos de linfoma, se diagnosticados precocemente (estágios I ou II), por responderem muito bem à radiação.
  • Para linfomas mais avançados e alguns linfomas mais agressivos, é administrada simultaneamente com a quimioterapia.
  • Os pacientes que irão realizar o transplante de células tronco podem receber uma determinada dose de radioterapia de corpo inteiro, associado a altas doses de quimioterapia, para tentar eliminar as células de linfoma em todo o corpo.
  • A radioterapia também pode ser utilizada para aliviar sintomas causados pelo linfoma que se espalhou para outros órgãos, como cérebro e medula espinal, ou quando um tumor está provocando dor porque está pressionando os nervos.

O tratamento radioterápico do linfoma não Hodgkin é realizado com feixes de radiação externos, focados no órgão alvo. O procedimento em si é indolor. Antes do início da radioterapia é feito o planejamento do tratamento, que leva em conta detalhes da anatomia do paciente, determina os ângulos que serão utilizados para a entrada do feixe de radiação, e a dose adequada. O tratamento consiste em irradiar o órgão alvo com doses fracionadas, e é realizado cinco vezes por semana, durante algumas semanas. O tempo do tratamento é de alguns minutos, embora o tempo de posicionamento do paciente no aparelho onde é feita a radioterapia seja um pouco mais demorado.

Possíveis Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais da radioterapia dependem do local irradiado e da dose de radiação, podendo incluir:

  • Alterações cutâneas.
  • Fadiga.
  • Náuseas.
  • Diarreia.
  • Diminuição das taxas sanguíneas.
  • Aumento do risco de infecções.
  • Boca seca.
  • Problemas de deglutição.

Muitas vezes, estes efeitos desaparecem logo após o término do tratamento.

Os efeitos colaterais tendem a ser piores se a radioterapia se for administrada simultaneamente ¡a quimioterapia.

Os efeitos colaterais a longo prazo e dependendo da região irradiada podem incluir:

  • Problemas pulmonares.
  • Problemas cardíacos.
  • Problemas na tireoide (que podem levar a fadiga e ganho de peso).
  • Dores de cabeça.
  • Perda de memória.
  • Alterações de personalidade.
  • Dificuldade de concentração.
  • Risco de outro tipo de câncer.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Radioterapia.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (01/08/2018)



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